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Com faturamento em queda, comércio começa a demitir

Vendas do varejo paranaense foram -13,5% menores em agosto ante o mesmo mês de 2014. Postos de trabalho reduziram -3,18%

As vendas do varejo paranaense continuam em queda. Em agosto houve redução de -13,5% no faturamento ante o mesmo mês de 2014. Na comparação com julho, as vendas foram -0,78% menores e no acumulado do ano a retração é de -5,93%. Os dados são da Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR).

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Da mesma forma que as vendas, o número de postos de trabalho no comércio também vem reduzindo consideravelmente a partir do segundo semestre. Em agosto, o nível de emprego ficou -3,18% menor do que no mesmo mês do ano passado, e caiu -1,6% no acumulado do ano. O valor da folha de pagamento baixou -4,59% ante agosto de 2014, em decorrência de comissões de vendas menores e também por ter sido a redução de salários a solução encontrada por muitas empresas para evitar mais demissões.

Setores

Todos os setores avaliados pela pesquisa da Fecomércio PR tiveram um agosto negativo nas vendas na variação interanual. As reduções mais expressivas foram observadas pelos ramos de autopeças (-25,56%), concessionárias de veículos (-24,43%), lojas de departamentos (-23,23%) e postos de combustíveis (-19,19%). O acumulado do ano traz índices um pouco melhores, sendo que os setores de supermercados e farmácias são os únicos com dados positivos, com 7,04% e 1,75% de aumento no faturamento. Os piores resultados no período ficaram com as concessionárias de veículos (-23,96%), autopeças (-15,43%) e calçados (-9%).

Regiões

A queda no movimento foi verificada em todas as regiões do Estado. Londrina ficou com a maior baixa nas vendas, com -18,82% em agosto ante o mesmo mês de 2014. Na sequência ficaram Ponta Grossa (-14,14%), Curitiba e Região Metropolitana (-13,32%), Oeste (-9,57%), Sudoeste (-5,66%) e Maringá (-0,38%). No acumulado do ano, Londrina também apresenta o indicador mais crítico, com -8,49%. Segue em queda também o comércio da região Sudoeste (-7,25%), Curitiba e Região Metropolitana (-5,95%), Oeste (-4,29%), Ponta Grossa (-2,82%) e Maringá (-1,56%).

Fonte: Notícias ao minuto

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Shoppings e varejistas buscam soluções para manter ritmo de vendas

Executivos destacam que 2016 será um grande teste para as companhias, exigindo estratégias mais cautelosas

Empresários dos setores de shoppings e varejo alertam que o ano de 2016 deve continuar envolto em dificuldades econômicas, após uma deterioração mais forte que a esperada em 2015. Ao ressaltarem incertezas no País, os executivos destacam que o próximo ano deve ser um grande teste para as companhias, o que tem exigido mudanças nos negócios ou estratégias mais cautelosas, de forma a manter as vendas.

“O ano de 2015 piorou a cada mês. Nós nos preparamos para momentos de dificuldade, mas não esperávamos o atoleiro que viria”, afirmou o presidente da Aliansce Shopping Centers, Renato Rique. Para ele, é difícil dizer como será 2016, pois ainda há fortes incertezas no cenário atual, como as discussões em torno da futura composição do governo.

No entanto, ele ressaltou que o setor de shoppings tem se mostrado mais resistente à crise do que outros setores, ao mesmo tempo em que já busca soluções para manter o fluxo de visitantes. “Tenho visto promoções que há tempos não eram feitas. A despeito do momento, o movimento nos shoppings tem se mantido, embora isso varie de empreendimento a empreendimento”, afirmou.

Para o presidente da Tenco Shopping Centers, Eduardo Gribel, o momento de crise pode oferecer algumas oportunidades na busca por expansão. O executivo afirmou que a empresa planeja aumentar o número de shoppings até 2018, quando poderá decidir sobre uma eventual abertura de capital. “Oportunidades aparecem em empreendimentos em que o preço de aquisição é menor que o custo de reposição”, apontou o executivo.

Os momentos de crise também podem apontar para estratégias mais cautelosas. O sócio-diretor da Farm, Marcello Bastos, afirmou que o ano de 2016 pode ser pior que 2015, o que será acentuado por mudanças nos padrões de consumo entre os jovens. “Estamos concentrando nossos esforços em geração de caixa. Vamos aproveitar oportunidades, que possam ser rentáveis no curto prazo. Só devemos investir no que deve gerar caixa”, disse, ao apontar que a empresa tem buscado soluções para fortalecer a marca.

Participando de painel com os outros executivos, em evento organizado pela Associação Brasileira dos Shoppings Centers (Abrasce), o presidente das Lojas Renner, José Galló, afirmou que os empresários do varejo e de shoppings devem se unir para pressionar os políticos em busca de soluções para a economia. “Trabalhamos muito para pagar impostos, que são mal empregados. Temos muito mais influência do que imaginamos”, disse o executivo, ao apontar a necessidade de revisão de regras trabalhistas.

Fonte: DCI

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ICV 30 Setembro

Terceiro trimestre de 2015 fecha com queda de 6,1% no fluxo de pessoas em lojas de varejo

 Números apurados pela Virtual Gate fizeram a comparação com o mesmo período do ano passado

São Paulo, outubro de 2015 – O terceiro trimestre de 2015 teve queda de 6,1% em relação ao mesmo período de 2014 no fluxo de pessoas em lojas de varejo. Os números são da Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de tráfego de pessoas em lojas de varejo.

Já setembro de 2015 fechou com queda de 3,8% em relação ao mês anterior e decréscimo de 6,7% no comparativo com o mesmo período do ano passado. O estudo mostra ainda que a curva de flutuação do fluxo é similar entre 2014 e 2015, mas voltou a ter distanciação após o mês de julho.

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Na opinião de Caio Camargo, diretor de Relações Institucionais da Virtual Gate, o mercado ainda continua difícil. “Embora a curva se assemelhe a 2014, não podemos dizer que acontecerá uma retomada nos próximos meses como foi no ano passado. A confiança do consumidor ainda está muito baixa, com a previsão de início de recuperação para meados de 2016”, analisa.

Recorte regional

No comparativo por região, o Sul teve o pior desempenho no trimestre com queda de 8,5%, seguido de Centro-Oeste (-6,5%) e Sudeste (-6,3%). Nordeste e Norte foram as que menos caíram de acordo ao recorte regional da pesquisa com -6,1% e -5,5%, respectivamente.

De acordo com Heloísa Cranchi, diretora geral da Virtual Gate, o momento exige muita reflexão para traçar boas estratégias. “Estamos nos aproximando do Natal que é uma das datas mais importantes do ano para o Varejo. É preciso que o varejista utilize todas as ferramentas disponíveis no mercado para conhecer bem o seu consumidor e, com isso, conseguir planejar ações direcionadas e mais efetivas”, analisa.

A base analisada levou em consideração a evolução média de fluxo diário nas lojas que possuíam contagem de fluxo entre janeiro/2014 e setembro/2015. Não foi considerada a divisão por segmentação, com variação percentual mês contra mês anterior e base inicial = 100 em janeiro/2014. O cálculo foi realizado tem como base mais de 1200 pontos de medições (lojas), adota da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, na sua versão mais atual 2.0, ponto de referencia base 100, referente a janeiro de cada ano para comparativos anuais, e Base 100 referente ao primeiro mês analisado no comparativo mês a mês.

 

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A fórmula de vendas para o sucesso em tempos de crise

Vender nos dias de hoje é um verdadeiro desafio. O cenário de crise fez com que o mercado reagisse de forma temerosa sobre o futuro econômico do país, e o consumidor, com receio de perder o emprego ou de contrair maiores dívidas, tem preferido guardar dinheiro a gastá-lo.

Para os empreendedores, este cenário vem refletindo em constantes quedas de faturamento, e por consequência lucratividade dos negócios. Para a grande maioria, há sempre a esperança de que dias melhores virão, e que depois da tempestade que estamos enfrentando, quem saber virá a bonança, ou seja, dias melhores virão.

A verdade é que quem perdeu algo em vendas nos últimos meses dificilmente irá reparar seus prejuízos. O cenário econômico atual prevê que o que temos para hoje em termos de clientes e oportunidades de venda, é o que teremos ainda por um bom tempo, quem sabe ainda por uns dois ou três anos, independente do cenário político que se forme adiante. É o tal do “novo normal”. A dica: acostume-se.

Mas em tempos de crise, e na sucessão de empresas que vem fechando suas portas recentemente, inclusive gigantes em seus mercados, a lição que fica é que no varejo não há mais espaço para perdas ou pouca produtividade. Usando um jargão, temos que para fazer a mesma limonada de sempre, espremer ainda mais os limões.

Seu gerente reclama que poderia vender mais somente se entrasse mais clientes? Seria essa uma verdade absoluta? Você e sua equipe de vendas têm aproveitado todas as oportunidades que literalmente entram por sua porta todos os dias?

O varejo e principalmente o varejista precisa deixar de ser passivo em relação ao mercado. Não há mais espaço para ficar atrás do balcão esperando o dia todo pela entrada de clientes. O varejista precisa ser mais assertivo sobre seu modelo de gestão.

É fato que para a maioria das empresas de varejo, principalmente as de pequeno porte, a gestão do negócio funciona exclusivamente sobre o quanto vendeu e o que vendeu (faturamento x estoque). Para muitos empreendedores, “vendas” é somente o número ou o resultado final do caixa ao final do dia.

Esse é o modelo de gestão que vem enfrentando mais problemas hoje. A gente sabe que há um buraco no barco, mas onde ele está de fato? Seguindo a metáfora, como tapar o buraco e estabilizar o barco para poder seguir a viagem?

Algumas empresas avançam um pouco nesse conceito e enxergam vendas de um jeito um pouco mais elaborado, seguindo a seguinte fórmula:

VENDAS = NÚMERO DE CUPONS (TICKETS) x TICKET MÉDIO

Nesse modelo, é possível analisarmos algo além da venda. Além da quantidade de pessoas que efetuaram uma compra (número de cupons), podemos também avaliar o valor médio de compra dos consumidores.

Se as vendas caem em 10%, mas o ticket médio é mantido, seria possível aumentar os cupons de alguma maneira? O problema seria a atratividade ou o atendimento da loja?

De outra maneira, no mesmo cenário de queda de vendas, se o número de cupons é estável, o que estaria fazendo com que o ticket médio caísse? Haveria algo que poderia incrementar esse ticket, como uma oferta casada (cross-merchandising), ou quem saber um pequeno aumento no valor do produto?

Dentro da gestão, todos os cenários são possíveis e começam a criar uma grande variedade de ações e possibilidades para se criar a venda.

Mas e se ainda houvesse uma fórmula ainda mais interessante. Veja essa fórmula:

VENDAS = FLUXO x TAXA DE CONVERSÃO x TICKET MÉDIO

Quando eu consigo desmembrar de maneira ainda mais complexa o que realmente é minha venda, o cenário de ações e possibilidades de combate à crise são muito amplificadas.

Por exemplo: Se dentro de um mesmo cenário de queda de vendas de 10%, eu começo a analisar cada um desses itens para verificar de fato qual é o meu problema de vendas hoje.

Se o problema estiver localizado em fluxo de clientes, ou seja, o principal problema é que estão entrando menos clientes do que antes e os outros indicadores estão de certa maneira estáveis, então faz-se a necessidade de atrair novos clientes, com ações que garantam o aumento de fluxo, como promoções na porta da loja e propaganda nos mais variados canais, de acordo com seu nicho e mercado.

Se o problema estiver localizado nos outros indicadores, ou seja, o número de pessoas que entram em sua loja é praticamente o mesmo, mas de certa forma, estão comprando menos ou sua equipe de vendas não está conseguindo ter o mesmo desempenho de antes, cabe decidir quais ações tomar, entre elas: qualificar seu atendimento através de cursos ou palestras motivacionais; criar promoções casadas, visando o aumento do ticket médio; elaborar melhor sua comunicação visual e peças de merchandising, criando exposições e ambientações atrativas ao consumidor, entre outras.

Nem sempre o problema de vendas está somente no mercado. Acredito que em tempos de crise, temos que no mínimo medir o desempenho real de nosso negócio, pois como diria Peter Drucker: “Se você não pode medir, você não pode gerenciar”

 

Fonte: Falando de varejo

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Falta de dinheiro faz brasileiro evitar compras

No primeiro semestre deste ano, 70% dos entrevistados disseram não ter adquirido eletrodomésticos

Os brasileiros estão pouco estimulados a comprar, por causa da falta de dinheiro e dos preços altos, revela a pesquisa Pulso Brasil, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Os consumidores optam pela compra de produtos mais baratos, como artigos de telefonia e eletroportáteis e compram menos eletroeletrônicos, como televisores e home theaters. Na percepção de 43% das pessoas, as condições financeiras estão piores, ou muito piores, agora. Em 2014, esse percentual era 12%.

No primeiro semestre deste ano, 70% dos entrevistados disseram não ter adquirido itens como geladeira, freezer, máquina de lavar roupa, telefones, móveis, eletroeletrônicos, eletroportáteis, computadores, impressoras, notebooks, tablets, automóveis, câmeras fotográficas digitais, videogames ou filmadoras.

Para 32%, a falta de dinheiro foi o principal motivo para não comprar tais produtos e, para 28%, foram os preços muito altos. Apenas 16% afirmaram ter conseguido adquirir tudo o que queriam.

A pesquisa indica também que 77% não pretendem comprar nenhum desses itens em breve. Entre os que desejam fazer alguma compra, 8% pensam em produtos da linha branca; 6%, em artigos da linha marrom; 5%, em móveis; 4%, em celulares, 3%, itens de informática; 2%,em  automóveis; 1%, em eletroportáteis; e 1%, em eletrônicos.

 

Fonte: Diário do Comércio

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Varejo mostra despreparo diante de um consumidor mais controlado

Com avanço da inflação e do endividamento, famílias estão mais contidas nas despesas mensais e racionalizam seus gastos, indicando uma maturidade que os lojistas não esperavam.

Após uma década de bonança, os varejistas mostram despreparo para lidar com o cenário recessivo que o País vive. Somado a isso, o consumidor mais maduro sinaliza que o momento é de redução de gastos. A mistura dos dois fatores leva à pior intenção de consumo desde 1999 e a um futuro nada promissor ao comércio.

“O varejista é desleixado e costuma fazer suas previsões e se estocar por intuição. Em momentos como esse, é preciso analisar diversos fatores para não errar”, explicou o diretor do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), Nuno Fouto.

Segundo o especialista, há empresários que são mais atentos ao planejamento de seus negócios e com perguntas simples, feitas diretamente ao consumidor, é possível enfrentar de forma saudável o que deve ser o pior Natal em 11 anos. “Neste mês de Dia da Criança basta perguntar ao cliente se ele vai gastar mais agora com o presente e menos no Natal. Assim será possível saber como será a demanda para não ter problemas com estoque.”

Final de ano

Mesmo que as vendas no Dia da Criança apresentem alta, é prudente prever que as compras de final de ano vão ficar restritas a lembranças em categorias de baixo valor agregado. Pesquisa realizada pelo Ibevar apontou queda na intenção de compra no quarto trimestre, o que representaria o pior momento do consumo desde o mesmo período de 1999. “Tudo indica que o Natal não será o melhor e que quem estiver capitalizado conseguirá chegar a 2016 com saúde para continuar a operar”, explicou.

O estudo identificou que, na comparação entre o terceiro trimestre e o quarto, é possível que as vendas tenham queda de 1%. Quando a comparação é com o quarto trimestre de 2014 essa retração passará de 8%. Fouto ressaltou que quem não estiver atento ao movimento do mercado correrá o risco de fechar as portas em breve. “Já foi visto um movimento intenso de encerramento de operações. Quem não estiver preparado, pode quebrar em 2016″, enfatizou.

Fantasmas antigos

Com o crédito mais caro – segundo pesquisa do Ibevar, o juro até o mês de agosto somava 86,63% ao ano – e os bancos restringindo mais a concessão, uma saída seria o financiamento próprio por meio dos cartões próprios da rede, o private label, mas isso exige cuidados. “Muitas redes, em especial as de vestuário, já têm essa iniciativa. Mas, mais uma vez, quem não estiver capitalizado pode sofrer no primeiro trimestre do ano”, disse Fouto, ao enfatizar que se o consumidor não tem dinheiro agora, mesmo com o 13º salário, terá menos ainda para 2016. “Eles tem de analisar bem a quem será ofertado o benefício, pois existe o risco da inadimplência”.

O diretor vogal do Ibevar sinalizou ainda que o excesso de crédito nesse momento, mesmo trazendo o ímpeto de compra, pode causar prejuízos futuros. “A Mesbla e o Mappin fecharam justamente por uma concessão desenfreada de crédito”, enfatizou o especialista.

Black Friday fraca

Nem mesmo a Black Friday, promoção que antecede o Natal, terá bons resultados. “Em 2014 crescemos 52% em relação a 2013. Para este ano se chegarmos a 10% de alta será motivo de comemoração”, afirmou o diretor executivo da E-bit, Pedro Guasti.

Segundo o especialista, a percepção de que o dia de descontos seria a antecipação das compras de Natal não deve se efetivar, pois o consumidor já está com a renda mensal comprometida com itens de necessidade básica. “O cliente vai comprar produtos como eletroeletrônicos, eletroportáteis, informática e telefonia, categorias de maior valor agregado e que ganham impulso de compra por conta dos descontos de até 40%”, explicou.

Outro detalhe ressaltado por Guasti, é que as empresas de e-commerce diminuíram a elasticidade das vendas parceladas, em contrapartida, estão deixando com que o consumidor divida as compras em mais de um cartão de crédito. “Tem empresas que nos perguntam sobre pesquisas que apontem o uso de até três cartões de crédito”, concluiu Guasti.

Fonte: DCI

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O varejo imaterial

O varejo que foi construído sobre a transação e dela fez o fluido que irrigava negócios, começa paulatinamente a ser remodelado

Há séculos, o comércio e o seu descendente mais bem-sucedido, o varejo, fez do negócio um elogio ao produto. O varejo sempre foi físico, viril, permanente, pesquisando formas de tornar o produto atraente ao consumidor. A lógica do negócio foi construída na transação. E sobre a transação, os indicadores de saúde e os prognósticos de crescimento ou estagnação foram trabalhados, pensados e aplicados. Custo, preço, margem, lucro, produtividade, sazonalidade, pontos de venda. Aí, veio a onda digital…

E o digital começou, pouco a pouco a questionar, incomodar e desconstruir o varejo como o conhecemos. Esse processo está em vigência. O varejo que foi construído sobre a transação e dela fez o fluido que irrigava negócios, começa paulatinamente a ser remodelado. É um negócio novo, baseado em relações, informação, conhecimento, dados. O produto vendido é um item que se desdobra na hora em que foi adquirido, na loja em que foi ofertado, no preço momentâneo que foi estabelecido, no uso que o consumidor faz dele, no fraseado que ele traz para compor o conteúdo que caracteriza um varejo de outro. Dados podem ser gerados em profusão assombrosa, permitindo todo tipo de cruzamento para estabelecer análises que seriam consideradas imaginativas, desnecessárias ou intangíveis demais há alguns anos. Mas que hoje, no mundo e na era dos bits, bytes, megas, gigas e teras, representam uma condição necessária para entender o que acontece loja a loja, física ou virtual, em tempo real.

O varejo está se decompondo em unidades de informação. Cada loja é um arquivo que pode ser unido em sequência lógica, para formar um painel capaz de gerar informações incansavelmente. Como trabalhar essas informações e sinalizar o que cada loja fará de seu conteúdo é a tarefa do varejo diferenciado. Por isso, o varejo é cada vez mais imaterial. Depende menos do que vende e mais de como interpreta a venda, a não-venda, a presença do cliente e sua interação com ele, na “loja”, seja de tijolo e cimento, seja de zeros e uns.

Essa complexidade é que torna a reação a qualquer movimento de mercado completamente diferente daquilo a que executivos varejistas se acostumaram nos tempos idos. Significa trabalhar em terrenos onde a matemática, a estatística, a probabilidade, o algoritmo, reinam e prevalecem sobre a experiência e a simpatia, a loja bonita e o bom ponto comercial. Cada rede varejista deveria urgentemente, contratar equipes de matemáticos e analistas de informação capazes de perceber tendências de mercado, situações de fluxo e refluxo nas lojas, a partir da interpretação dos dados. É um nível de sofisticação maior e mais revelador do que taxas de juros, inflação, câmbio.

O antigo executivo de varejo, que entendia da “mercadoria”, que sabia o que venderia e o que não teria saída na loja, foi atropelado pela inovação disruptiva. Um atropelamento sutil como uma lufada de vento. O fato é que o varejo viril de outros tempos está aerado, quase gasoso, percorrendo o fluxo de dados gerados a cada instante por consumidores conectados – e mesmo que não conectados, já contagiados por essa imaterialização – e que se desdobram em muitas trajetórias alternativas.

O que isso quer dizer, em termos práticos? Justamente que a prática do varejo agora se faz em números intangíveis, na compreensão de um mundo que será acelerado, e simplesmente “embutido” na dimensão virtual, de modo tão natural que parecerá que sempre foi desse jeito.

O lado bom é que o varejo estará literalmente em toda parte e em todas as mentes. O varejo que está em desconstrução e reinvenção será simplesmente um meme.

E é sempre bom lembrar: memes são vírus mentais.

Fonte: No Varejo

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Como o Big Data pode aumentar vendas no varejo?

Em um mercado varejista competitivo e de alto nível, como é o vivido atualmente, toda a informação que garanta um diferencial ao negócio é bem-vinda. O varejista precisa ter subsídios para medir o seu desempenho, assim como o do concorrente, entender o ritmo do mercado, o perfil do cliente, enfim, tudo o que for importante para compreender o cenário e definir uma estratégia. E é nesse sentido que o Big Data pode ajudar a aumentar vendas no varejo.

Mas não basta ter um mar de informações sem saber quais delas podem fazer parte do cotidiano mercadológico. Assim, o primeiro passo é fazer uma seleção dos dados que mais interessam, para a partir daí, iniciar os trabalhos.

Entenda melhor como este importante recurso pode aumentar as vendas do seu empreendimento comercial:

O Big Data auxilia a fazer um controle melhor dos custos

O gestor, hoje, não consegue ter uma vida longa no mercado se não tiver o controle sobre os custos e não souber como mater uma estrutura de custos adequada. Afinal, como saber o que cortar ou não se não conhece por onde o dinheiro escapa e onde traz retornos positivos?

No início de um negócio, principalmente, o natural — mas não o correto — é sempre ter mais do que precisa: mais funcionários para fazer um atendimento de referência; mais estoque para não deixar o cliente esperando. Com o passar do tempo, verifica-se que o funcionário a mais só é necessário em períodos de alta no ano e o estoque deve acompanhar o fluxo.

Nesse ambiente, o Big Data se encaixa como uma luva, já que somente com informações entregues com “velocidade” pode-se compreender a tempo qual o caminho que o mercado está seguindo para tomar decisões certeiras.

O Big Data ajuda a criar “culturas” e prever grandes tendências

Recentemente, a salvação do setor editorial brasileiro foram os livros de colorir. Adultos ficam horas pintando vários tipos de desenhos com o objetivo de acabar com o estresse.

Pois bem, o estresse dos proprietários de livrarias certamente foi eliminado com o aumento vertiginoso das vendas, números que ultrapassavam tranquilamente quatro dígitos. Se não há uma movimentação no sentido da “variedade”, ou seja, na observação de redes sociais para saber o que o consumidor procura, em endereços de e-commerce ou até mesmo em sites jornalísticos, não é possível caminhar junto ao mercado.

Big Data é um ótimo recurso para aumentar vendas no varejo

Além do que já foi apresentado — otimização dos custos e busca de nicho —, um meio eficiente de aumentar as vendas no varejo está na quantidade, no volume de dados que se deve ter. Para saber quais informações buscar, a estratégia da empresa já deve ser traçada, já que dados demais podem atrapalhar e, de menos, deixam o gestor sem ação. Por isso, a quantidade de informações buscadas deve condizer com o que a empresa pretende alcançar com sua estratégia. O que ela quer? Entender o concorrente? Compreender o mercado? Saber sobre a crise? Em muitos casos, a tão aclamada crise nada mais é do que um “estado de espírito”, ou seja, algo que, inicialmente, não prejudica o seu negócio, mas de algum ente da cadeia que você pertence, isto é, mais tarde ele poderá bater na sua porta.

Para aumentar as vendas também é importante fazer um trabalho forte com divulgação dos produtos e/ou serviços que são realizados. Geralmente, a divulgação física pode ser facilmente trocada pela online, que pode alcançar um público muito mais específico que nas mídias tradicionais — e ser bem mais barata.

Como se pode perceber, o Big Data serve para reforçar uma estrutura já criada na empresa, e não como a resposta para todos os problemas que surgem. É uma ferramenta que, se bem usada, garantirá que a organização tenha uma vida longa e eficiente.

E você, pretende usar o Big Data para alavancar as vendas do seu negócio?

Fonte: Datastorm

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Intenção de compra em SP é a pior desde 1999

São Paulo – O número de consumidores que pretende gastar com a compra de bens duráveis durante o final deste ano atingiu o pior nível desde 1999, segundo pesquisa realizada pelo Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/FIA).

A intenção de compra dos consumidores da cidade de São Paulo para o quarto trimestre do ano chegou a 34,4%, a mais baixa desde o início do levantamento. O montante indica queda na comparação com 2014: é 6 pontos porcentuais menor que o do mesmo período do ano anterior.

Mesmo sendo considerado um trimestre importante para o varejo em razão da chegada das festas de final de ano, o indicador para o quarto trimestre de 2015 é inferior até mesmo ao do terceiro trimestre deste ano.

A intenção de compra entre outubro e dezembro é 10 pontos porcentuais mais baixa que aquela apurada para o período de julho a setembro.

A amostra de intenção de compra no varejo físico é composta por consumidores da cidade de São Paulo e aborda diversas categorias de produtos, como eletroeletrônicos, informática, telefonia, material de construção, linha branca, vestuário etc.

O indicador ainda leva em conta a utilização do crédito nas compras de bens duráveis.

Fonte: Exame

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ICV 30 Agosto 2015

Fluxo de pessoas em lojas teve queda de 6,9%  em agosto no comparativo com o mês anterior

Dados apurados pela Virtual Gate mostram também decréscimo de 8,8% no período em relação a 2014

São Paulo, outubro de 2015 – O mês de agosto de 2015 voltou a registrar queda no fluxo de pessoas em lojas de varejo. Dessa vez, o decréscimo foi de 6,9% em comparação ao mês anterior. Em relação a agosto de 2014, a retração foi de 8,8%. Os dados foram apurados pela Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de tráfego de pessoas em lojas de varejo.

O estudo mostra ainda que a redução de fluxo no período do Dia dos Pais de 2015 em relação a 2014 foi determinante para redução da média diária de agosto, em relação ao mesmo mês de 2014 e também a julho de 2015.

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De acordo com Caio Camargo, diretor de Relações Institucionais da Virtual Gate, a sazonalidade é sempre muito influente no cenário de varejo. “Aqui vemos a queda do Dia dos Pais puxando a retração do mês. Isso pode servir de alerta para o varejista traçar suas estratégias promocionais e planejar ações para datas futuras”, destaca.

Na opinião de Heloísa Cranchi, diretora geral da Virtual Gate, é preciso adequar o pensamento à realidade. “As ações neste momento devem ser pontuais e muito bem planejadas. E o mais importante é saber que não dá mais para contar que teremos um determinado valor de vendas para uma data específica. Este cenário ficou no passado, agora é disputar pelo consumidor e leva quem tiver a melhor estratégia”, conclui.

O cálculo foi realizado tem como base mais de 1200 pontos de medições (lojas), adota da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, na sua versão mais atual 2.0, ponto de referencia base 100, referente a janeiro de cada ano para comparativos anuais, e Base 100 referente ao primeiro mês analisado no comparativo mês a mês.

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