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Consumidores desconhecem preços em queda na segunda quinzena do mês

A inflação voltou a incomodar em 2015 e, junto com ela, voltaram à pauta das famílias os cortes no orçamento. Ou seja: planejamento financeiro virou assunto recorrente após alguns anos de grande oferta de crédito. Apesar disso, o consumidor ainda está comprando no pior momento quando se fala em preço.

Na segunda quinzena do mês, a partir do dia 17, os preços caem. E o consumidor, que deveria aproveitar esse movimento predominante em todos os setores do varejo, costuma ir menos ao ponto de venda. De acordo com uma pesquisa em escala nacional feita a pedido do iG pela Virtual Gate, empresa especializada em monitoramento e contagem do fluxo de pessoas, a média da queda de clientes nas lojas nos últimos 12 meses foi de 11,3%. As exceções ficam por conta apenas de novembro e dezembro, reflexo de 13º salário, Black Friday e Natal.

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Para Caio Camargo, diretor de Relações Institucionais da empresa, o consumidor ainda não percebeu que é vantagem comprar na segunda metade do mês, ainda predominando bastante a compra por impulso. “Do lado do consumidor é aquela coisa: ‘eu sei que tenho hoje e não sei quanto ou se vou ter amanhã’”, pondera, acrescentando que essa mudança afeta mais fortemente o trabalhador que ganha menos e, portanto, tem a maior parcela do salário sendo consumida logo após receber.

Já do lado do comerciante, Camargo explica que a queda no fluxo de vendas é devido ao menor número de opções ofertadas, o que força o varejo a baixar o preço. “Tem de tentar dar um estímulo para o consumidor, senão a queda seria muito maior do que essa média de 11,3%”, diz.

A tendência de queda de preços e fluxo de clientes é observada em todos os setores do varejo. Um dos melhores exemplos é o segmento de produtos de farmácia, cosméticos, higiene e beleza, que tem queda média de 30% a partir do dia 17 de cada mês.

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Fonte: Economia IG

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Fluxo de pessoas no varejo cai 5,5%

Queda foi registrada no mês de outubro em relação ao mesmo período do ano passado

O mês de outubro registrou queda de 5,5% no fluxo de pessoas no varejo, em comparação com o mesmo mês do ano passado. A análise é da Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de tráfego de pessoas em lojas de varejo.

No acumulado do ano, os dados apontam queda de 6,5%. Em comparação com setembro, porém, o mês de outubro registrou crescimento de 8,7%. A pesquisa foi realizada com mais de 1200 lojas.

Regiões

A análise aponta que houve queda de 11,5% na média da região Norte. As regiões Sudeste e Sul possuem as menores reduções na comparação de outubro de 2015 com o mesmo período de 2014, com 3% e 3,4%, respectivamente. O Nordeste aparece com queda de 6,2% e o Centro-Oeste, com 5,2%.

Fonte: Supermercado Moderno

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Será que é possível escapar do modelo de estímulo ao consumo?

Certa vez, em um Congresso de Comunicação, tive a chance de ouvir um profissional do mercado contar sobre as dificuldades de se conectar aos seus consumidores, como se não falassem a mesma língua e não tivessem os mesmos interesses. Então, percebi que era tempo de buscar pistas, um caminho para compreender os hábitos, os costumes e formas de pensar dos consumidores. Nessa situação, conclui que a gente precisa se encontrar com as pessoas, conversar, observar, questionar, tentar entender como vivem e pensam para que toda e qualquer ação traga algum retorno positivo.

Foi quando passei a me apaixonar pelas vacas magras! Sim… Elas marcam um tempo em que as marcas são involuntariamente impulsionadas a fazer tudo isso: a se reinventar para alcançar o consumidor, a se desconstruir para se reconstruir de maneira mais inovadora e, assim, manter a sua força.

No Brasil, não há um processo contínuo de crescimento econômico. Somente um eterno movimento cíclico de altos e baixos, tempestades e bonanças

Aqui, a coisa é com muita emoção, e isso deixa qualquer um de cabelo em pé. Assim, em tempos difíceis como o atual, é a hora de apertar os cintos. Não tem jeito.

Mas, e aí? Como passaremos de um modelo econômico focado no estímulo ao consumo para o momento atual em que o mandamento é segurar a onda? Pararemos todos de comprar? Afinal, segundo os economistas a regra é comprar só aquilo que se precisa (que grande dilema, hein!). A esta altura do campeonato, o que realmente é necessário?

É aí que aparece um dos “x” dessa questão: a régua que o seu consumidor usa pode ser muito diferente da sua. Nossas escolhas estão imbricadas no jogo social do qual participamos ativamente. Como definimos o que é supérfluo e o que é necessário? Classe, idade, gênero, trajetória e posições sociais são variantes determinantes na nossa escala de desejos de consumo e na hierarquização do que é necessário ou não.

O consumo excessivo de produtos e serviços costura todas as relações sociais. Não é raro observar a presença de um discurso negativo sobre o consumo, sempre apontando-o como a grande causa de todos os problemas atuais (sejam econômicos ou ambientais), mas esses especialistas esquecem que só é possível consumir algo que foi produzido. Esses são fenômenos siameses, como duas faces de uma folha em branco: inseparáveis.

Mas, em vez de refletir sobre isso, insistimos em culpar sempre os consumidores, seja pelo excesso do consumo ou pelos prejuízos ambientais… E fica a pergunta: será que a solução para esse impasse está em incentivar a diminuição do consumo do outro?

Afinal, como construir um discurso legítimo, que convença milhares de brasileiros que só agora, depois de séculos, puderam comprar o primeiro carro, de que o legal é andar de bicicleta?

Se olhássemos para a sociedade apenas por este prisma, não existiriam motivos para festejar quando a economia batesse recordes de produção ou de crescimento, nem para protestar quando o consumo das famílias aumentasse. Precisamos avaliar os fenômenos com o mesmo peso e a mesma medida, pois são duas pontas do mesmo fenômeno social.

Não é difícil afirmar que empresas que olham mais para dentro do que para fora estão com os dias contatos. E por que algumas dão tão certo? A resposta é clara: empresas de sucesso são aquelas que ajudam o seu público alvo, que sabem onde aperta o calo do seu consumidor, que criam modelos de negócio apoiados no estilo dele, tornando-se necessárias, criando desejos aliados aos hábitos desse consumidor.

Vivemos um modelo de sociedade cujo ato de consumir tem significados eternos. Consumir é muito mais do que uma simples relação de compra e venda, de débito e crédito. Ao comprar, criamos significados, acessamos novos universos, construímos nossa identidade e marcamos nossa diferença. E mais, produzimos novas formas de viver e ver o mundo. Encontramos um lugar no mundo. Compro, logo existo!

 

Fonte: Draft

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Segmento de serviços cresce nos Shopping Centers

Muito mais que um local para compras, os shopping centers têm se tornado também grandes centrais de serviços. Salões de cabelereiros, chaveiros, casas de câmbio, postos da Polícia Federal e INSS são alguns das operações que podem ser encontradas dentro de malls brasileiros.

Toda essa comodidade tem trazido um desempenho positivo para o segmento de conveniência/serviços, que cresceu 7,3% em 2015, segundo o monitoramento de mercado do mês de setembro, realizado pela empresa de pesquisa Ipsos sob encomenda Abrasce. De acordo com o Perfil do Frequentador de Shopping Center, elaborado pela GfK para a entidade, 12% dos frequentadores têm a busca por serviços como principal motivo de visitas ao empreendimento.

“Com a variedade de serviços nos shoppings, o frequentador pode resolver a vida em uma só visita. Os serviços são estratégicos para o mall por gerar fluxo de pessoas, que, uma vez no shopping, podem fazer uso de outras operações, como lojas, alimentação, lazer e entretenimento”, avalia Glauco Humai, presidente da Abrasce.

 

Fonte: Abrasce

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Fluxo de pessoas em lojas do varejo recua em outubro

O mês de outubro registrou crescimento de fluxo em relação a setembro, após dois meses de quedas consecutivas. A alta foi de 8,7% e a curva ficou similar à registrada em 2014. Os números são da Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de tráfego de pessoas em lojas de varejo.

O comparativo entre 2014 e 2015 aponta que o crescimento de fluxo no último trimestre do ano se repete em 2015, o que indica possíveis altas em novembro e dezembro. O estudo mostrou também que houve decréscimo no mês de 5,5% em relação a outubro 2014. Já a queda acumulada em 2015 é de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Recorte Regional

Os números mostram também que o último trimestre de 2015 iniciou com redução de 5,5% em relação ao mesmo período de 2014, puxado pela queda de 11,5% na média da região Norte. As regiões Sudeste e Sul possuem as menores reduções na comparação de outubro de 2015 com o mesmo período de 2014.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Virtual Gate, Caio Camargo, o momento agora é de ficar atento às oportunidades. “Em novembro, teremos uma importante data para o varejo que é a Black Friday. É imprescindível que os lojistas se atentem ao fato de que o consumidor está mais ligado e, consequentemente, mais aberto a boas promoções. Mas elas precisam ser reais, porque neste momento, o cliente vai pesquisar muito antes de comprar”, avalia.

Já na opinião de Heloísa Cranchi, diretora geral da Virtual Gate, é preciso pensar de forma estratégica. “Quando se fala em promoção temos que avaliar bem o mix de produtos. Movimenttar estoque não pode ser o único objetivo”, destaca a executiva.

A base analisada conta com mais de 1200 pontos de medições (lojas), adota a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, na sua versão mais atual 2.0. Ponto de referência base 100 = janeiro de cada ano para comparativos anuais e base = 100 primeiro mês analisado no comparativo mês a mês.

Fonte: Investimentos e Notícias

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Queda no varejo está diretamente ligada ao pessimismo do consumidor

Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), comenta que a retração no varejo nacional, divulgada hoje pelo IBGE, decorre principalmente da queda da confiança do consumidor.

“O momento de retração da economia faz com que o consumidor tenha menos dinheiro no bolso e fique mais inseguro no emprego. Com isso, ele deixa de comprar, sobretudo artigos de maior valor, que dependem de crédito”, analisa.

Contudo, Burti ressalta que até mesmo setores mais resistentes e que não dependem de compra parcelada – como artigos de farmácia e perfumaria – já começam a sentir o impacto negativo do pessimismo do consumidor.

“O salário real não está acompanhando a inflação e o brasileiro está fazendo de tudo para economizar, priorizando compras de artigos essenciais e deixando de adquirir itens que considera supérfluo”, finaliza Burti.

Fonte: Investimentos e Notícias

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O varejo tem pressa – e a tecnologia precisa acompanhar

Rapidez de insights nos negócios pode fazer a diferença entre uma oportunidade perdida e um ganho enorme. Se você for um varejista na área de moda ou alimentos, por exemplo, ter um estoque suficiente de chapéus de sol ou de sorvetes para atender a demanda durante os dias de calor fará total diferença se você não quiser morrer na praia. Localizar picos de interesse de um produto – ou mesmo prever quais serão os itens mais vendidos e planejar o futuro – pode significar mais sucesso para a sua empresa.

Vamos tornar este exemplo um pouco mais prático. O processo completo de varejo – da emissão da nota fiscal até o processamento do lote, combinado com a cadeia de fornecimento – muitas vezes representa o tempo de resposta daquele varejista para as oportunidades com que se depara. E se essas consultas fossem feitas em minutos em vez de horas? E se isso pudesse ser feito sem interromper os processos regulares na emissão de mercadorias para determinar uma posição de estoque ao final de uma hora, de uma semana ou de um dia de comércio?

Acessando rapidamente as informações

A fabricante líder de cerveja artesanal Sierra Nevada teve que enfrentar esse desafio. O seu armazenamento em disco rígido convencional não atendia às necessidades de uma empresa que precisava de acesso rápido às informações. A empresa precisava de uma tecnologia que pudesse gerenciar os dados – que em última análise, controlam o seu processo de fabricação – de uma forma mais simples e eficiente. Por isso, optou pelo flash. As matrizes de armazenamento em flash ajudaram a Sierra Nevada a agilizar o processo de fabricação, proporcionando rápida compreensão dos dados e resolvendo quaisquer problemas da linha de produção ali mesmo, na hora, ao invés de amanhã.

Um dos maiores problemas do setor de varejo é que ele é um alvo muito, muito atraente para ataques de todos os tipos de organizações. O caso da gigante americana de varejo Target, por exemplo, onde uma violação em grande escala causou um prejuízo de milhões de dólares quando hackers roubaram dados financeiros confidenciais de clientes de seu banco de dados e os venderam no mercado negro. Sim, é claro que isso remete ao campo da segurança cibernética, mas as organizações inteligentes já aprenderam que assegurar automaticamente o componente mais básico de qualquer sistema, o próprio meio de armazenamento, é fundamental para manter os dados vitais a salvo de caírem em mãos erradas.

Com o flash, no entanto, essa preocupação pode receber uma prioridade mais baixa, porque nada é escrito em um FlashArray sem ser criptografado, reduzindo assim a possibilidade de ataque de um hacker. Essa é apenas uma das vantagens que o flash acrescenta ao seu pacote de benefícios para possibilitar que as empresas trabalhem melhor, mais rápido e, acima de tudo, de uma forma mais segura para os clientes.

Acelerando o fluxo de informações

Também vale a pena observar outros casos reais em que o flash tornou possível ganhos essenciais para um modelo de negócio de varejo baseado na movimentação de grandes volumes de produtos. A Picard, varejista de alimentos congelados com 920 lojas, teve grande sucesso com seus aplicativos internos de previsão SAP usando flash para obter rápido conhecimento de sua cadeia de fornecimento. Já a equipe da Kiabi, outra varejista francesa, desta vez de moda, reduziu de 24 para apenas quatro horas o tempo de processamento em série de seu banco de dados, permitindo que ele trabalhe a uma velocidade mais rápida que nunca.

Ou seja, agilizar o tempo de acesso dá aos varejistas a capacidade de alavancar seus sistemas corporativos de planejamento de recursos, além de facilitar a rápida reposição de produtos à medida em que são vendidos. Outro benefício é que ao proporcionar aos varejistas rápido acesso e leitura de seus dados, o flash também permite um desenvolvimento mais rápido dos negócios de uma empresa. Se antes os varejistas levavam dias para fazer cópias de seus bancos de dados ao aprimorar um novo sistema ou site, com o flash este processo é quase instantâneo.

A lição tirada desses exemplos é a seguinte: a velocidade de acesso e uma inteligência de negócios precisa poderão levar uma empresa ao sucesso. Fazer isso de uma maneira que simplifique o processo por trás da leitura de dados também poderá gerar uma economia operacional. O varejo é e sempre será um teste pelo qual cada fornecedor de tecnologia deverá passar, simplesmente para poder sobreviver. Atualmente, fazer tudo certo não é apenas ser o mais rápido ou o maior, mas também compreender o problema, em vez de apenas jogar dinheiro nele.

Fonte: Computer World

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Varejo tem retração de 7,4% nas vendas em setembro, mostra IDV

As vendas reais do varejo recuaram 7,4% em setembro ante o mesmo mês de 2014, aponta o Índice Antecedente de Vendas (IAV), divulgado pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) nesta quinta-feira. O desempenho é o pior desde a criação do indicador, em outubro de 2007.

odos os segmentos tiveram quedas em setembro, assim como ocorreu em agosto. Em comparação com o mesmo período de 2014, novamente o comércio de bens duráveis apresentou a maior baixa (-12,7), seguido pelos segmentos de semiduráveis (-6,2%) e bens não duráveis (-4,8%).

Em agosto, o IAV-IDV havia registrado queda real de 7,2%. “A deterioração dos pilares macroeconômicos que direcionam o consumo tem influenciado diretamente para baixo o desempenho do varejo desde o 3º trimestre do ano passado”, comentou Luiza Helena Trajano, presidente do IDV, em nota distribuída à imprensa.

Projeções

O setor varejista prevê continuidade na redução do faturamento real. Ante os mesmos meses de 2014, o IAV-IDV aponta para quedas de 2,62% em outubro, 2,26% em novembro e 2,53% em dezembro.

Para bens duráveis, o IAV-IDV aponta recuo para outubro (-3,4%), novembro (-2,9%) e dezembro (-2,1%). Já o segmento de semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, artigos esportivos e livrarias, espera reduções de 3,1% em outubro, 5,6% em novembro e 1,9% em dezembro. Por fim, o comércio de bens não duráveis, composto principalmente por vendas de super e hipermercados, serviços alimentares e perfumaria, prevê queda de 2%, 0,5% e 3,1% para os últimos três meses do ano.

Sessenta e seis empresas varejistas de diferentes setores compõem o IDV e fornecem dados para a definição do índice. Fazem parte B2W, Grupo Pão de Açúcar, Lojas Americanas, Lojas Marisa, Magazine Luiza, Spoleto e Tok&Stok, entre outros.

 

Fonte: EM

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Franquias entram em nova fase de expansão

As franquias brasileiras vão entrar em uma nova e mais abrangente fase de expansão internacional. A aposta é de André Friedheim, diretor internacional da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Três são os fatores que justificam a aposta. A conjuntura do país, que favorece busca de alternativas no exterior, agora com um câmbio mais favorável. O amadurecimento do franchising nacional, que aprendeu com boas e más experiências recentes no exterior. E uma nova estratégia de apoio a internacionalização que está sendo desenvolvida em conjunto pela ABF e a Apex Brasil.
A ação conjunta prevê criar uma espécie de incubadora de franquias no exterior. A primeira será em Miami, nos Estados Unidos. A ideia é montar um escritório conjunto, nesse caso em um espaço já existente da Apex, no qual um grupo de franquias compartilhe as despesas iniciais, da secretária e contador a advogado e consultor. “É uma base, que permite ao empresário estruturar seu negócio, conhecer o mercado e definir estratégia e parceiros sem um grande desembolso”, diz Friedheim.
A ideia é reunir dez franquias em uma primeira experiência. “Ainda nem apresentamos formalmente a proposta na ABF e já temos mais de 35 interessados.”
A ABF e a Apex trabalham em conjunto há uma década, estimulando a internacionalização de franquias brasileiras por meio de participação em feiras, rodadas de contatos internacionais com potenciais parceiros e disponibilização de pesquisas mercadológicas.
Esse trabalho, segundo Friedheim, teve um papel fundamental na internacionalização da maioria das franquias brasileiras. Hoje são 106 marcas presentes em 53 países, sendo 96 com unidades franqueadas e 10 apenas por meio de exportações. “Nossa expectativa é que esse número chegue a 200 em cinco anos”, diz o executivo.
A primeira onda de internacionalização ocorreu nos anos 1990, mas nem todas experiências foram bem-­sucedidas. Dois exemplos emblemáticos foram o da rede Amor aos Pedaços, na Flórida (EUA), e do Habib’s, que tinha um plano de 150 lojas no México, abriu seis, que fecharam depois de cinco anos.
“As redes se aventuram sem conhecer o mercado e os hábitos de consumo local”, diz Friedheim.
Mas também houve casos de sucesso, como o da Localiza, que iniciou sua internacionalização em 1992, quando o Brasil enfrentava uma crise política e econômica que culminou com o processo de impeachment do presidente Collor. “A presença no exterior evita a dependência excessiva de um único mercado. Sempre existe um país que está indo bem e nos permite crescer”, diz Bruno Andrade, diretor de franchising da rede.
É a situação atual, diz o executivo. A expansão dos negócios no exterior, É a situação atual, diz o executivo. A expansão dos negócios no exterior, principalmente na Colômbia, Argentina e Chile, foi de 23% em 2014 e no Brasil, de 9,7%. “Em 2015 a diferença deve ser maior.”
O franchising, diz Andrade, permite uma presença internacional sem que a empresa tenha que fazer grandes desembolsos com ativos no exterior. No caso da Localiza, todas as agências no exterior são franqueadas.
Em 2014, a companhia obteve um faturamento de R$ 3,9 bilhões. O principal negócio, a locação de veículos, é feita por uma rede de 552 agências que somam uma frota de 117,7 mil veículos. As agências franqueadas são 242, sendo 67 em sete países da América do Sul. A estratégia de expansão internacional é cautelosa. Andrade diz que a Localiza busca parceiros locais em cada país no qual opera. “Empresários que conhecem o mercado e as regras sob as quais atua. Nossa participação é oferecer o know­-how do negócio”, diz.
A internacionalização da rede de depilação Depyl Action é recente e, como diz sua proprietária, a empresária Danyelle Van Straten, surgiu da oportunidade.
Há sete anos, uma cliente brasileira foi morar na Venezuela. Descobriu que não havia nenhuma clínica de depilação com tecnologia igual da rede brasileira. A Depyl Action tem um sistema com base em uma cera depilatória de desenvolvimento próprio. Por outro lado, percebeu que havia uma grande demanda reprimida. Hoje essa ex­-cliente opera duas unidades da rede, uma em Maturín e outra em Lechería.
Danyelle diz que operar na Venezuela foi uma verdadeira graduação em internacionalização. Ele teve que aprender a lidar com uma grande burocracia para registrar a cera depilatória no país, aprender como abrir empresas e ainda enfrentar as dificuldades em atuar em um país que exerce um rígido controle sobre o câmbio e a remessa de divisas para o exterior.
“Hoje estamos preparados para atuar em qualquer país”, diz.
A Depyl Action possui uma rede de 94 lojas, das quais 91 franqueadas. No momento, finaliza um plano de expansão internacional, que deve contemplar num primeiro momento países das Américas. A meta não é pequena. Em uma década, a Depyl Action planeja se tornar referência mundial em depilação.
Fonte: SBVC

 

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Varejo e indústria em busca das vendas perdidas

Em um ano de notícias ruins para a economia, a Black Friday, marcada para acontecer no dia 27 de novembro, anima fabricantes e varejistas em busca de vendas perdidas, mas está longe de ser a grande oportunidade de queima de estoques acumulados ao longo do ano.

A estimativa do site Busca Descontos, que trouxe o modelo de Black Friday para o Brasil, em 2010, é que as vendas cheguem a R$ 978 milhões, um avanço nominal de 12% em relação ao ano passado. É um ritmo bem mais lento que o registrado na comparação entre 2014 e 2013, quando o percentual foi de 24%. Descontada a inflação, que deve fechar 2015 na faixa de 9%, o crescimento real das vendas pode ficar na casa dos 3%.

Em relação ao gasto médio por internauta, a estimativa é que ele fique em R$ 422,39, ou 10% a mais que o registrado em 2014 – valor praticamente estável quando se desconta a inflação.

De acordo com Omar Jarouche, gerente de Inteligência da ClearSale, empresa de prevenção de fraudes na internet, dois fatores contribuem para esse desempenho. O primeiro é a consolidação da Black Friday como um evento importante no calendário do varejo.

Sem o fator novidade dos últimos anos, a euforia dos compradores tende a ficar menor, resultando em avanço menos acelerado de negócios. O outro impacto vem da queda da confiança do consumidor, que está menos disposto a gastar dinheiro. De acordo com Jarouche é difícil dizer qual fator tem mais peso no desempenho. “Precisaríamos de um ano menos atípico para saber exatamente”, disse.

Sobre o valor do ticket médio, ele avalia que uma das questões possa ser o investimento dos varejistas em kits de produtos – no modelo “pague um e leve dois”. Na avaliação de Juliano Motta, diretor de operações do site BlackFriday.com.br, isso também ajuda o consumidor a ter uma imagem menos negativa do vendedor. “Ele não fica com a impressão de que o produto em promoção poderia ser vendido mais barato normalmente”, disse.

Para ele, as projeções feitas para as vendas da Black Friday foram bastante conservadoras, e há expectativa de que possa haver uma surpresa positiva no desempenho. “O consumidor que não gastou dinheiro ao longo do ano com medo da instabilidade, vai pelo menos olhar as ofertas”, disse.

O site Black Friday vai reunir quase 20 empresas como Marisa, Nespresso, Hering, Saraiva, HP, Dell e novidades com a montador GM e a companhia aérea Azul. De acordo com o Busca Descontos, entre os produtos que os consumidores mais esperam descontos estão eletrônicos, eletrodomésticos e informática. Segundo levantamento feito pelo Google, 25% dos internautas pretendem comprar alguma coisa na Black Friday.

Segundo Bruno Couto, diretor de marketing da Netshoes, a data já se tornou a mais importante para a companhia, passando o Natal. Por conta disso, a varejista vem se preparando há 12 meses. “A Black Friday é uma compra mais impulsiva e o Natal é mais emociona, a compra da lembrancinha, com ticket médio menor”. Os perfis são diferentes”, disse. Desde o ano passado o site prepara um mês inteiro de ofertas. E a ideia é repetir esse esforço neste ano. De acordo com Couto, o mês de novembro sozinho poderá representar um trimestre inteiro de vendas da companhia, que teve receita de R$ 1,5 bilhão em 2014.

Neste ano, o Busca Desconto vai realizar também uma edição da “Cyber Monday”, um esforço de vendas no dia 30 de novembro para eliminar estoques remanescentes da Black Friday.

Fonte: Eletrolar

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