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Na crise, “loja” que vai até o cliente ganha força

“A crise afeta menos a venda direta do que os outros setores.” Esta frase, que é quase um bálsamo para o varejo – especialmente em  tempos de retração no consumo e prognósticos nada favoráveis para a economia – foi dita pelo sócio-fundador da Natura, Guilherme Leal, durante evento de 35 anos da ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas) realizado na última sexta-feira (11/12).

Mais do que uma constatação, a fala de Leal traduz a principal motivação para um movimento que ganhou força ao longo de 2015.

Ainda que busque outras forças de vendas – a empresa pretende abrir pelo menos 10 lojas físicas no ano que vem –, a Natura não pretende abrir mão da tradicional venda porta-a-porta, que a consagrou como uma das princpais empresas de cosméticos do país.

A Natura não é a única. Motivada pelo crescimento acelerado de sua rede de franquias, a Contém 1g, também do mercado de cosméticos, esteve fora do sistema de vendas diretas por pouco mais de cinco anos.

Atualmente, a empresa prepara sua volta a este formato para o início de 2016 e projeta que, em até 3 anos, 30% do faturamento venha deste canal.

Quase uma exceção, a Cacau Show é uma das poucas empresas do ramo alimentício adeptas à venda direta – cerca de 90% das empresas que usam este canal estão ligadas ao mercado de higiene e beleza.

A adoção recente das vendas porta-a-porta deve ampliar as vendas dos produtos da marca em um mercado altamente competitivo, com empresas como Kopenhagen, Munik e Cacau Brasil. A expectativa é que, em três anos, um quarto da receita da Cacau Show venha das vendas diretas.

Fonte: Diário do Comércio

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Novas regras do varejo

A implantação de obrigatoriedades de emissão da Nota Fiscal do Consumidor eletrônica (NFC-e) em mais de 10 estados brasileiros está trazendo uma nova realidade para o setor varejista. Para se adequar à legislação, os lojistas precisam buscar ferramentas para a emissão e gestão deste novo documento eletrônico do comércio. Esta nova necessidade de mercado, gradativamente, pode atingir as cerca de sete milhões de empresas do comércio estimadas, em 2015, pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação.

Em sintonia com a nova demanda, empresas investem em novidades para a área, como é o caso do sistema myrp, que lançou um módulo do direcionado especificamente para o segmento varejista. A solução para emissão e gestão de Nota Fiscal do Consumidor eletrônica e Sistema Autenticador e Transmissor do Cupom Fiscal eletrônico (S@T CF-e) pode ser usada on-line na nuvem e também com instalação na frente de caixa que garante as vendas contínuas para os clientes.

“O grande diferencial desse sistema de varejo é que todos os cadastros, parametrizações e relatórios gerenciais ficam armazenados na nuvem, o que permite que sejam acessados de qualquer lugar e com total segurança”, afirma o diretor de marketing do myrp, Tibério César Valcanaia. Ele diz que para chegar a essa tecnologia, foram necessários investimentos de cerca de R$ 10 milhões no módulo varejo. Em contrapartida a essa facilidade da operação online, o empresário ainda pode contar com a segurança que as vendas nunca precisem ser interrompidas. Valcanaia explica que o sistema é instalado também na frente de caixa localmente, para proporcionar todos os controles necessários caso a empresa fique sem internet continuar vendendo.

“Outra funcionalidade adicional são os controles de caixa como suprimento/sangria e rastreabilidade de todas as operações, além de uma suporte de suporte à disposição”, salienta o diretor técnico do myrp. Um fator fundamental para redução de custos para o negócio é o modelo inovador de venda do sistema. “Não existem taxas de instalação e consultoria e o cliente, juntamente com seu contador, conta com o apoio remoto da equipe de especialistas do myrp e em poucos minutos pode colocar um loja para funcionar!”.

Demissões
As demissões superaram as contratações em 130.629 vagas em novembro, segundo dados do Caged divulgadas pelo Ministério do Trabalho. Este foi o oitavo mês seguido de fechamento de vagas formais.

Pior resultado
O resultado de novembro foi o pior para este mês desde o início da série histórica, em 1992. Até então, o pior resultado para meses de setembro havia sido registrado em 1998 – com 118.412 vagas fechadas. No acumulado do ano, até novembro, foram fechados 945.363 postos com carteira assinada. Com isso, o número de vagas perdidas em 2015 já supera o total de vagas criadas em 2014 (938.043).

Indústria
A piora da atividade econômica, em 2015, empurrou a produção industrial brasileira a níveis de 10 anos atrás, provocando um estrangulamento do setor, que encolheu para uma mínima histórica em termos de participação no PIB (Produto Interno Bruto). Dados da Tendências Consultoria Integrada, a partir dos números do IBGE, mostram que no acumulado no ano até o 3º trimestre, a participação da indústria de transformação na composição total do PIB caiu para 11,4%, ante uma fatia de 11,7% em 2014.

 Fonte: O Estado CE
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Atacarejo ganha o comprador que busca mais por menos

O preço mais baixo, nesses tempos de orçamento apertado, está fazendo com que muitos consumidores troquem as compras nos supermercados tradicionais pelos atacarejos, estabelecimentos que vendem tanto no varejo quanto no atacado. A dona de bufê Anália Santiago Passos já sentiu a diferença: ela conta que, dependendo do produto, a economia pode chegar a 40%. “No geral, é mais barato. Eu compro produtos para o meu negócio e para a minha casa”, diz.

Ela sai de Raposos, na região metropolitana de Belo Horizonte, para comprar num atacarejo na região central da capital. “Tenho ido menos ao supermercado, pois está muito caro”, reclama.

O desempenho das vendas dos atacarejos confirma a mudança do comportamento dos consumidores. Enquanto os supermercados mineiros devem crescer 1% neste ano, segundo estimativa da Associação Mineira de Supermercados (Amis), os atacarejos devem faturar até 20% mais, na comparação com 2014.

Esse percentual é o previsto pelo Decisão Atacarejo, segundo o diretor financeiro, Leonardo Vilaça. “Com a crise, o consumidor ficou mais atento ao preço. Mas, com ou sem crise, todo mundo gosta de economizar”, diz. De acordo com ele, em média, os preços no atacarejo são 15% menores que nos supermercados. “Se o consumidor comprar mais quantidade, caixas, por exemplo, a economia pode chegar a 25%, dependendo do produto”, ressalta.

Até curso. Além de pessoas físicas, merece destaque entre o público do Decisão os trabalhadores informais, como doceiras e salgadeiras, que são chamados de transformadores, que representam de 70% a 75% das vendas. “Seja para complementar a renda ou por motivo de desemprego, muitas pessoas começam a fazer doces ou salgados para vender. Também há famílias que vêm juntas para comprar”, diz. Para atender esses transformadores, a rede tem uma escola de culinária com cursos que, além das receitas, incluem dicas de precificação e venda dos produtos.

Caravanas. E não é apenas o Decisão que vem registrando crescimento nas vendas mesmo com a crise. No Apoio Mineiro, a comercialização de 2015 é 15% maior que a do ano anterior, segundo o gerente de negócios do Grupo Super Nosso – que é proprietário do atacarejo –, Hamilton Almeida. “Chegamos a receber caravanas em algumas de nossas lojas”, conta. Sem revelar percentuais, o diretor comercial do Mart Minas, Filipe Martins, diz que a rede vendeu mais neste ano do que em 2014. “É um crescimento de dois dígitos”, diz.

Investimento e expansão estão nos planos para 2016

Com crescimento nas vendas em patamares bem acima do verificado nos supermercados neste ano, os atacarejos vão continuar expandindo em 2016. O Mart Minas vai abrir quatro novas lojas, conforme seu diretor comercial, Filipe Martins. “Serão duas na região metropolitana de Belo Horizonte, uma no Triângulo Mineiro e outra no Sul de Minas”, diz, sem revelar o valor do investimento.

Neste ano, a rede de atacarejo inaugurou duas lojas: a segunda unidade de Uberlândia e outra em Araguari. Hoje, são 17 pontos em Minas Gerais.
O Decisão Atacarejo também está em expansão, segundo o diretor financeiro Leonardo Vilaça. “O nosso projeto são duas novas lojas nos próximos dois anos”, diz. Hoje, a rede conta com quatro lojas físicas, sendo duas em Belo Horizonte (centro e Venda Nova), uma em Santa Luzia e outra em Sete Lagoas. “Temos também uma loja virtual, inaugurada em novembro deste ano, que atende toda Belo Horizonte”, diz.
O Apoio Mineiro abriu duas lojas em 2015, nas cidades de Santa Luzia, em fevereiro, e Lagoa Santa, em novembro, ambas na região metropolitana de Belo Horizonte. Para 2016, o planejamento está sendo feito, segundo o gerente de negócios do Grupo Super Nosso – dono do atacarejo –, Hamilton Almeida. As perspectivas são boas, já que a previsão é de crescimento nas vendas na casa dos 10%. 
Fonte: O tempo

 

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Período de Black Friday apresentou retração de 15,6% no fluxo de pessoas no varejo físico

Dados mostram crescimento de 115% na quinta e sexta-feira

O período de Black Friday em 2015 apresentou retração de 15,6% em relação a 2014 no fluxo de pessoas no varejo físico. Os dados são referentes à semana que antecedeu a data e mostram crescimento de 115% na quinta e sexta-feira, com redução entre sexta-feira e domingo. Os números são da Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de tráfego de pessoas no varejo físico.

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De acordo com a apuração, as semanas da Black Friday de 2014 e 2015 demonstram similaridade no fluxo de segunda à quinta feira. As maiores reduções ocorreram nas comparações da sexta-feira e do sábado, com mais de 16% de queda em cada um desses dias quando comparado ao mesmo período do ano passado.

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A região Sudeste foi onde ocorreu a maior redução (-18,3%) entre sexta-feira e domingo de 2015 em relação a 2014, seguido pelo Centro-Oeste (-15,9%).

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Na opinião de Caio Camargo, diretor de Relações Institucionais da Virtual Gate, este ano foi a consolidação do varejo físico na data promocional. “O trabalho do e-commerce foi mais intensificado durante a semana, o Black Week, o que pode ter antecipado as vendas do período. O varejo físico trabalhou de maneira mais forte o Black Weekend, estendendo o Black Friday pelo final de semana. Isso pode ter sido determinante na diferença do desempenho entre os dois segmentos”, destaca o executivo. Camargo lembra ainda que os números apurados são referentes a movimento de pessoas. “Falar que tivemos menos pessoas nas lojas, não significa que o faturamento caiu. Sem dúvida, a Black Friday provocou oferta e procura. Entretanto, o momento econômico não favoreceu a ida das pessoas em lojas. O consumidor ainda está receoso”, completa.

A base analisada levou em consideração evolução média de fluxo diário das lojas que possuíram contagem de fluxo entre o período da Black Friday 2014 (24 a 30/11/2014) e o período de 2015 (23 a 29/11/2015), não considerando a divisão por segmentação, com variação percentual no dia sobre dia anterior e variação média do período.

 

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63% dos brasileiros querem gastar menos no Natal

No Natal de 2015, o brasileiro deverá mudar radicalmente seus hábitos de consumo, gastando menos do que na mesma data do ano passado. Neste ano, 63% dos entrevistados ouvidos pela Deloitte em sua pesquisa anual sobre os hábitos de consumo no Natal afirmaram que pretendem desembolsar menos do que no ano anterior.

A previsão da consultoria, com o levantamento, é de que R$ 1,5 bilhão a menos serão gastos com presentes – no total, serão movimentados aproximadamente R$ 53 bilhões neste Natal.

Além disso, a pesquisa concluiu que o consumidor deve eleger as lojas virtuais como o principal “local” de compras, além de buscar antecipar para a Black Friday a aquisição de eletroeletrônicos para aproveitar os descontos oferecidos na data

Classes sociais

O corte nos gastos é generalizado e atinge todas as classes sociais. A redução, entretanto, é mais acentuada nos estratos de menor renda: 72% nas classes D/E, 64% na classe C e 56% nas classes A/B.

“A perspectiva do consumidor mudou neste ano. A pesquisa mostra claramente que todas as classes sociais estão sentindo o impacto da economia, inclusive as classes A e B”, afirma Reynaldo Saad, responsável técnico pela pesquisa.

 

Fonte: Estadão

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Black Friday Legal: mais de 600 varejistas ganham “selo de confiança”

A Black Friday é o maior evento para consumistas ao redor do mundo, inicialmente ele só era “comemorado” nos Estados Unidos, mas a popularidade passou a ser tão grande que se espalhou ao redor do mundo. Infelizmente aqui no Brasil faz poucos anos que as promoções relacionadas chegaram, e por isso ainda há muitas varejistas que oferecem produtos pela “metade do dobro”. Só que isso certamente está mudando.

De acordo com informações divulgadas pelo Camara-e.net e Sebrae, cerca de 631 lojas já estão pré-aprovadas pela iniciativa Black Friday Legal. A novidade foi idealizada pela Câmara Brasileira de Comércio Digital para incentivar as companhias a oferecerem promoções de verdade durante o evento de consumistas.

Dessa forma os compradores poderão adquirir produtos com mais tranquilidade nessas lojas, sabendo que as promoções são reais. As varejistas que passaram no programa receberam o selo de Black Friday Legal, e os consumidores poderão visualizar a autenticidade do site assim que começarem a temporada de compras. Mais lojas devem participar da iniciativa, já que a inscrição para ganhar o selo termina apenas nesta segunda-feira (23/11).

É claro que não basta se inscrever no programa para ganhar o selo, as empresas precisam seguir alguns requisitos, é necessário que representantes participem de palestras, e claro, oferecerão promoções reais. A Black Friday ocorrerá nesta próxima sexta-feira (27/11).

Fonte: Varejista

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Qual será o saldo da crise em 2017?

Muito se especula sobre quando de fato enxergaremos o final dessa crise. Os principais indicadores de mercado, como taxas de juros, inflação, desemprego desenham um cenário de certezas e inseguranças para todos, seja para quem produz, para quem vende ou para quem consome.

Mas e aí? Dá para ficar somente pensando em crise, esperando que um dia o mercado se resolva?

É melhor que não. Embora seja cada vez mais difícil esboçar um cenário de médio e longo prazo, principalmente por conta da tempestade econômico-política que estamos enfrentando, os especialistas de alguns mercados esboçam uma retomada do mercado apenas a partir de 2017.

E não para por aí, alguns esboçam uma década perdida até que a gente volte aos mesmos patamares.

Mas então, o que fazer?

Falando principalmente sobre consumo, eu acredito que devido à crise, estamos passando por um período de transformação. Ao final desse ciclo, eu acredito que teremos um novo cenário, onde indústria, varejo e consumidores estarão mais maduros. E isso será bom.

É fato que o consumo ainda depende, e muito de bancos e instituições financeiras. Não é somente o consumidor que está receoso e comprando menos. A restrição que há hoje ao crédito está literalmente parando o mercado de produtos que exijam um poder maior de compra, como eletroeletrônicos, automóveis e imóveis.

Porém, acredito que mesmo que a disponibilidade de crédito seja retomada, o cenário fará com que o consumidor esteja um pouco mais serene em suas decisões de compra. Fatores como desemprego ou alta taxa de juros ainda irão afastar o consumidor de compras a longo prazo.

Se é verdade que nos últimos anos muita gente cresceu fomentada por uma bolha de consumo, com pleno emprego, crédito fácil e subsídio do governo, o mercado aos poucos vai se ajustar aos novos tempos.

Temos que entender que o cenário que se desenha ao final de 2016 é o cenário do “novo normal” da economia, e que a partir daí todas nossas estratégias de vendas, crescimento e expansão, deverão ser baseadas neste.

2016 será desde já um ano difícil, mas as empresas que souberem se adequar às novas demandas, sairão não somente prontas, mas fortalecidas para um novo crescimento.

 

Fonte: Administradores

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Pesquisa aponta aumento no índice de perdas no varejo brasileiro

Segmento de Micro, Pequenas e Médias Empresas foi o que apresentou o maior índice. Inadimplência é a principal causadora das perdas.

O Instituto Brasileiro de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) divulgou, na semana passada, os resultados preliminares do relatório anual “15ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro”, elaborado pela entidade em parceria com o Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), e a Academia de Varejo. A edição traz os resultados referentes a 2014.

De acordo com o levantamento, naquele ano, as perdas nas atividades de comercialização de bens associadas a roubos, furtos e problemas operacionais foram de 2,89% do faturamento líquido das empresas varejistas brasileiras. Em relação a 2013, o índice aumentou, passando de 2,31% para 2,89%. E, na comparação com dados internacionais, é substancialmente maior do que os índices registrados na América do Norte (1,49%), Europa (1,27%), América Latina (1,60%) e Ásia/Pacífico (1,16%).

Dois fatores explicam esse resultado, segundo o presidente do Conselho do Ibevar/Provar, Cláudio Felisoni de Angelo. O primeiro é um melhor dimensionamento das perdas por parte das empresas varejistas, e o segundo está relacionado ao aumento das vendas não acompanhado de medidas preventivas adequadas.

“Essa tendência, particularmente a partir de 2011, decorre dos sinais pouco alentadores da economia, que levaram os varejistas a olhar o seu negócio do balcão para dentro e preocupar-se mais com a segurança e com o que está acontecendo na empresa. Esses indicadores mostram um número significativamente maior no Brasil, e as explicações são muitas: dizem respeito à própria operação do varejo; ao ambiente em que esta operação acontece, ou seja, a economia de um modo geral; e a aspectos culturais que impactam o negócio”, analisa Felisoni de Angelo.

O estudo abrangeu um total de 3.157 estabelecimentos – 80% deles localizados nas regiões sul e sudeste – dos segmentos de supermercados, farmácias e drogarias, material de construção e Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs). A pesquisa no segmento MPMEs foi realizada pelo Sebrae, com 185 empresas dos ramos de alimentação, autopeças/pneus, construção, farmácias, informática, papelarias e livrarias, móveis, óticas, outros especializados, perfumaria e cosméticos, serviços, supermercados, hortifrútis, lojas de conveniência e vestuário/calçado/moda, e anexada ao relatório. O total de empresas que participaram do levantamento representa um faturamento bruto estimado em R$ 131,3 bilhões, pouco menos de 10% das vendas totais de bens no Brasil.

Por setor, o de MPMEs foi o que registrou o maior índice de perdas, com 4,44%, seguido pelos segmentos de supermercados (2,98%), material de construção (1,72%) e farmácias e drogarias (0,38%). Entre as causas das perdas, no segmento MPMEs, a inadimplência aparece em primeiro lugar (0,54%), seguida por produtos danificados (0,35%); outros (0,30%); assaltos (0,22%); e problemas com cheques (0,17%). No segmento de supermercados, 33,35% das perdas ocorreram por quebra operacional; 16,59% por erros de inventário; e 16,03% por furto externo.

No ramo de material de construção, erros operacionais também aparecem como os maiores responsáveis por perdas, com 26%, seguidos de quebras operacionais (22%) e furto interno (21%). E, nas farmácias e drogarias, quebras operacionais, com 25%, foram as maiores causas das perdas registradas. Em segundo lugar vêm erros operacionais (19%) e, em terceiro, com 15% cada um, furto interno, furto externo e outros fatores não listados.

“Essa pesquisa é importante porque ajuda a orientar a ação dos varejistas. Embora as medidas possam não ser tão precisas e até influenciadas pelo próprio questionário, ela tem um caráter pedagógico porque ‘ilumina’ determinado setor e determinadas áreas com problemas, e as empresas passam a olhá-los com mais atenção”, destaca o executivo.

Fonte: Executivos Financeiros

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Como as varejistas têm se saído na crise?

Inflação alta, juros elevados, redução da renda disponível, PIB em queda e crescimento do desemprego. As variáveis macroeconômicas não têm contribuído para o bom desempenho das empresas ligadas ao varejo de moda. Apesar do cenário recessivo, algumas companhias têm obtido resultados satisfatórios. Analisei as ações de Arezzo (ARZZ3), Grendene (GRND3), Lojas Renner (LREN3), Marisa (AMAR3), Guararapes (GUAR3) e Hering (HGTX3).
As ações das empresas ligadas ao mercado doméstico eram a opção preferida dos investidores nos últimos anos em decorrência do cenário macroeconômico benévolo: inflação controlada, juros baixos, queda do desemprego e elevação da renda. Contudo, a situação se reverteu acentuadamente nos últimos 18 meses. Logo, foi natural que os investidores passassem a mostrar receio de continuarem posicionados nessas ações.
O sentimento para o setor é negativo.
Reportagens têm destacado o aumento do estoque das varejistas. Em um cenário recessivo, a administração de estoques deve ser acompanhada de perto. A produção deve acompanhar o ritmo das vendas a fim de evitar o acúmulo de estoque, o que pode drenar o capital de giro, alocando recursos em um ativo ocioso. E com Selic a 14,25% ao ano, buscar recursos no mercado pode ser fatal.
Das empresas listadas em bolsa analisadas, apenas Grendene e Hering apresentaram crescimento do prazo médio de estoque comparando­-se os 12 meses encerrados em setembro de 2015 com o mesmo período de 2014. O crescimento do prazo nas duas empresas ficou ao redor de 14%. Marisa e Guararapes tiveram crescimentos modestos na duração do estoque, enquanto Arezzo e Lojas Renner, queda no indicador.
O diretor da Grendene na teleconferência de resultados informou que houve uma antecipação da produção referente ao quarto trimestre, o que explicaria o aumento do número de dias do estoque em setembro. Logo, no geral, não se pode dizer que as empresas estejam excessivamente estocadas.
Um erro cometido em certas análises é comparar a conta de estoques de 2015 com a de 2014. Como na maior parte das empresas, com exceção de Marisa, houve acréscimo na conta, alguns agentes falaram apressadamente que as empresas estavam superestocadas. Mas como a maior parte das empresas apresentou incremento das vendas entre os 12 meses encerrados em setembro de 2015 na comparação com o mesmo período de 2014, os estoques aumentarem era uma conclusão natural.
Das seis empresas, quatro apresentaram incremento da receita no período: Lojas Renner (18,9%), Guararapes (18,2%), Arezzo (10,3%) e Grendene (3,4%). Marisa teve receita praticamente estável ( -­0,4%) e apenas Hering apresentou decréscimo de 5,9% no faturamento. Logo, o correto é observar o prazo médio dos estoques e não simplesmente olhar a conta de estoques localizada no ativo.
É verdade que muitas vezes a redução de estoques se dá com a concessão de descontos, o que reduz as margens. Contudo, tendo em vista o cenário desafiador, pode­-se dizer que as empresas estão sabendo administrar com sapiência seus estoques.
Além disso, o retorno sobre o patrimônio tem se mantido elevado apesar da queda em comparação a um ano atrás, em decorrência principalmente dos descontos e da inflação de custos: Lojas Renner (28,4% em setembro/15 versus 31,4% em setembro de 2014), Arezzo (20,1% em setembro/15 versus 22% em setembro de 2014) e Hering (27,9% em setembro/15 versus 32,6% em setembro de 2014). Grendene fez ainda melhor aumentando a rentabilidade no período de 20,7% para 23,2%, beneficiando­-se da melhora do retorno de suas exportações. Apenas Marisa teve retorno negativo de 0,8% e Guararapes, redução acentuada do retorno no período de 17,3% para 12,3%.
Apesar dos números em geral satisfatórios, as ações do setor não têm tido bom desempenho nos últimos 12 meses. Apenas os papéis de Renner e de Grendene tiveram valorização, de 29,4% e 5,6%, respectivamente. O comportamento dos investidores pode estar contaminado pelo sentimento negativo em relação ao setor. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a queda no varejo no país deve ser de 5%.
Contudo, como comentado acima, as varejistas listadas têm apresentado, em regra, crescimento do faturamento e retornos atraentes.
A queda de 50,8% das ações de Marisa pode estar relacionada ao retorno pífio e à estabilidade da receita. Já o declínio de 44% de Guararapes pode refletir o decréscimo do retorno sobre o patrimônio e o prazo médio elevado dos estoques de 156 dias, bem superior ao das concorrentes. Já a depreciação de 17% das ações de Arezzo pode estar mais afeita ao sentimento negativo em relação ao setor. No caso de Hering, o resultado pode não ter sido brilhante, mas justifica uma queda de 33% das ações em 12 meses? O retorno sobre o patrimônio em setembro de 2015 chegou a 27,9%.

 

Fonte: Valor Econômico

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Varejo aumenta cautela e reduz planos de expansão para 2016

Grandes redes de varejo estão mais cautelosas com seus planos de investimento em novas lojas para o próximo ano e anunciaram redução das aberturas pela frente. A alta de custos e a incerteza sobre o comportamento dos consumidores têm feito as companhias segurarem projetos, o que também leva ao adiamento de inaugurações de shoppings.

Varejistas como Riachuelo, Magazine Luiza, Cia. Hering e Via Varejo devem abrir em 2016 menos lojas do que abriram este ano. Mesmo a Lojas Renner, que tem um plano para quase dobrar o número de lojas de sua principal marca em oito anos, falou em cautela para 2016, embora acredite que haverá oportunidades.

A Riachuelo reduziu o plano de inaugurações, que era de 80 lojas para os anos de 2015 e 2016, para apenas 43. Assim, após a conclusão de 28 aberturas este ano, sobrarão apenas 15 para o ano que vem. Para o Magazine Luiza, que abre 30 lojas novas este ano, 2016 servirá para “tirar o pé” do acelerador, segundo o diretor superintendente, Marcelo Silva. Na Cia. Hering, expansão não será o foco para o próximo ano, disse o diretor de finanças e de relação com investidores da empresa, Frederico Oldani.

Mesmo sem dar números, a Via Varejo, dona das Casas Bahia e do Pontofrio, afirmou que deve revisar o seu plano de abrir 210 lojas entre 2014 e 2016. “Estamos mais cautelosos, diante do ambiente desafiador”, disse o diretor de Relações com Investidores e Planejamento Estratégico, Marcelo Rizzi de Oliveira.

Os desafios nos planos de expansão são explicados pela combinação de aumento de custos com itens como energia, reformas e mão de obra, o que eleva a taxa de retorno necessária para que o investimento seja viável. Essa pressão ocorre justamente num momento em que há queda no tráfego de clientes nas lojas. O fluxo de pessoas no varejo registra retração de 6,1% no terceiro trimestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da empresa de monitoramento Virtual Gate.

Nos shoppings, essa equação envolve a busca de equilíbrio entre custos de aluguel e as vendas potenciais, algo desafiador em especial em centros de compras novos e com menor taxa de ocupação.

Embora tenha dito que será preciso cautela diante da aceleração da economia brasileira, o presidente da Renner vê oportunidades mesmo em shoppings com ocupação menor. Em empreendimentos mais novos, pode acontecer de o aluguel cobrado ser um pouco reduzido para ajudar a atravessar o momento de dificuldade.

“Nos shoppings com vacância entre 30% a 40%, temos conseguido vendas dentro do orçado, o que mostra que esses shoppings podem representar uma oportunidade para nós”, declarou José Galló, da Renner. “Ainda assim, vamos ter que equilibrar essa oportunidade com uma cautela, é isso que vai definir o número de lojas para o ano que vem”, afirmou.

Adiamentos

A menor disposição dos varejistas em comprometer recursos para o próximo ano tem feito algumas companhias de shoppings adiarem lançamentos.

A Iguatemi postergou a abertura de dois outlets. Um empreendimento em Santa Catarina foi adiado para outubro de 2017, frente previsão anterior de outubro de 2016, enquanto a abertura de outro em Nova Lima, em Minas Gerais, deve acontecer em 2019, na comparação com a expectativa anterior de outubro de 2017.

“Os lojistas têm a preocupação de passar o primeiro semestre de 2016 sem investimentos para entender como vai ser esse momento de ‘vale’ do Brasil, portanto estamos alterando algumas datas desses empreendimentos para que eles comecem os investimentos num momento mais interessante da economia”, disse o diretor presidente da companhia, Carlos Jereissati.

A BR Malls postergou de 2017 para 2018 a previsão de inauguração do Catuaí Shopping Cascavel e das expansões em outros dois empreendimentos, o NorteShopping e o Independência. “Os três casos têm especificidades, mas, dada a desaceleração da economia, não temos nenhuma pressa de acelerar os projetos”, afirmou o diretor presidente, Carlos Medeiros.

Fonte: Isto é Dinheiro

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