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Como o Big Data pode aumentar vendas no varejo?

Em um mercado varejista competitivo e de alto nível, como é o vivido atualmente, toda a informação que garanta um diferencial ao negócio é bem-vinda. O varejista precisa ter subsídios para medir o seu desempenho, assim como o do concorrente, entender o ritmo do mercado, o perfil do cliente, enfim, tudo o que for importante para compreender o cenário e definir uma estratégia. E é nesse sentido que o Big Data pode ajudar a aumentar vendas no varejo.

Mas não basta ter um mar de informações sem saber quais delas podem fazer parte do cotidiano mercadológico. Assim, o primeiro passo é fazer uma seleção dos dados que mais interessam, para a partir daí, iniciar os trabalhos.

Entenda melhor como este importante recurso pode aumentar as vendas do seu empreendimento comercial:

O Big Data auxilia a fazer um controle melhor dos custos

O gestor, hoje, não consegue ter uma vida longa no mercado se não tiver o controle sobre os custos e não souber como mater uma estrutura de custos adequada. Afinal, como saber o que cortar ou não se não conhece por onde o dinheiro escapa e onde traz retornos positivos?

No início de um negócio, principalmente, o natural — mas não o correto — é sempre ter mais do que precisa: mais funcionários para fazer um atendimento de referência; mais estoque para não deixar o cliente esperando. Com o passar do tempo, verifica-se que o funcionário a mais só é necessário em períodos de alta no ano e o estoque deve acompanhar o fluxo.

Nesse ambiente, o Big Data se encaixa como uma luva, já que somente com informações entregues com “velocidade” pode-se compreender a tempo qual o caminho que o mercado está seguindo para tomar decisões certeiras.

O Big Data ajuda a criar “culturas” e prever grandes tendências

Recentemente, a salvação do setor editorial brasileiro foram os livros de colorir. Adultos ficam horas pintando vários tipos de desenhos com o objetivo de acabar com o estresse.

Pois bem, o estresse dos proprietários de livrarias certamente foi eliminado com o aumento vertiginoso das vendas, números que ultrapassavam tranquilamente quatro dígitos. Se não há uma movimentação no sentido da “variedade”, ou seja, na observação de redes sociais para saber o que o consumidor procura, em endereços de e-commerce ou até mesmo em sites jornalísticos, não é possível caminhar junto ao mercado.

Big Data é um ótimo recurso para aumentar vendas no varejo

Além do que já foi apresentado — otimização dos custos e busca de nicho —, um meio eficiente de aumentar as vendas no varejo está na quantidade, no volume de dados que se deve ter. Para saber quais informações buscar, a estratégia da empresa já deve ser traçada, já que dados demais podem atrapalhar e, de menos, deixam o gestor sem ação. Por isso, a quantidade de informações buscadas deve condizer com o que a empresa pretende alcançar com sua estratégia. O que ela quer? Entender o concorrente? Compreender o mercado? Saber sobre a crise? Em muitos casos, a tão aclamada crise nada mais é do que um “estado de espírito”, ou seja, algo que, inicialmente, não prejudica o seu negócio, mas de algum ente da cadeia que você pertence, isto é, mais tarde ele poderá bater na sua porta.

Para aumentar as vendas também é importante fazer um trabalho forte com divulgação dos produtos e/ou serviços que são realizados. Geralmente, a divulgação física pode ser facilmente trocada pela online, que pode alcançar um público muito mais específico que nas mídias tradicionais — e ser bem mais barata.

Como se pode perceber, o Big Data serve para reforçar uma estrutura já criada na empresa, e não como a resposta para todos os problemas que surgem. É uma ferramenta que, se bem usada, garantirá que a organização tenha uma vida longa e eficiente.

E você, pretende usar o Big Data para alavancar as vendas do seu negócio?

Fonte: Datastorm

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Intenção de compra em SP é a pior desde 1999

São Paulo – O número de consumidores que pretende gastar com a compra de bens duráveis durante o final deste ano atingiu o pior nível desde 1999, segundo pesquisa realizada pelo Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/FIA).

A intenção de compra dos consumidores da cidade de São Paulo para o quarto trimestre do ano chegou a 34,4%, a mais baixa desde o início do levantamento. O montante indica queda na comparação com 2014: é 6 pontos porcentuais menor que o do mesmo período do ano anterior.

Mesmo sendo considerado um trimestre importante para o varejo em razão da chegada das festas de final de ano, o indicador para o quarto trimestre de 2015 é inferior até mesmo ao do terceiro trimestre deste ano.

A intenção de compra entre outubro e dezembro é 10 pontos porcentuais mais baixa que aquela apurada para o período de julho a setembro.

A amostra de intenção de compra no varejo físico é composta por consumidores da cidade de São Paulo e aborda diversas categorias de produtos, como eletroeletrônicos, informática, telefonia, material de construção, linha branca, vestuário etc.

O indicador ainda leva em conta a utilização do crédito nas compras de bens duráveis.

Fonte: Exame

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ICV 30 Agosto 2015

Fluxo de pessoas em lojas teve queda de 6,9%  em agosto no comparativo com o mês anterior

Dados apurados pela Virtual Gate mostram também decréscimo de 8,8% no período em relação a 2014

São Paulo, outubro de 2015 – O mês de agosto de 2015 voltou a registrar queda no fluxo de pessoas em lojas de varejo. Dessa vez, o decréscimo foi de 6,9% em comparação ao mês anterior. Em relação a agosto de 2014, a retração foi de 8,8%. Os dados foram apurados pela Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de tráfego de pessoas em lojas de varejo.

O estudo mostra ainda que a redução de fluxo no período do Dia dos Pais de 2015 em relação a 2014 foi determinante para redução da média diária de agosto, em relação ao mesmo mês de 2014 e também a julho de 2015.

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De acordo com Caio Camargo, diretor de Relações Institucionais da Virtual Gate, a sazonalidade é sempre muito influente no cenário de varejo. “Aqui vemos a queda do Dia dos Pais puxando a retração do mês. Isso pode servir de alerta para o varejista traçar suas estratégias promocionais e planejar ações para datas futuras”, destaca.

Na opinião de Heloísa Cranchi, diretora geral da Virtual Gate, é preciso adequar o pensamento à realidade. “As ações neste momento devem ser pontuais e muito bem planejadas. E o mais importante é saber que não dá mais para contar que teremos um determinado valor de vendas para uma data específica. Este cenário ficou no passado, agora é disputar pelo consumidor e leva quem tiver a melhor estratégia”, conclui.

O cálculo foi realizado tem como base mais de 1200 pontos de medições (lojas), adota da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, na sua versão mais atual 2.0, ponto de referencia base 100, referente a janeiro de cada ano para comparativos anuais, e Base 100 referente ao primeiro mês analisado no comparativo mês a mês.

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5 passos para ter a equipe de vendas ideal em sua loja

É necessário que os profissionais estejam capacitados e que o líder saiba extrair de cada um sua melhor performance.

Uma equipe de vendedores bem montada é essencial para o sucesso de um negócio de varejo. São esses profissionais os responsáveis pelo contato direto com o consumidor,por materializar para os clientes a promessa de valor da marca e realizar uma boa venda, condição básica para manutenção e crescimento do negócio. Para exercer uma função tão importante, é necessário que os profissionais estejam capacitados e que o líder saiba extrair de cada um sua melhor performance, tendo consciência de que uma boa equipe de vendas também trabalha bem em equipe.

Para Rogério Bulhões, diretor geral da Casting, empresa que oferece solução de inteligência de negócios focada em aumentar a produtividade das equipes no varejo, alguns passos são primordiais para manter uma equipe de qualidade que possa resultar na máxima produtividade das vendas e proporcionar, consequentemente, crescimento para o negócio.

“A seleção bem feita é o fator que reduzirá o turnover das empresas e minimizará os efeitos nocivos que isso causa do negócio. O papel do gestor é tornar o processo mais profissional e compreender que a troca constante de profissionais e eventuais desfalques na equipe de vendedores influenciam negativamente as receitas”, afirma Bulhões.

Ele elenca cinco passos fundamentais para montar uma equipe de vendas ideal:

1. Selecione bem e continuamente

A avaliação do candidato deve ser feita detalhadamente. Aspectos como formação escolar, histórico profissional, empenho para com a nova função e vontade de buscar resultados diferenciados são alguns pontos que devem ser avaliados pelo gestor.

Para o varejo é importante identificar, já de inicio, se o candidato está de acordo com a escala de trabalho. Em lojas de shopping, por exemplo, os melhores dias para vendas são os finais de semana, feriados e datas comemorativas e o novo funcionário terá de trabalhar em muitos desses dias. Entenda também a dinâmica familiar do candidato. A importância do salário da pessoa em avaliação no orçamento da família, bem como a existência de dependentes do candidato, também podem indicar maior ou menor retenção e precisam ser avaliadas.

Manter um processo contínuo de busca e seleção de profissionais para a linha de frente, mesmo quando não existem vagas abertas, é uma dica importante para que o lojista reduza o tempo entre a perda de um funcionário e a contratação de outro.Esse tempo ganho tem impacto direto nas vendas.

2. Invista em capacitação profissional

A capacitação profissional é essencial para qualquer negócio, tanto para quem lidera, quanto para quem executa as ações. É preciso conhecer o produto comercializado com profundidade e, para isso, todos precisam estar devidamente capacitados para atender o consumidor e transmitir o valor da marca para os clientes.
Aspectos como técnicas de atendimento, comunicação e persuasão não devem ficar de fora da grade de treinamentos, que devem ser aplicados continuamente.

3. Engaje, mobilize e inove por meio da liderança

Para alcançar o potencial máximo da equipe é preciso inspirar os colaboradores. O líder, seja ele o dono do negócio ou o gerente, é o grande responsável por isso. Incentivar a equipe com o seu exemplo pró-ativo, promover sentimentos positivos, estar aberto a novas formas de pensar e agir, ajudá-los na busca dos melhores resultados e mobilizar os recursos para alcançar os objetivos traçados são algumas ações que devem ser desenvolvidas nos líderes.

4. Monitore os resultados e promova ações de melhoria continuamente

O desempenho é a chave mestra das melhorias na empresa. Monitorar constantemente dados de vendas por categoria de produto, loja e por colaborador, é essencial para que o gestor possa conhecer a saúde do negócio e planejar o crescimento no curto e longo prazos.

O desempenho individual e em equipe são pontos importantes a serem observados.É por meio dos desempenhos individuais e equipes que as melhores práticas são conhecidas, aprimoradas e disseminadas.

5. Crie um ambiente de crescimento profissional

Um ambiente profissional de desenvolvimento requer abertura e contribuição de todos, principalmente do líder. Para que o trabalho aconteça de forma adequada, o clima interno deve ser voltado ao aperfeiçoamento dos resultados. Com um ambiente assim criado, as melhorias contínuas de produtividade ocorrerão mais naturalmente.

 

Fonte: Administradores

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Varejo terá queda nas vendas e pior Natal dos últimos 12 anos

O desempenho do varejo no segundo semestre será pior do que o primeiro, pois o desemprego deve bater mais forte

O Natal de 2015 deve ter o pior desempenho para o comércio em pelo menos 12 anos. Desde 2004, as vendas sempre cresceram em relação ao ano anterior. Mas, desta vez, por causa da crise, a expectativa é que as vendas deem pela primeira vez marcha à ré. A perspectiva desse recuo atípico do consumo na principal data para o varejo já provoca estragos.

A indústria ocupa hoje o menor nível de capacidade de produção das fábricas e o emprego temporário de fim de ano até agora não deslanchou. Nas contas da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o volume de vendas do varejo restrito, que não inclui veículos e materiais de construção, deve recuar 4,1% em dezembro em comparação com o mesmo mês de 2014.

“O desempenho do Natal deve ser pior do que o resultado verificado  no acumulado do ano até agosto (queda de 2,4%), medido pelo IBGE, e também do volume de vendas esperado para o ano todo (queda de 2,9%, de acordo com projeção da CNC)”, diz Fabio Bentes, economista da CNC e responsável pelas projeções.

Para chegar a esse número, ele considerou retração de 2,8% no Produto Interno Bruto (PIB deste ano e inflação de 9,5%). Mas o quadro pode piorar se, por causa do reajuste dos combustíveis, a inflação bater na casa de 10% e, com isso, disparar mecanismos de indexação de preços na economia.

A projeção da CNC para o Natal é confirmada pelo assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Victor França. Ele acredita que o desempenho do varejo no segundo semestre será pior do que o primeiro, pois o desemprego deve bater mais forte, afetando o Natal.

Fonte: Correio 24 horas

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Consumidor vai gastar 12,8% a menos com presente

 

Em meio à crise, o consumidor da região planeja gastar bem menos com o presente para o Dia das Crianças na comparação com a mesma data de 2014. É o que aponta pesquisa realizada pelo Observatório Econômico da Universidade Metodista e divulgada ontem. Pelo levantamento, o preço médio gasto por produto comprado para a data é de R$ 153,40. Em 2014, foi de R$ 160,40, o que descontando a inflação acumulada, de 9,7%, significa uma redução de 12,8% no valor.

O total a ser gasto com compras para presentear filhos, sobrinhos e outras crianças da família, chegará a R$ 289, em média. Descontada a inflação, também é menos do que os R$ 283,70 no ano passado.

Apesar do aperto no orçamento, corroído pela inflação, muita gente não pensa em deixar de presentear nesse dia. A professora Mariana Araújo, 32 anos, moradora do bairro São Mateus, na Capital, que ontem pesquisava em loja no Centro de Santo André, para dar algo para seu filho Lucas, 9 anos. Ela pensa em uma Nerf, brinquedo de tiro ao alvo, para ele e planeja gastar, no máximo, R$ 130 com esse produto. “Neste ano está tudo mais caro. Mas ele é meu único filho, tenho que comprar, né? Não poderia deixar passar”, disse.

Outra consumidora, a enfermeira Evelin Poltronieri, 31 anos, que mora em Santo André, também foi ao comércio ontem, junto com sua filha Elisa, 4 anos. Ela também pensa em gastar valor próximo do apontado pela pesquisa, em torno de R$ 130. Ela viu alguns preços promocionais, mas considerou que as bonecas continuam caras. E reforçou que neste ano, as coisas estão mais difíceis. “Com essa crise, não dá para gastar muito”, afirmou.

PRESENTES – O estudo da Metodista aponta que os principais presentes deverão ser vestuário e calçados (15,9%), bonecas (14,5%), carro ou avião de controle remoto (7,8%) e bicicleta (5,4%). Este último item, que estava na terceira posição em 2014, perdeu espaço, com a crise, assim como o interesse por computador ou laptop, que estava entre os dez mais procurados no ano passado e agora está na 15ª colocação.

Outra mudança verificada foi na forma de pagamento. Ganhou destaque neste ano o cartão de crédito (42,6% das preferências), o que se justifica pela possibilidade de parcelamento. É seguido por dinheiro (28,2%) e cartão de débito (25,8%). No ano passado, o valor em espécie liderava.

Outro aspecto apontado na pesquisa é a menor disposição dos consumidores da região em ir a municípios diferentes do que residem para comprar presentes para a data. No ano passado, 32% manifestavam esse interesse. Agora, são só 24%.

MOVIMENTAÇÃO – O Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, deve levar, em compras de presentes, R$ 58,8 milhões ao comércio do Grande ABC, segundo a pesquisa de intenção de compras para a data realizada pelo Observatório Econômico da Universidade Metodista.

Para 2014, foram projetados R$ 56,5 milhões, porém, descontando a inflação de 9,7% nos últimos 12 meses, a movimentação econômica deverá ter uma retração de aproximadamente 5% neste ano. De acordo com análise do Observatório da Metodista, é importante levar em consideração a atual conjuntura econômica da região. Nos 12 meses compreendidos entre agosto de 2014 e de 2105, o Grande ABC perdeu mais de 24 mil postos formais de trabalho e destes, mais de 14 mil foram na indústria, o principal setor gerador de massa de salários na região.

Pesquisa realizada pelo Seade/Dieese aponta que, levando em conta, além dos empregos com carteira, os informais e autônomos, só a área metalmecânica eliminou 32 mil postos nos últimos 12 meses.

Fonte: Diário do Grande ABC

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“O varejo brasileiro sofre de uma total falta de produtividade”

 

Costuma-se dizer que o varejo brasileiro viveu, até o ano passado, uma década de ouro, ao exibir taxas de expansão de mercado chinês. O faturamento real anual do setor chegou a subir entre 9% e 10% em um ano, o dobro do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

De repente, vem a crise, e os lojistas, em pouco tempo, são obrigados a fechar empresas que operavam no mercado havia décadas.

“Quando baixa a maré, aparecem os esqueletos”, afirma Eduardo Terra, presidente da SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo). “São aquelas empresas que já não estão bem e, quando vem a ressaca, não aguentam e quebram.”

Como viveu longos anos de prosperidade, o varejo brasileiro, na avaliação de Terra, não se preocupou em fazer a lição de casa: identificar ineficiências, operar de forma mais enxuta, treinar e extrair o máximo dos funcionários, evitar desperdícios, principalmente.

“Agora, terá de fazer tudo isso na marra e correr atrás de produtividade.”

O varejo brasileiro passa por um dos momentos mais difíceis de sua história. O que está ocorrendo com este setor?

O varejo viveu vários ciclos no Brasil. O pré-real, o pós-real, o boom de consumo e o momento atual. Vamos considerar os dois últimos momentos.

Na última década, o setor cresceu em ritmo chinês, mais do que o PIB brasileiro. Em 2010, o varejo restrito, sem considerar o setor de carros e de construção, cresceu 10,9%, enquanto o PIB subiu 7,5%.

Por que? Porque a renda subiu. De 2003 para 2014, a classe C, formada por cerca de 66 milhões de pessoas, passou a reunir 118 milhões de pessoas. Essa situação gerou uma massa de consumo perfeita. Mais renda, mais crédito, mais confiança e mais emprego.

E agora, o que mudou em relação àquele cenário?

Aumentos reais de salários sem ganhos de produtividade acabam se transformando em um câncer para as empresas. O que o varejo vive, neste momento, é uma falta total de produtividade.

O custo de mão de obra pelo que a loja vende é maior, só que ela vende igual ou menos. Quando daria para o trabalhador custar mais caro? Quando a empresa ganha produtividade, crescer, aumenta o número de lojas, sem aumentar o quadro de pessoal.

Só que isso não aconteceu. E, num momento como este, de queda de vendas, o que as empresas fazem? Demitem.  Não tem outro jeito.

Como seria este ganho de produtividade?

A produtividade não vem só das pessoas, vem também da tecnologia, dos processos. A agenda de tecnologia para o varejo está completamente errada.

O país trata tecnologia de varejo como se fosse tecnologia de consumo. Se eu quiser equipar minha força de vendas com tablets, por exemplo, não tenho subsídio algum para isso como meio de produção.

Agora, se uma indústria vai importar bens de produção, ela tem linhas de financiamento para compra no exterior, por exemplo. O varejo não tem.

Por que alguns setores tiveram avanços em produtividade e o varejo não?

Primeiro, porque o varejo estava transbordando de vender nos últimos anos. Este é um fato da natureza do homem. Na fartura, você, sem dor, faz menos a lição de casa.

Na verdade, a lição de casa está sendo feita agora, e é dolorida. Está todo mundo olhando para custos, repensando estruturas, processo, quadro de pessoal. Com certeza, este vai ser um ano de aumento de produtividade no setor.

Existe uma onda de demissões que é por conta da recessão e há uma onda de demissões que é porque está todo mundo olhando para dentro do negócio para descobrir ineficiências.

Quais os segmentos mais atingidos?

Especialmente os  de roupas, calçados, móveis, eletroeletrônicos, material de construção. O de alimentos está sofrendo menos. As lojas ineficientes vão fechar.

Mas isso sempre aconteceu. Morei dez anos na Vila Madalena e vi como a rotatividade do comércio é grande com ou sem crise. E isso acontece por causa de má gestão, ideias que não dão certo, negócios errados.

Mas, obviamente, que o fôlego das empresas diminuiu agora com a crise. Muito provavelmente, as vendas do varejo restrito devem cair 2% neste ano em relação a 2014. Se incluirmos carro e material de construção, a queda deverá chegar a 7%. Considerando só automóveis e eletroeletrônicos, a retração deve ser de 15% a 20%, o que é uma pancada.

As lojas estão fechando mais em razão de má administração do que por conta da crise?

Sim. Eu entendo que há três tipos de empresas. Aquela que segue a linha do desespero e faz bobagem, estragando o negócio, o que, depois, é difícil de recuperar.

Aquela que sabe surfar na crise, fica encolhida e faz a lição de casa, pois sabe que, em dois anos, vai voltar a crescer.

E aquela que não consegue segurar mesmo o negócio por problema de caixa. Uma empresa quebra por causa de descompasso no caixa, não porque dá prejuízo.

Muitas empresas, especialmente as pequenas e médias, estão buscando crédito nos bancos para enfrentar a crise.

Uma empresa deve financiar o seu fluxo de caixa via fornecedores. Ocorre que este financiamento vinha sendo feito via bancos.

Vamos supor que a empresa tinha um limite de crédito de R$ 1 milhão e agora o banco diz que o limite caiu para R$ 500 mil, e ainda está mais caro.

Se a empresa precisa dos outros R$ 500 mil para continuar girando, como ela faz? Num primeiro momento, aceita o crédito mais caro. Num segundo momento, não tem mais quem dê o crédito para a empresa.

Como uma empresa pode evitar essa situação?

Olhando para dentro para identificar as ineficiências, extrair o máximo das pessoas, das lojas, ter tolerância zero com o desperdício, precisa de gestão.

É preciso entender que existe um consumidor que ainda tem renda e que, em sua maioria, está empregado e que, portanto, está comprando.

Se ele não compra como antes, é porque ele está desconfiado. Então, a empresa precisa se esforçar e dar muito mais motivos para o consumidor comprar.

Há três anos, o varejo não precisava fazer isso, agora precisa. O esforço promocional não é só preço, propaganda. O produto precisa estar gritando na loja.

Nunca tivemos tantos combos, packs do tipo leve três e pague dois nas farmácias, nos supermercados. É preciso dar motivos para que o consumo aconteça.

Se a loja tiver uma gestão bem feita e um esforço promocional acima do normal, a chance de sobreviver na crise é muito maior.

Venda tem muito a ver com a confiança, motivação do ambiente. Se o empresário e os seus funcionários só respirarem a crise, de fato, a empresa entra em crise. Parece citação de livro de autoajuda, mas não é.

Para o varejo, qual é o lado bom desta crise?

Esta crise é quase como se fosse uma cirurgia bariátrica para o varejo, que vai ter de tirar toda a gordura, na marra.

É claro que todo mundo prefere um ambiente sem crise, mas já que ela veio…O Brasil vai voltar alguns anos para traz por causa da crise em termos de renda, uns dois ou três anos mais ou menos. O varejo talvez menos.

O PIB brasileiro per capita vai despencar de forma absurda. Chegamos a ultrapassar US$ 11 mil. Se o dólar bater em R$ 6, quando vamos voltar a bater novamente em US$ 11 mil? É difícil de prever, e este é um indicador importante de riqueza de um país.

Qual será o cenário daqui para a frente?

Consumo é resultante de confiança, crédito, emprego e renda.  A confiança é a mais baixa da história, o que desproporcional em relação à realidade.

Só que a falta de confiança alimenta a realidade. E aí você vê a taxa de desemprego pular de 4,9% (julho 2014) para 7,5% (julho 2015).

Vamos supor que a PEA (população economicamente ativa) esteja na faixa de 100 milhões de pessoas no país. No período de julho do ano passado a julho deste ano temos cerca de 3 milhões de empregos a menos, em uma base de 100 milhões de pessoas trabalhando.

É um problema, claro, mas não justifica o tamanho tão grande da freada na economia.  Só como base de comparação, na Grécia, a taxa é de desemprego é de 25%. Na Espanha, de 20%. Em Portugal, de 12%. O fato é que enquanto a confiança estiver em níveis baixos, outros pontos vão se deteriorando.

Quais as recomendações que você daria para os lojistas neste momento?

O país já viveu várias crises e crise traz oportunidade. Este é um momento em que a empresa precisa ter direção e dar orientação para os funcionários.

Os gerentes, os executivos, os donos das empresas precisam orientar os funcionários todo o momento. Se não, o negócio afunda mesmo.

A empresa que conseguir passar por este momento mais difícil estará pronta para subir a rampa, que costuma ser de pelo menos um ano. A saída de uma crise é um momento mágico.

Alguns lojistas não têm dinheiro nem para pagar o 13º salário. O que eles devem fazer?

É necessário fazer uma capitalização o mais inteligente possível. Isso deve acontecer com capital próprio, primeiramente. Isto é, se precisar, colocar dinheiro do próprio bolso para resolver a falta de dinheiro na empresa.  No caso do pequeno empresário, ele pode pensar em vender o automóvel e até um apartamento. Os recursos de terceiros estão restritos e caros.

Fonte: Diário do Comércio

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Varejistas aguardam ‘Dia das Crianças’ para planejar Natal

 

Prova disso é que os empresários do setor estão postergando as compras para o Natal

A indefinição quanto aos ajustes fiscais e o impasse político que o País vive têm feito o otimismo do varejo despencar. Prova disso é que os empresários do setor estão postergando as compras para o Natal com medo de uma piora do cenário econômico.

”O pessimismo dos empresários é tamanho que eles não estão fazendo projeções para o Natal. Como forma de proteção, decidiram por esperar o Dia da Criança para depois verificar se vão repor estoques ou não para o final do ano”, afirmou o economista da Associação Comercial de São Paulo, Emilio Alfiere.

O especialista explicou que, como as perspectivas de venda para o Dia da Criança, no mês de outubro, é de queda de 5% em São Paulo e de 2,8% em nível nacional, existe ainda a possibilidade da retração do varejo ser maior do que as previstas anteriormente. “O ceticismo quanto ao rumo político tem provocado o aumento da insegurança do varejista. Enquanto a política não se estabilizar, não será possível prever nada para o próximo ano, nem para o Natal, sendo bem realista”, analisou Alfiere.

O economista afirmou ainda que, diferentemente de outras crises que o País viveu, na atual temos a reserva internacional de US$ 360 bilhões que pode “segurar” o País e evitar a moratória. “Crises acontecem há 50 anos no País. Só que em anos anteriores os recursos não eram os mesmo que os atuais”, disse o economista referindo-se à reserva que tem sido usada para conter o dólar, um eterno fantasma à economia brasileira.

Fonte: Paraíba Total

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Compras no e-commerce têm mais descontos que no varejo

 

No e-commerce os descontos encontrados em compras à vista ficam na média de 8%.

As compras no Varejo estão apresentando queda quando comparadas às do e-commerce. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sieve, que é uma empresa de inteligência de preço, o e-commerce do Brasil proporciona uma média de 8% de desconto nas compras efetuadas à vista pelos clientes que aproveitam a comodidade e o conforto para comprar online. Além disso, segundo o levantamento, o índice do desconto pode chegar até 10% dependendo do tipo da compra. Os itens mais comuns são os setores de câmeras, filmadoras e também de artigos esportivos. Neste contexto, os departamentos que apresentam um índice menor de desconto são os setores de cama, mesa e banho, que o índice pode chegar a, apenas, 2%.

Outro diferencial comparativo entre as compras online do e-commerce e o varejo, é que a média de preço por item nos departamentos online é de R$ 354, valor menor que o de R$ 376,55, que foi praticado no primeiro semestre de 2015. Neste sentido, os setores que têm um preço maior são os itens de eletrodomésticos, eletrônicos e também os de celulares. Os preços mais baixos podem ser encontrados nas áreas de livros, petshop e perfumaria. Desta forma, as compras no e-commerce vêm ganhando uma proporção significativa, quando comparadas às do varejo.

Quais as vantagens de comprar online?

  • Geralmente, os custos nas redes de lojas virtuais são menores que os da loja tradicional. Por exemplo, em agências online os clientes podem economizar até 50% devido às promoções que são constantes.
  • O cliente não precisa perder tempo pesquisando em cada loja do comércio. Ele pode pesquisar o item que deseja no conforto de casa. Assim, ele economiza tempo e pode aproveitar para fazer pesquisas de preços em diversos e-commerce.
  • As formas de pagamento pela internet são facilitadas e muitas vezes poder ser parceladas em até 12x sem juros. Além disso, o cliente dispõe de várias formas de pagamento como boleto bancário, por exemplo.

Fonte: Salário Mínimo

 

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Segundo pesquisa, consumidor espera lojas em promoção para presentear no Dia das Crianças

 

Em um ano de crise, o consumidor fica mais atento às promoções ou liquidações quando vai às compras. É o que mostra a pesquisa de expectativa de vendas para o Dia das Crianças 2015, realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista. Aplicado nas nove cidades da região, o levantamento mostra que 54% dos entrevistados priorizam produtos com descontos na hora de fechar negócio. Além do perfil do consumidor, a pesquisa também mostra a expectativa dos empresários para a data comemorativa.

A maioria dos entrevistados (38%) disse que o presente escolhido deve ter preço entre R$ 50,00 e R$ 100,00. Já para 31% dos consumidores, o orçamento para as compras das crianças compreende presentes entre R$ 101,00 e R$ 200,00 – enquanto 20% dos entrevistados pretendem gastar, no máximo, R$ 50,00. Itens entre R$ 201,00 e R$ 300,00 têm 8% de preferência e, acima de R$ 300,00, 3%.

Em relação à categoria de presentes que serão escolhidos, brinquedos correspondem a 67% das respostas, seguidos por roupas (34%) e calçados (14%). Também se destacam os itens livros (10%), jogos de videogame (8%) e produtos eletrônicos – como celulares e tablets (8%). Completam a lista de intenção de compra: artigos de informática (6%); artigos esportivos – como skate e patins (4%); perfumes (4%) e CDs e DVDs (1%). No questionário, os entrevistados podiam escolher entre uma ou mais opções de presentes.

Além das promoções e liquidações, que despertam atenção da maioria dos entrevistados, a escolha do presente é feita de acordo com o que a criança deseja ganhar (47%). Outros 25% dos entrevistados consideram essencial o bom atendimento na loja, enquanto que para 12% o chamariz é o ineditismo dos produtos no mercado. A decoração especial da vitrine conquista 9% dos clientes, enquanto 4% são atraídos por propaganda na TV, internet, revistas ou jornais.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista, Alberto Weberman, a pesquisa reflete a mudança no perfil do consumidor neste ano atípico. “Em tempos de crise, as pessoas pesquisam mais os preços antes de fazer a compra. Por isso, produtos com descontos atrativos são uma maneira de conquistar mais vendas neste ano difícil”, afirma.

Segundo os entrevistados, o cartão de crédito deverá ser a principal forma de pagamento para o Dia das Crianças, com 44% das respostas. Nas compras à vista, 42% dos clientes deverão utilizar dinheiro e 13% irão optar pelo cartão de débito. Cartão de loja parcelado foi a modalidade citada por 1% dos consumidores. Cheque e carnê registraram, juntos, índice abaixo de 1%.

Apesar de o comércio na internet crescer a cada ano no país, a aquisição de produtos em lojas físicas ainda é a preferida pelos consumidores da Baixada Santista: 34% disseram ter intenção de comprar em shoppings e outros 31% em lojas de rua – as compras em lojas online somaram 27% das respostas. Outros 27% dos consumidores se mostraram indiferentes e/ou não souberam opinar.

Os pais das crianças são os que mais deverão comprar: 72% dos entrevistados apontaram que são eles quem adquirem os presentes para os filhos. Já os avós vêm em segundo lugar, com 21% dos potenciais compradores e, em terceiro, os tios, com 7%.

Oferecer descontos é principal estratégia dos empresários 

A pesquisa também ouviu os empresários da região sobre a expectativa de vendas para o Dia das Crianças. E o comércio mostra estar atento ao que o consumidor deseja. Prova disso é que as promoções ou liquidações estão no topo das ações citadas para atrair mais consumidores nesta data comemorativa, com 63% das respostas.

A decoração especial de vitrines é uma estratégia lembrada por 54% dos entrevistados. Já a oferta de novos produtos foi citada por 29% dos lojistas, e a divulgação em redes sociais, por 27%. No questionário, os comerciantes podiam escolher entre uma ou mais ações de vendas.

Para 55% deles, as vendas em 2015 serão melhores que no mesmo período do ano passado. Já para 39%, o desempenho deverá se manter, enquanto 6% dos comerciantes creem na diminuição do faturamento.

Entre os lojistas que esperam aumento nas vendas, 31% deles estimam crescimento de 10%. Outros 20% dos comerciantes creem em faturamento 5% maior neste ano, enquanto 15% dos entrevistados são ainda mais otimistas e esperam crescimento de 20%. A faixa de aumento acima de 25% foi citada por 6% dos empresários, enquanto os índices 1%, 3% e 4% de crescimento foram estimados, cada um, por 5% dos lojistas.

O levantamento foi realizado entre os dias 9 e 23 de setembro de 2015, com 800 entrevistados, nas nove cidades da Baixada Santista. A pesquisa tem caráter quantitativo, pelo método de levantamento com amostra aleatória simples e estratificada.

Fonte: Diário do Litoral

 

 

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