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Para vender rápido, ação promocional ganha força

A estratégia não é nova e nem sempre criativa, mas vende. Promoções como “leve três, pague dois” e ofertas de prêmios para quem comprar um determinado produto ganham força em tempos de crise. Com estoques altos e vendas fracas no varejo, a ordem é intensificar as ações de marketing que efetivamente tragam resultado – e no curto prazo.

“O consumidor está cortando gastos. As empresas precisam de ações que façam ele tirar o dinheiro do bolso e comprar”, afirma o sócio-presidente da agência Bullet, Fernando Figueiredo. Um apelo emocional pode ajudar nessa hora. A Bullet criou uma promoção para a Ford que sorteou uma viagem com tudo pago para clientes fazerem o test drive do novo Focus Fastback no circuito de rua de Mônaco e na exuberante rodovia Atlantic Road, na Noruega. Para participar, os clientes deveriam primeiro fazer o teste na concessionária.

“O número de visitas às concessionárias caiu ainda mais do que as vendas de carro. As montadoras precisam levar o cliente para a loja”, disse Figueiredo. A Ford triplicou o número de test drives feitos no período da promoção, conta Oswaldo Ramos, gerente geral de marketing da marca. “O test drive é o grande apelo para vender. Quanto mais gente dirige o carro, maior a conversão de vendas”, explicou.
Dentro de supermercados e redes de eletrodomésticos, as marcas travam uma batalha à parte para chamar a atenção do consumidor. A Camil, marca criada em 1963, fez nos últimos meses sua primeira promoção no País. A empresa contratou o ator Mateus Solano para divulgar um concurso do “melhor arroz com feijão” do País, que dará prêmio de R$ 100 mil ao vencedor, além de “fama” nas redes sociais.

Até então, a marca não precisava de promoções porque o brasileiro dificilmente deixa de comprar seu produto. Mesmo na crise, as vendas de arroz e feijão continuaram a crescer este ano – respectivamente, 4% e 8%, segundo dados de outubro da Nielsen. “Nós, como marca premium, temos o desafio de ganhar e até manter participação de mercado”, afirmou a diretora de marketing da Camil, Andréa Martins. Segundo ela, a promoção gera engajamento entre os clientes e “protege” a marca da migração para concorrentes mais baratos. A ação teve 12 mil inscritos e deu 1,5 ponto porcentual de participação de mercado para a Camil no Nordeste, segundo Andréa.

Na mesma linha defensiva, o supermercado Extra se aliou a fornecedores. Entre setembro e dezembro deste ano, a rede promoveu “semanas de oferta” de fabricantes como Pepsico, Nestlé, Sadia, P&G e Unilever. A rede de supermercados fez um corredor especial com as ofertas do parceiro e divulgou a promoção em jornais, na televisão e por meio de mala direta. “Negociamos com a indústria descontos expressivos para dar um ganho real para o consumidor em marcas que ele deseja. Nós e a indústria ganhamos com a alta das vendas”, disse o gerente de marketing do Extra, Eandres Aguiar. Uma oferta “leve três pague dois” do sabão em pó Omo, por exemplo, trouxe incremento de 70% nas vendas naquela semana. E as vendas do Ariel líquido de 2 litros, da P&G, mais que dobraram.

Pontos. Dentro das promoções, há também oferta de pontos de programas de fidelidade. Os varejistas da rede Dotz deram pontos extras para os clientes que comprassem 500 produtos selecionados em oito ações nacionais feitas no ano. “O ponto é um atrativo para o cliente e ajuda o varejo a vender mais”, disse Roberto Chade, presidente da Dotz. Segundo a empresa, os parceiros venderam 1,6% mais durante os dias de promoção.

O ponto também é usado para a indústria conseguir um espaço melhor no próprio varejo. De acordo com Emerson Moreira, presidente da LTM, rede de fidelidade focada no pequeno varejista, a indústria investiu 30% mais neste ano na concessão de recompensas ao lojista. “As marcas querem mais exposição nas gôndolas. Como o consumo não cresce, a disputa hoje é por market share.”

Fonte: Estadão

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A fórmula de vendas para o sucesso em tempos de crise

Vender nos dias de hoje é um verdadeiro desafio. O cenário de crise fez com que o mercado reagisse de forma temerosa sobre o futuro econômico do país, e o consumidor, com receio de perder o emprego ou de contrair maiores dívidas, tem preferido guardar dinheiro a gastá-lo.

Para os empreendedores, este cenário vem refletindo em constantes quedas de faturamento, e por consequência lucratividade dos negócios. Para a grande maioria, há sempre a esperança de que dias melhores virão, e que depois da tempestade que estamos enfrentando, quem saber virá a bonança, ou seja, dias melhores virão.

A verdade é que quem perdeu algo em vendas nos últimos meses dificilmente irá reparar seus prejuízos. O cenário econômico atual prevê que o que temos para hoje em termos de clientes e oportunidades de venda, é o que teremos ainda por um bom tempo, quem sabe ainda por uns dois ou três anos, independente do cenário político que se forme adiante. É o tal do “novo normal”. A dica: acostume-se.

Mas em tempos de crise, e na sucessão de empresas que vem fechando suas portas recentemente, inclusive gigantes em seus mercados, a lição que fica é que no varejo não há mais espaço para perdas ou pouca produtividade. Usando um jargão, temos que para fazer a mesma limonada de sempre, espremer ainda mais os limões.

Seu gerente reclama que poderia vender mais somente se entrasse mais clientes? Seria essa uma verdade absoluta? Você e sua equipe de vendas têm aproveitado todas as oportunidades que literalmente entram por sua porta todos os dias?

O varejo e principalmente o varejista precisa deixar de ser passivo em relação ao mercado. Não há mais espaço para ficar atrás do balcão esperando o dia todo pela entrada de clientes. O varejista precisa ser mais assertivo sobre seu modelo de gestão.

É fato que para a maioria das empresas de varejo, principalmente as de pequeno porte, a gestão do negócio funciona exclusivamente sobre o quanto vendeu e o que vendeu (faturamento x estoque). Para muitos empreendedores, “vendas” é somente o número ou o resultado final do caixa ao final do dia.

Esse é o modelo de gestão que vem enfrentando mais problemas hoje. A gente sabe que há um buraco no barco, mas onde ele está de fato? Seguindo a metáfora, como tapar o buraco e estabilizar o barco para poder seguir a viagem?

Algumas empresas avançam um pouco nesse conceito e enxergam vendas de um jeito um pouco mais elaborado, seguindo a seguinte fórmula:

VENDAS = NÚMERO DE CUPONS (TICKETS) x TICKET MÉDIO

Nesse modelo, é possível analisarmos algo além da venda. Além da quantidade de pessoas que efetuaram uma compra (número de cupons), podemos também avaliar o valor médio de compra dos consumidores.

Se as vendas caem em 10%, mas o ticket médio é mantido, seria possível aumentar os cupons de alguma maneira? O problema seria a atratividade ou o atendimento da loja?

De outra maneira, no mesmo cenário de queda de vendas, se o número de cupons é estável, o que estaria fazendo com que o ticket médio caísse? Haveria algo que poderia incrementar esse ticket, como uma oferta casada (cross-merchandising), ou quem saber um pequeno aumento no valor do produto?

Dentro da gestão, todos os cenários são possíveis e começam a criar uma grande variedade de ações e possibilidades para se criar a venda.

Mas e se ainda houvesse uma fórmula ainda mais interessante. Veja essa fórmula:

VENDAS = FLUXO x TAXA DE CONVERSÃO x TICKET MÉDIO

Quando eu consigo desmembrar de maneira ainda mais complexa o que realmente é minha venda, o cenário de ações e possibilidades de combate à crise são muito amplificadas.

Por exemplo: Se dentro de um mesmo cenário de queda de vendas de 10%, eu começo a analisar cada um desses itens para verificar de fato qual é o meu problema de vendas hoje.

Se o problema estiver localizado em fluxo de clientes, ou seja, o principal problema é que estão entrando menos clientes do que antes e os outros indicadores estão de certa maneira estáveis, então faz-se a necessidade de atrair novos clientes, com ações que garantam o aumento de fluxo, como promoções na porta da loja e propaganda nos mais variados canais, de acordo com seu nicho e mercado.

Se o problema estiver localizado nos outros indicadores, ou seja, o número de pessoas que entram em sua loja é praticamente o mesmo, mas de certa forma, estão comprando menos ou sua equipe de vendas não está conseguindo ter o mesmo desempenho de antes, cabe decidir quais ações tomar, entre elas: qualificar seu atendimento através de cursos ou palestras motivacionais; criar promoções casadas, visando o aumento do ticket médio; elaborar melhor sua comunicação visual e peças de merchandising, criando exposições e ambientações atrativas ao consumidor, entre outras.

Nem sempre o problema de vendas está somente no mercado. Acredito que em tempos de crise, temos que no mínimo medir o desempenho real de nosso negócio, pois como diria Peter Drucker: “Se você não pode medir, você não pode gerenciar”

 

Fonte: Falando de varejo

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