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Mudança de comportamento – Consumidor assume novos cortes de despesas

A crise da economia brasileira levou os consumidores a adotarem um novo comportamento em 2016. Se em 2015 reduzir compras e buscar promoções era a prioridade, neste ano, a substituição de marcas e produtos ganha força. Esse movimento, porém, não chega a categorias de produtos de alto valor agregado. Adriano Araújo, diretor da Dunnhumby, diz que há um movimento de racionalização do consumo que atinge todas as classes sociais, mas a compra de alguns itens de alto valor agregado se mantém nas classes A, B e C. “Os produtos premium e as embalagens maiores se mantêm como tendências de consumo para 2016”, afirma o diretor.

Categorias
A Dunnhumby monitora o comportamento de 22 milhões de consumidores que frequentam redes do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Raia Drogasil e Marisa, entre outras. De acordo com a última pesquisa da consultoria, 38% dos consumidores já substituem produtos de limpeza por marcas mais baratas; 30% fazem o mesmo com itens de higiene e perfumaria. Nas categorias de molhos, condimentos e massas, 29% dos brasileiros realizam essa troca. Já em categorias de produtos de alto valor agregado, as vendas ainda crescem dois dígitos e a substituição de marcas é muito pequena. No caso de cervejas, segundo a Dunnhumby, o índice de substituição é de 19%. (Valor)

 

Fonte: Giro News

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Novas regras do varejo

A implantação de obrigatoriedades de emissão da Nota Fiscal do Consumidor eletrônica (NFC-e) em mais de 10 estados brasileiros está trazendo uma nova realidade para o setor varejista. Para se adequar à legislação, os lojistas precisam buscar ferramentas para a emissão e gestão deste novo documento eletrônico do comércio. Esta nova necessidade de mercado, gradativamente, pode atingir as cerca de sete milhões de empresas do comércio estimadas, em 2015, pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação.

Em sintonia com a nova demanda, empresas investem em novidades para a área, como é o caso do sistema myrp, que lançou um módulo do direcionado especificamente para o segmento varejista. A solução para emissão e gestão de Nota Fiscal do Consumidor eletrônica e Sistema Autenticador e Transmissor do Cupom Fiscal eletrônico (S@T CF-e) pode ser usada on-line na nuvem e também com instalação na frente de caixa que garante as vendas contínuas para os clientes.

“O grande diferencial desse sistema de varejo é que todos os cadastros, parametrizações e relatórios gerenciais ficam armazenados na nuvem, o que permite que sejam acessados de qualquer lugar e com total segurança”, afirma o diretor de marketing do myrp, Tibério César Valcanaia. Ele diz que para chegar a essa tecnologia, foram necessários investimentos de cerca de R$ 10 milhões no módulo varejo. Em contrapartida a essa facilidade da operação online, o empresário ainda pode contar com a segurança que as vendas nunca precisem ser interrompidas. Valcanaia explica que o sistema é instalado também na frente de caixa localmente, para proporcionar todos os controles necessários caso a empresa fique sem internet continuar vendendo.

“Outra funcionalidade adicional são os controles de caixa como suprimento/sangria e rastreabilidade de todas as operações, além de uma suporte de suporte à disposição”, salienta o diretor técnico do myrp. Um fator fundamental para redução de custos para o negócio é o modelo inovador de venda do sistema. “Não existem taxas de instalação e consultoria e o cliente, juntamente com seu contador, conta com o apoio remoto da equipe de especialistas do myrp e em poucos minutos pode colocar um loja para funcionar!”.

Demissões
As demissões superaram as contratações em 130.629 vagas em novembro, segundo dados do Caged divulgadas pelo Ministério do Trabalho. Este foi o oitavo mês seguido de fechamento de vagas formais.

Pior resultado
O resultado de novembro foi o pior para este mês desde o início da série histórica, em 1992. Até então, o pior resultado para meses de setembro havia sido registrado em 1998 – com 118.412 vagas fechadas. No acumulado do ano, até novembro, foram fechados 945.363 postos com carteira assinada. Com isso, o número de vagas perdidas em 2015 já supera o total de vagas criadas em 2014 (938.043).

Indústria
A piora da atividade econômica, em 2015, empurrou a produção industrial brasileira a níveis de 10 anos atrás, provocando um estrangulamento do setor, que encolheu para uma mínima histórica em termos de participação no PIB (Produto Interno Bruto). Dados da Tendências Consultoria Integrada, a partir dos números do IBGE, mostram que no acumulado no ano até o 3º trimestre, a participação da indústria de transformação na composição total do PIB caiu para 11,4%, ante uma fatia de 11,7% em 2014.

 Fonte: O Estado CE
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Fluxo de pessoas no varejo cai 5,5%

Queda foi registrada no mês de outubro em relação ao mesmo período do ano passado

O mês de outubro registrou queda de 5,5% no fluxo de pessoas no varejo, em comparação com o mesmo mês do ano passado. A análise é da Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de tráfego de pessoas em lojas de varejo.

No acumulado do ano, os dados apontam queda de 6,5%. Em comparação com setembro, porém, o mês de outubro registrou crescimento de 8,7%. A pesquisa foi realizada com mais de 1200 lojas.

Regiões

A análise aponta que houve queda de 11,5% na média da região Norte. As regiões Sudeste e Sul possuem as menores reduções na comparação de outubro de 2015 com o mesmo período de 2014, com 3% e 3,4%, respectivamente. O Nordeste aparece com queda de 6,2% e o Centro-Oeste, com 5,2%.

Fonte: Supermercado Moderno

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Queda no varejo está diretamente ligada ao pessimismo do consumidor

Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), comenta que a retração no varejo nacional, divulgada hoje pelo IBGE, decorre principalmente da queda da confiança do consumidor.

“O momento de retração da economia faz com que o consumidor tenha menos dinheiro no bolso e fique mais inseguro no emprego. Com isso, ele deixa de comprar, sobretudo artigos de maior valor, que dependem de crédito”, analisa.

Contudo, Burti ressalta que até mesmo setores mais resistentes e que não dependem de compra parcelada – como artigos de farmácia e perfumaria – já começam a sentir o impacto negativo do pessimismo do consumidor.

“O salário real não está acompanhando a inflação e o brasileiro está fazendo de tudo para economizar, priorizando compras de artigos essenciais e deixando de adquirir itens que considera supérfluo”, finaliza Burti.

Fonte: Investimentos e Notícias

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O varejo tem pressa – e a tecnologia precisa acompanhar

Rapidez de insights nos negócios pode fazer a diferença entre uma oportunidade perdida e um ganho enorme. Se você for um varejista na área de moda ou alimentos, por exemplo, ter um estoque suficiente de chapéus de sol ou de sorvetes para atender a demanda durante os dias de calor fará total diferença se você não quiser morrer na praia. Localizar picos de interesse de um produto – ou mesmo prever quais serão os itens mais vendidos e planejar o futuro – pode significar mais sucesso para a sua empresa.

Vamos tornar este exemplo um pouco mais prático. O processo completo de varejo – da emissão da nota fiscal até o processamento do lote, combinado com a cadeia de fornecimento – muitas vezes representa o tempo de resposta daquele varejista para as oportunidades com que se depara. E se essas consultas fossem feitas em minutos em vez de horas? E se isso pudesse ser feito sem interromper os processos regulares na emissão de mercadorias para determinar uma posição de estoque ao final de uma hora, de uma semana ou de um dia de comércio?

Acessando rapidamente as informações

A fabricante líder de cerveja artesanal Sierra Nevada teve que enfrentar esse desafio. O seu armazenamento em disco rígido convencional não atendia às necessidades de uma empresa que precisava de acesso rápido às informações. A empresa precisava de uma tecnologia que pudesse gerenciar os dados – que em última análise, controlam o seu processo de fabricação – de uma forma mais simples e eficiente. Por isso, optou pelo flash. As matrizes de armazenamento em flash ajudaram a Sierra Nevada a agilizar o processo de fabricação, proporcionando rápida compreensão dos dados e resolvendo quaisquer problemas da linha de produção ali mesmo, na hora, ao invés de amanhã.

Um dos maiores problemas do setor de varejo é que ele é um alvo muito, muito atraente para ataques de todos os tipos de organizações. O caso da gigante americana de varejo Target, por exemplo, onde uma violação em grande escala causou um prejuízo de milhões de dólares quando hackers roubaram dados financeiros confidenciais de clientes de seu banco de dados e os venderam no mercado negro. Sim, é claro que isso remete ao campo da segurança cibernética, mas as organizações inteligentes já aprenderam que assegurar automaticamente o componente mais básico de qualquer sistema, o próprio meio de armazenamento, é fundamental para manter os dados vitais a salvo de caírem em mãos erradas.

Com o flash, no entanto, essa preocupação pode receber uma prioridade mais baixa, porque nada é escrito em um FlashArray sem ser criptografado, reduzindo assim a possibilidade de ataque de um hacker. Essa é apenas uma das vantagens que o flash acrescenta ao seu pacote de benefícios para possibilitar que as empresas trabalhem melhor, mais rápido e, acima de tudo, de uma forma mais segura para os clientes.

Acelerando o fluxo de informações

Também vale a pena observar outros casos reais em que o flash tornou possível ganhos essenciais para um modelo de negócio de varejo baseado na movimentação de grandes volumes de produtos. A Picard, varejista de alimentos congelados com 920 lojas, teve grande sucesso com seus aplicativos internos de previsão SAP usando flash para obter rápido conhecimento de sua cadeia de fornecimento. Já a equipe da Kiabi, outra varejista francesa, desta vez de moda, reduziu de 24 para apenas quatro horas o tempo de processamento em série de seu banco de dados, permitindo que ele trabalhe a uma velocidade mais rápida que nunca.

Ou seja, agilizar o tempo de acesso dá aos varejistas a capacidade de alavancar seus sistemas corporativos de planejamento de recursos, além de facilitar a rápida reposição de produtos à medida em que são vendidos. Outro benefício é que ao proporcionar aos varejistas rápido acesso e leitura de seus dados, o flash também permite um desenvolvimento mais rápido dos negócios de uma empresa. Se antes os varejistas levavam dias para fazer cópias de seus bancos de dados ao aprimorar um novo sistema ou site, com o flash este processo é quase instantâneo.

A lição tirada desses exemplos é a seguinte: a velocidade de acesso e uma inteligência de negócios precisa poderão levar uma empresa ao sucesso. Fazer isso de uma maneira que simplifique o processo por trás da leitura de dados também poderá gerar uma economia operacional. O varejo é e sempre será um teste pelo qual cada fornecedor de tecnologia deverá passar, simplesmente para poder sobreviver. Atualmente, fazer tudo certo não é apenas ser o mais rápido ou o maior, mas também compreender o problema, em vez de apenas jogar dinheiro nele.

Fonte: Computer World

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Varejo e indústria em busca das vendas perdidas

Em um ano de notícias ruins para a economia, a Black Friday, marcada para acontecer no dia 27 de novembro, anima fabricantes e varejistas em busca de vendas perdidas, mas está longe de ser a grande oportunidade de queima de estoques acumulados ao longo do ano.

A estimativa do site Busca Descontos, que trouxe o modelo de Black Friday para o Brasil, em 2010, é que as vendas cheguem a R$ 978 milhões, um avanço nominal de 12% em relação ao ano passado. É um ritmo bem mais lento que o registrado na comparação entre 2014 e 2013, quando o percentual foi de 24%. Descontada a inflação, que deve fechar 2015 na faixa de 9%, o crescimento real das vendas pode ficar na casa dos 3%.

Em relação ao gasto médio por internauta, a estimativa é que ele fique em R$ 422,39, ou 10% a mais que o registrado em 2014 – valor praticamente estável quando se desconta a inflação.

De acordo com Omar Jarouche, gerente de Inteligência da ClearSale, empresa de prevenção de fraudes na internet, dois fatores contribuem para esse desempenho. O primeiro é a consolidação da Black Friday como um evento importante no calendário do varejo.

Sem o fator novidade dos últimos anos, a euforia dos compradores tende a ficar menor, resultando em avanço menos acelerado de negócios. O outro impacto vem da queda da confiança do consumidor, que está menos disposto a gastar dinheiro. De acordo com Jarouche é difícil dizer qual fator tem mais peso no desempenho. “Precisaríamos de um ano menos atípico para saber exatamente”, disse.

Sobre o valor do ticket médio, ele avalia que uma das questões possa ser o investimento dos varejistas em kits de produtos – no modelo “pague um e leve dois”. Na avaliação de Juliano Motta, diretor de operações do site BlackFriday.com.br, isso também ajuda o consumidor a ter uma imagem menos negativa do vendedor. “Ele não fica com a impressão de que o produto em promoção poderia ser vendido mais barato normalmente”, disse.

Para ele, as projeções feitas para as vendas da Black Friday foram bastante conservadoras, e há expectativa de que possa haver uma surpresa positiva no desempenho. “O consumidor que não gastou dinheiro ao longo do ano com medo da instabilidade, vai pelo menos olhar as ofertas”, disse.

O site Black Friday vai reunir quase 20 empresas como Marisa, Nespresso, Hering, Saraiva, HP, Dell e novidades com a montador GM e a companhia aérea Azul. De acordo com o Busca Descontos, entre os produtos que os consumidores mais esperam descontos estão eletrônicos, eletrodomésticos e informática. Segundo levantamento feito pelo Google, 25% dos internautas pretendem comprar alguma coisa na Black Friday.

Segundo Bruno Couto, diretor de marketing da Netshoes, a data já se tornou a mais importante para a companhia, passando o Natal. Por conta disso, a varejista vem se preparando há 12 meses. “A Black Friday é uma compra mais impulsiva e o Natal é mais emociona, a compra da lembrancinha, com ticket médio menor”. Os perfis são diferentes”, disse. Desde o ano passado o site prepara um mês inteiro de ofertas. E a ideia é repetir esse esforço neste ano. De acordo com Couto, o mês de novembro sozinho poderá representar um trimestre inteiro de vendas da companhia, que teve receita de R$ 1,5 bilhão em 2014.

Neste ano, o Busca Desconto vai realizar também uma edição da “Cyber Monday”, um esforço de vendas no dia 30 de novembro para eliminar estoques remanescentes da Black Friday.

Fonte: Eletrolar

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Comércio online em datas comemorativas impulsiona varejo

A experiência de compras nas datas comemorativas vem mudando significativamente nos últimos 5 anos. Com a explosão do e-commerce nos feriados tradicionais, as redes varejistas passaram a criar eventos próprios a fim de impulsionar as compras online. Um case marcante é o exemplo do grupo Alibaba que lançou em 2009 a campanha 11.11 Shopping Festival on China’s Singles’ Day, que acabou se tornando a maior data mundial do e-commerce por promover anualmente 24 horas de liquidação. Seja tradicional ou criado e incentivado pelo varejo, o importante é que os comerciantes reconheçam esta tendência crescente das datas comemorativas quando forem mapear suas estratégias anuais de marketing digital.

Para entender este comportamento, a Sociomantic Labs, líder em soluções de marketing programático para empresas, criou um infográfico que destaca os hábitos de consumo de compras e estatísticas-chave do e-commerce das melhores datas de compras no mundo.

O mercado brasileiro já apresenta bons exemplos desta tendência. Um deles é a Black Friday, que vem se firmando há alguns anos. Em 2014, por exemplo, o varejo online brasileiro vendeu R$ 1.16 bilhão na Black Friday, registrando um crescimento de 51% quando comparado com 2013. Além disso, no ano passado, 18% dos 1.2 milhão de shoppers das promoções da Black Friday compraram de varejistas online pela primeira vez, mostrando mais uma vantagem do marketing nos Shopping Holidays. Outro exemplo é a Cyber Monday, que ganhou popularidade também na América Latina e na Europa. No Brasil, em 2014, as vendas do Cyber Monday resultaram em $58 milhões (dados do Profissional de E-commerce).

Veja abaixo quais as principais datas do comércio detectadas pela Sociomantic:
• Liquidação de verão
• Ano Novo Chinês
• Volta às aulas
• Dia da mulher
• Páscoa
• Dia das mães
• Dia dos namorados
• Dia dos pais
• Dia das crianças
• Divali – festival das luzes na Índia
• Dia dos solteiros da China
• Dia de ação de graças, Black Friday, Cyber Monday e GOSF (Grande Festival de Compras Online, promovido pelo Google, na Índia)
• Hanukkah, Natal, Kwanzaa (celebração afroamericana) e Boxing Day

Abaixo listamos as três principais dicas para as empresas manterem a competitividade nas datas comemorativas:

1. Antecipe suas ações de marketing
Os varejistas estão começando a perceber a importância de prospectar clientes com antecedência se quiserem garantir conversões em vendas. Para garantir que estão preparados para amplificar e modernizar suas estratégias durante essas épocas de consumo intenso, é essencial que os anunciantes testem novas tecnologias com tempo suficiente para aprender as melhores práticas e aperfeiçoarem seu trabalho de acordo com suas observações. Para a maioria das estratégias de marketing baseada na coleta de dados, três meses de “aquecimento” são o mínimo recomendado para a realização de testes.

2. Vá para o mobile
À medida que sair de casa para fazer compras nos Shopping Holidays torna-se mais caótico, estratégias para mobile web e apps podem fazer toda a diferença para captar a atenção dos consumidores. É essencial que o anunciante esteja totalmente preparado para relacionar-se com clientes em qualquer cenário, seja checando ofertas no smartphone, aproveitando intervalos no dia de trabalho para conferir bons negócios em seu tablet ou se preparando para um dia de compras em seu PC. Estratégias inteligentes, baseadas na coleta de dados, voltadas para o conforto do cliente, que abrangem todos os dispositivos, farão toda a diferença.

3. Personalize para se destacar
Com tanta competição nesses períodos, os varejistas devem encontrar um jeito de se destacar. A personalização baseada nos dados do consumidor – nos sites, apps e nas redes sociais — é essencial para obter conversões de clientes, considerando que os outros varejistas estão a alguns cliques de distância. Novas tecnologias como a publicidade programática possibilitam que os varejistas usem CRM e outros dados proprietários para criar anúncios personalizados em tempo real, tanto para consumidores em potencial quanto para clientes existentes.
Fonte: Proxxima

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BTG prevê tombo de 55% no lucro do varejo

O balanço das varejistas de capital aberto no terceiro trimestre deve trazer um retrato dramático da economia. A previsão do banco BTG é que o lucro consolidado de 17 companhias do setor despenque e some apenas R$ 536 milhões, com queda de 55% em relação ao mesmo período de 2014, informa Natalia Viri. No segundo trimestre, esse conjunto já viu seus ganhos diminuírem em 47%.

A combinação de inflação alta, desemprego e indicadores fracos de confiança do consumidor deve penalizar principalmente Pão de Açúcar, Via Varejo (dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio), Magazine Luiza, Hypermarcas, Restoque (dona da Le Lis Blanc) e Natura.

Na contramão, somente três empresas do setor devem ter crescimento de mais de 1% no lucro, de acordo com as estimativas do banco: a farmacêutica Raia Drogasil, a CVC, de agências de viagens e a varejista de moda Renner.

 

Fonte: Veja

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O varejo de “substituição”

Se vivemos tempos de crise, uma lição que as marcas têm que aprender é que o consumidor brasileiro, na maioria das situações não está deixando de comprar, está sim migrando seu consumo para alternativas de marcas ou produtos, de acordo suas necessidades.

Talvez não faça sentido para compras maiores, compras que haja a necessidade de uso de crédito para que possam ser realizadas. Imóveis, automóveis e eletroeletrônicos creio que são os mercados que de fato vem mais sentindo uma real falta de consumidores. Nesses casos específicos, realmente o consumidor está esperando um melhor momento para comprar, mesmo com as indústrias realizando fortes campanhas de incentivo.

Nos demais cenários, se pensarmos como nós consumidores ainda estamos comprando, ainda vamos ao mercado, ainda abastecemos os carros, ainda compramos roupas quando precisamos. Mas fazemos tudo da mesma maneira?

Certamente não. O consumidor brasileiro está migrando seu consumo em busca de novas oportunidades. Deixa de comprar no supermercado que oferecia marcas melhores, para buscar o que melhor oferece preço. Deixa de comprar uma roupa de uma marca importada, para comprar uma roupa de uma marca nacional de bom custo x benefício.

Nesse mercado brasileiro, dentro do atual cenário de crise, há uma certeza. Se de fato há quem está perdendo dinheiro, alguém vai sair lucrando com a crise. Dias atrás, vi numa publicação do grande Marcelo Cherto, um dos grandes especialistas de mercado que conheço uma frase que acredito que marca muito o cenário de oportunidade nos dias de hoje:

“ Não posso perder essa crise de jeito nenhum! ”

Num cenário onde seus diferenciais ainda não conseguiam conquistar um mercado dominado por uma marca maior, será que a crise não cria uma nova abertura, uma nova possibilidade? Quem sabe há hoje um nicho no qual sua marca possa explorar e conquistar novos terrenos?

Eu creio que hoje vivemos o que eu chamo de “varejo de substituição”. Não há mais tanto espaço para o que possa ser considerado supérfluo, porém, há ainda muito espaço para ser criativo e conquistar novas oportunidades. A maré baixou e só vencerá no novo mercado criado quem conseguiu criar valia em seus produtos e serviços, ou seja, naquilo que hoje oferece.

Quem ainda não fez a lição de casa, ainda há tempo, mas cada vez mais escasso. Num cenário econômico onde aparentemente os números só serão positivos a partir de 2017, não há tempo para passividade, esperando dias melhores. A hora é agora.

 

Fonte: Falando de Varejo

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Varejo na Era do Compartilhamento

Existe um provérbio chinês muito intrigante: “Que você viva em tempos interessantes!” Na visão chinesa, viver tempos interessantes significa conviver com agitação, transformação e lutas. Estamos vivendo tempos interessantes. Tempos de uma transição econômica – e não estou falando dos desafios conjunturais presentes.

As mudanças que vivemos são mudanças de “Era Econômica”. Até agora a tecnologia nos trouxe conectividade, velocidade, redes sociais sem limites e interações que amplificaram as possibilidades nas relações pessoais e nos negócios. A Era do Compartilhamento, que começou como uma faceta relacional, transforma-se agora em econômica, o que significa mudanças não apenas nas relações humanas, mas nas moedas de trocas e nos modelos de negócios. Pense nos embates do Uber e temos um exemplo desta época interessante.

No excelente artigo “Entendendo o Novo Poder”, de Jeremy Heimans e Henry Timms, publicado na Harvard Business Review, o tema Compartilhamento é tratado como deslocamento de poder (e por isso uma Era Econômica) onde o Velho Poder requeria apenas o consumo por parte das massas. Já o Novo Poder, aproveita a capacidade e o desejo das pessoas em participarem da Economia para compartilhar um conteúdo ou objeto, remixar, cocriar, personalizar, financiar ou produzir.

Além disso, as formas de pagamento desta nova Era Econômica são diferentes. Por exemplo, ao invés do usuário comprar um carro ou usar um táxi para se deslocar, surge a Carona Compartilhada como a oferecida pelo site Carona Brasil. O Compartilhamento insere várias modalidades de pagamento, como: posse compartilhada ou copropriedade, empréstimos temporários, subcontratação, trocas, permissão, uso sob demanda, revenda, parcerias e aluguel em modalidades novas (como aluguel de roupa de bebê).

No artigo citado anteriormente há uma escala que esclarece a transição que estamos vivendo. O Consumo Tradicional, estágio em que vivíamos, envolvia uma empresa vendendo seu produto para outra empresa ou para pessoas. Por exemplo, uma editora que vende uma revista. Você vai lá, compra ou assina e assunto resolvido. O Compartilhamento de Conteúdos ou Ideias – degrau acima do Consumo, pode ser exemplificado pelo Youtube, ambiente em que uma pessoa física pode postar um vídeo ou reenviar conteúdos que achou interessante. O próximo estágio é a Modelagem, que envolve a remixagem ou adaptação de conteúdos, ou seja, uma pessoa adapta um vídeo, faz uma paródia, uma brincadeira, ou uma inspiração a partir de outro conteúdo, como por exemplo, uma propaganda.  Aqui, cabe lembrar a “Luiza que está no Canadá”.

O próximo degrau é o Financiamento. Os sites brasileiros Catarse ou Kikante, oferecem alternativas para que  eu e/ou você coloquemos nossos recursos financeiros e invistamos em um projeto em que acreditamos ou que coloquemos nosso projeto para financiamento coletivo.  A Produção – próximo estágio, que cria o contexto de compartilhamento sem que seja necessário escala. Um bom exemplo é o Airbnb, plataforma que viabiliza você alugar um quarto da sua casa ou a sua casa, diretamente para outra pessoa ou para uma empresa. Por fim, temos a Copropriedade, em que pessoas compartilham completa ou parcialmente bens ou conteúdos, como o site Ciranda. Lá, você pode colocar bens que não usa tanto para que outros possam usá-lo. Por exemplo, a sua esteira que transformou-se em cabide. Em contrapartida, isso dará a você o direito de ter acesso a outro bem que precisa. Por exemplo, uma furadeira.

Estas transformações vieram para ficar e o varejo pode, deve e precisa lidar e, principalmente, aproveitar as incontáveis oportunidades criadas por esta nova Era Econômica. Foi o que fez um grupo de curitibanos ao criar a Simple Guest, empresa que gerencia propriedades oferecidas no Airbnb. Não esqueça: épocas interessantes envolvem transformação e também oportunidades.

 

Fonte: O negócio do Varejo

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