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Atacarejo ganha o comprador que busca mais por menos

O preço mais baixo, nesses tempos de orçamento apertado, está fazendo com que muitos consumidores troquem as compras nos supermercados tradicionais pelos atacarejos, estabelecimentos que vendem tanto no varejo quanto no atacado. A dona de bufê Anália Santiago Passos já sentiu a diferença: ela conta que, dependendo do produto, a economia pode chegar a 40%. “No geral, é mais barato. Eu compro produtos para o meu negócio e para a minha casa”, diz.

Ela sai de Raposos, na região metropolitana de Belo Horizonte, para comprar num atacarejo na região central da capital. “Tenho ido menos ao supermercado, pois está muito caro”, reclama.

O desempenho das vendas dos atacarejos confirma a mudança do comportamento dos consumidores. Enquanto os supermercados mineiros devem crescer 1% neste ano, segundo estimativa da Associação Mineira de Supermercados (Amis), os atacarejos devem faturar até 20% mais, na comparação com 2014.

Esse percentual é o previsto pelo Decisão Atacarejo, segundo o diretor financeiro, Leonardo Vilaça. “Com a crise, o consumidor ficou mais atento ao preço. Mas, com ou sem crise, todo mundo gosta de economizar”, diz. De acordo com ele, em média, os preços no atacarejo são 15% menores que nos supermercados. “Se o consumidor comprar mais quantidade, caixas, por exemplo, a economia pode chegar a 25%, dependendo do produto”, ressalta.

Até curso. Além de pessoas físicas, merece destaque entre o público do Decisão os trabalhadores informais, como doceiras e salgadeiras, que são chamados de transformadores, que representam de 70% a 75% das vendas. “Seja para complementar a renda ou por motivo de desemprego, muitas pessoas começam a fazer doces ou salgados para vender. Também há famílias que vêm juntas para comprar”, diz. Para atender esses transformadores, a rede tem uma escola de culinária com cursos que, além das receitas, incluem dicas de precificação e venda dos produtos.

Caravanas. E não é apenas o Decisão que vem registrando crescimento nas vendas mesmo com a crise. No Apoio Mineiro, a comercialização de 2015 é 15% maior que a do ano anterior, segundo o gerente de negócios do Grupo Super Nosso – que é proprietário do atacarejo –, Hamilton Almeida. “Chegamos a receber caravanas em algumas de nossas lojas”, conta. Sem revelar percentuais, o diretor comercial do Mart Minas, Filipe Martins, diz que a rede vendeu mais neste ano do que em 2014. “É um crescimento de dois dígitos”, diz.

Investimento e expansão estão nos planos para 2016

Com crescimento nas vendas em patamares bem acima do verificado nos supermercados neste ano, os atacarejos vão continuar expandindo em 2016. O Mart Minas vai abrir quatro novas lojas, conforme seu diretor comercial, Filipe Martins. “Serão duas na região metropolitana de Belo Horizonte, uma no Triângulo Mineiro e outra no Sul de Minas”, diz, sem revelar o valor do investimento.

Neste ano, a rede de atacarejo inaugurou duas lojas: a segunda unidade de Uberlândia e outra em Araguari. Hoje, são 17 pontos em Minas Gerais.
O Decisão Atacarejo também está em expansão, segundo o diretor financeiro Leonardo Vilaça. “O nosso projeto são duas novas lojas nos próximos dois anos”, diz. Hoje, a rede conta com quatro lojas físicas, sendo duas em Belo Horizonte (centro e Venda Nova), uma em Santa Luzia e outra em Sete Lagoas. “Temos também uma loja virtual, inaugurada em novembro deste ano, que atende toda Belo Horizonte”, diz.
O Apoio Mineiro abriu duas lojas em 2015, nas cidades de Santa Luzia, em fevereiro, e Lagoa Santa, em novembro, ambas na região metropolitana de Belo Horizonte. Para 2016, o planejamento está sendo feito, segundo o gerente de negócios do Grupo Super Nosso – dono do atacarejo –, Hamilton Almeida. As perspectivas são boas, já que a previsão é de crescimento nas vendas na casa dos 10%. 
Fonte: O tempo

 

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“Atacarejo” vira opção nas compras e economia pode chegar a 46% na crise

Em tempos de crise, como fazer a renda durar mais e conseguir realizar uma boa compra de supermercado? Segundo o economista Tiago Queiroz, para encontrar o resultado dessa conta o consumidor precisa buscar aliados e pesquisar preços sempre, mais do que antes. Os “atacarejos”, misto de atacado e varejo, viram opção ao consumidor, que pode economizar até 46% em relação aos supermercados tradicionais.

“O Brasil vive uma fase que indica cenário econômico difícil para o país nos próximos dois anos, por isso, os atacados são aliados. Comprar no atacado pode garantir economia e algum alívio para o bolso”, adianta o especialista.

Para ele, crises econômicas precisam gerar novos hábitos de consumo e, entre as palavras de ordem, está a pesquisa. “É preciso avaliar preços, pesquisar bastante, planejar a compra para poder usufruir dos benefícios e descontos”, avalia.

Avaliação – Até mesmo entre os atacarejos, que são os supermercados que vendem tanto no atacado, quanto no varejo, é preciso pesquisar e comparar valores para que, ao comprar em grande quantidade, o cliente consiga realmente economizar.

Para isso, ele explica que existem itens que compensam mais ser adquiridos em grande quantidade, principalmente os não-perecíveis. “Os produtos de limpeza, de higiene, e itens como óleo, arroz, feijão, que são os essenciais da cesta básica, valem muito a pena serem adquiridos no atacado e serem estocados em casa”, aconselha Tiago.

Pensando nisso, o Campo Grande News conferiu valores em cinco marcas da Capital, três varejistas e dois atacadistas: Extra, Walmart, Comper, Fort Atacadista e Atacadão, respectivamente. Apesar de serem analisadas lojas atacadistas, foram considerados apenas os preços de venda no varejo em todas as unidades pesquisadas.

Foram analisados três itens básicos e não-perecíveis: arroz, feijão e óleo. Em cada supermercado foram encontradas diferentes marcas, mas o Campo Grande News selecionou apenas os itens mais caros disponíveis à venda nos cinco lugares pesquisados.

Comparação – De acordo com o levantamento, o pacote de arroz de 5 quilos (tipo 1, polido) mais caro encontrado entre os lugares analisados é o do Extra, custando R$ 15,90 a unidade. Por outro lado, o item mais caro entre os atacadistas foi encontrado no Fort Atacadista, a R$ 10,89 a unidade, o que representa uma diferença de R$ 5 entre o supermercado de varejo e o de atacado.

Entre as opções pesquisadas de feijão (pacote de 1 kg), a mais unidade cara também foi encontrada no Extra, por R$ 5,89, contra a opção mais cara do Fort: R$ 4,39, o que significa uma diferença de R$ 1,50 do mercado de atacado para o de varejo.

Já o litro de óleo tem preços parecidos entre os varejistas e os atacarejos. Mesmo assim, ainda é possível observar economia de R$ 0,13 no bolso de quem compra, mesmo no varejo, em supermercado atacadista.

Confira o tabela que detalha os valores:

tabela

Cuidados – Tanto nos supermercados atacadistas, quanto nos varejistas, foram considerados apenas valores na compra por unidade, e não em atacado. Sendo assim, o preço final cai ainda mais caso o consumidor leve para casa pacotes fechados, em atacado. Nos supermercados atacadistas, a venda em grande quantidade oferece preços ainda mais baixos, contrastando mais com os preços praticados nos varejistas.

Para o economista, se o consumidor escolher planejar as compras para levar maior quantidade para casa, esse pode ser um grande aliado na economia doméstica. No entanto, apesar de apresentar vantagens no valor final dos gastos, o economista alerta para o consumo excessivo. “Existe uma tendência forte de, ao comprar em grande quantidade, acabar aumentando o consumo também. Mas isso é um perigo pro bolso”, destaca.

“Além de aproveitar o preço mais em conta, também é preciso fazer um racionamento do uso, um uso consciente do que foi comprado para que realmente o orçamento seja mantido em dia e a economia realmente ocorra”, alerta o especialista.

Se a família acaba consumindo rápido o que comprou em grande quantidade, acaba não valendo a pena o esforço e, às vezes, o comprador acaba tendo que voltar ao supermercado mais cedo para preencher novamente a despensa.

“A supermercado atacadista realmente oferece um diferencial nos preços, realmente são uma ótima oportunidade de negócio para o cliente. Se for para comprar em varejistas, em mercados de bairro, é preferível deixar só para os perecíveis e aquilo que é comprado em menor quantidade”, finaliza

 

Fonte: Campo Grande News

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