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Consumidores desconhecem preços em queda na segunda quinzena do mês

A inflação voltou a incomodar em 2015 e, junto com ela, voltaram à pauta das famílias os cortes no orçamento. Ou seja: planejamento financeiro virou assunto recorrente após alguns anos de grande oferta de crédito. Apesar disso, o consumidor ainda está comprando no pior momento quando se fala em preço.

Na segunda quinzena do mês, a partir do dia 17, os preços caem. E o consumidor, que deveria aproveitar esse movimento predominante em todos os setores do varejo, costuma ir menos ao ponto de venda. De acordo com uma pesquisa em escala nacional feita a pedido do iG pela Virtual Gate, empresa especializada em monitoramento e contagem do fluxo de pessoas, a média da queda de clientes nas lojas nos últimos 12 meses foi de 11,3%. As exceções ficam por conta apenas de novembro e dezembro, reflexo de 13º salário, Black Friday e Natal.

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Para Caio Camargo, diretor de Relações Institucionais da empresa, o consumidor ainda não percebeu que é vantagem comprar na segunda metade do mês, ainda predominando bastante a compra por impulso. “Do lado do consumidor é aquela coisa: ‘eu sei que tenho hoje e não sei quanto ou se vou ter amanhã’”, pondera, acrescentando que essa mudança afeta mais fortemente o trabalhador que ganha menos e, portanto, tem a maior parcela do salário sendo consumida logo após receber.

Já do lado do comerciante, Camargo explica que a queda no fluxo de vendas é devido ao menor número de opções ofertadas, o que força o varejo a baixar o preço. “Tem de tentar dar um estímulo para o consumidor, senão a queda seria muito maior do que essa média de 11,3%”, diz.

A tendência de queda de preços e fluxo de clientes é observada em todos os setores do varejo. Um dos melhores exemplos é o segmento de produtos de farmácia, cosméticos, higiene e beleza, que tem queda média de 30% a partir do dia 17 de cada mês.

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Fonte: Economia IG