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Fluxo de clientes cai 6,8% em 2015

O ano de 2015 registrou redução de 6,8% se comparado a 2014, em relação ao fluxo de pessoas no varejo físico. O último trimestre de 2015, que poderia auxiliar na recuperação do ano, foi o que registrou a segunda maior queda, ficando atrás do segundo trimestre com 7,7% a menos em comparação com 2014. Os números são da Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de tráfego de pessoas em lojas de varejo.

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 Os dados mostram também que a região Sul foi a que registrou a maior redução durante 2015 em relação ao ano anterior.

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A curva de flutuação mensal de fluxo de 2015 manteve-se similar a do ano anterior em quase todos os meses. Além disso, o percentual de crescimento de dezembro de 2015 em relação ao mês anterior foi maior que o registrado no mesmo comparativo de 2014, motivado pela curva ascendente de novembro de 2015 ter sido menor que o mesmo mês de 2014.

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Embora os dois últimos anos tenha mostrado curva de flutuação de fluxo similar, o ano de 2015 registrou menor fluxo que o anterior em todos os meses, com variações entre 2,8% (como em julho) a mais de 10% (como em novembro).

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De acordo com Caio Camargo, diretor de Relações Institucionais da Virtual Gate, o resultado do fluxo menor de pessoas no varejo físico em 2015 é consequência da recessão que o país vem enfrentando. “Os consumidores estão mais cautelosos e esse cenário foi influenciado pelo aumento da taxa de juros, da inflação, escassez de crédito e o desempenho do emprego e da renda”, afirma Camargo.

A base analisada conta com mais de 1200 pontos de medições (lojas) adota a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, na sua versão mais atual 2.0, ponto de referencia Base 100 = Janeiro de cada ano para comparativos anuais, e Base = 100 primeiro mês analisado no comparativo mês a mês.

 

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Período Natalino de 2015 registrou redução de 8,5% em relação ao fluxo de pessoas no varejo físico

Dezembro registrou redução de 8,5% se comparado a 2014, em relação ao fluxo de pessoas no varejo físico. A terceira semana de dezembro registrou queda de 10% em relação ao mesmo período de 2014. Os números são da Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de tráfego de pessoas em lojas de varejo.

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Os dados mostram também que as regiões Centro Oeste e Nordeste registraram as maiores quedas de fluxos no comparativo do Natal de 2015 com o mesmo período em 2014. Os finais de semana (sexta-feira a domingo) foram os que registraram maiores diferenças entre o fluxo de 2015 em comparação com o ano anterior, além disso, nos fins de semana de dezembro de 2015 ocorreram as maiores reduções de fluxo se comparado a 2014.

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De acordo com Caio Camargo, diretor de Relações Institucionais da Virtual Gate, apesar do otimismo dos consumidores, muitos ainda estão cautelosos por se tratar de um ano em que o país enfrenta uma recessão. “O atual cenário de alta do dólar e dos juros fez com que os consumidores passassem a pesquisar ainda mais os preços e, apesar de mais precavidos, a maioria apostou nas promoções e na antecipação das compras de Natal”, afirma o executivo.

 

A base analisada conta com mais de 1200 pontos de medições (lojas), adota da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, na sua versão mais atual 2.0, ponto de referencia Base 100 = Janeiro de cada ano para comparativos anuais, e Base = 100 primeiro mês analisado no comparativo mês a mês.

 

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Black Friday apresentou retração de 15,6% no fluxo de pessoas no varejo físico

A Black Friday em 2015 apresentou retração de 15,6% em relação a 2014 no fluxo de pessoas no varejo físico. Os dados são referentes à semana que antecedeu a data e mostram crescimento de 115% entre quinta e sexta-feira, com redução entre sexta-feira e domingo. Os números são da Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de tráfego de pessoas em lojas de varejo.

De acordo com a apuração, as semanas da Black Friday de 2014 e 2015 demonstram similaridade no fluxo de segunda à quinta feira. As maiores reduções ocorreram nas comparações da sexta-feira e do sábado, com mais de 16% de queda em cada um desses dias quando comparado ao mesmo período do ano passado.

O Sudeste foi onde ocorreu a maior redução (-18,3%) entre sexta-feira e domingo de 2015 em relação a 2014, seguido pelo Centro-oeste (-15,9%).

Na opinião de Caio Camargo, diretor de Relações Institucionais da Virtual Gate, este ano foi a consolidação do varejo físico na data promocional.

– O trabalho do comércio eletrônico foi mais intensificado durante a semana, o Black Week, o que pode ter antecipado as vendas do período. O varejo físico trabalhou de maneira mais forte o Black Weekend, estendendo a Black Friday pelo final de semana. Isso pode ter sido determinante na diferença do desempenho entre os dois segmentos – destaca o executivo.

Ele lembra ainda que os números apurados são referentes a movimento de pessoas:

– Falar que tivemos menos pessoas nas lojas, não significa que o faturamento caiu. Sem dúvida, a Black Friday provocou oferta e procura. Entretanto, o momento econômico não favoreceu a ida das pessoas em lojas. O consumidor ainda está receoso – completa.

A base analisada levou em consideração evolução média de fluxo diário das lojas que possuíram contagem de fluxo entre o período da Black Friday 2014 (24 a 30 de novembro de 2014) e o período de 2015 (23 a 29 de novembro de 2015), não considerando a divisão por segmentação, com variação percentual no dia sobre dia anterior e variação média do período.

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Shoppings centers migram para cidades do interior de Minas

Na contramão da economia em retração, novos shoppings centers continuam a ser construídos pelo país. No entanto, o movimento de expansão não está mais focado nas grandes capitais. Dos 114 shoppings em construção no mês de dezembro, 85 estavam em cidades do interior. Em Minas, dos sete shoppings em construção, seis estão situados no interior do Estado, segundo levantamento da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).

O movimento de interiorização dos shoppings centers percebido em todo país tem destaque no Sudeste, região onde a capacidade de crescimento do setor nas capitais já está reduzida, conforme avaliam especialistas.

O diretor institucional da Alshop, Luis Augusto Ildefonso, explica que essa espécie de migração acontece porque há muitas cidades com mais de 200 mil habitantes situadas no interior que ainda não possuem shoppings.

Ele explica que nessas cidades o investimento é muito mais baixo, já que os preços dos terrenos tendem a ser menores. Isso torna possível viabilizar grandes centros comerciais e os construtores recebem procura mais acelerada das grandes redes de franquias varejistas.

“Além disso, os prefeitos também perceberam que se não trouxessem grandes empreendimentos para a cidade perderiam em arrecadação. Os gestores públicos perceberam que facilidades fiscais trariam esses grandes investimento e gerariam empregos e mais opções de compras para seus cidadãos”, explica Ildefonso.

Um exemplo de interiorização em Minas é o Praça Uberaba Shopping Center. Inaugurado no mês de abril, o complexo comercial conta 149 lojas, um centro de lazer, academia e cerca de 1.600 vagas de estacionamento. A obra engloba, ainda, hotel, torre comercial e condomínio residencial.

Quedas

Apesar da aposta da interiorização, a redução do poder de compra do consumidor em um ambiente econômico de recessão impactou diretamente os shoppings centers em todo país. As vendas reais do setor caíram de R$ 134,2 bilhões em 2014 para R$ 130,5 bilhões em 2015, segundo dados da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).

Com a queda de 2,82% na comparação com o ano anterior, o Natal – melhor data para o comércio varejista – foi considerado o mais fraco dos últimos 10 anos. Para Ildefonso, a solução para o setor será continuar antecipando promoções e utilizando táticas para manter os clientes dentro dos shoppings.

Os shoppings somaram uma frequência mensal de 470 milhões de pessoas – o que representa 2,3 vezes a população nacional. A previsão da Alshop é de que 114 novos empreendimentos sejam inaugurados nos próximos 3 anos.

 

Fonte: Hoje em dia

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Endividamento já atinge metade das famílias

O número de famílias endividadas e inadimplentes aumentou em 2015 na cidade de São Paulo, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em dezembro do ano passado, metade das famílias tinham dívidas e 17% tinham contas atrasadas a pagar. No mesmo período de 2014, esses percentuais eram de 43,1% e 10,9%, respectivamente. Segundo a pesquisa, o número de famílias endividadas voltou a subir em dezembro após três meses consecutivos de queda. Na comparação com dezembro de 2014, a proporção de endividados cresceu 6,9 pontos percentuais. Em números absolutos, o total de famílias com dívidas passou de 1,546 milhão para 1,793 milhão.

Entre as famílias de baixa renda, a proporção de endividados se manteve estável em 53,2% em dezembro na comparação com novembro. Em dezembro de 2014 era 45,4%. Entre as famílias que ganham mais de dez salários, a parcela com dívida passou de 37,9% em novembro para 40,7% em dezembro. No mesmo mês de 2014, eram 36,4% do total.

Entre as famílias de baixa renda, a proporção de inadimplentes caiu de 20,8% em novembro para 19,7% em dezembro – em dezembro de 2014, o valor era de 13,6%. Já entre as de renda superior, a proporção subiu de 8,5% para 10,8% – em dezembro de 2014, estava em 4,3%. Entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, a FecomercioSP chama atenção não apenas o crescimento da proporção de inadimplentes, mas também para a parcela que não conseguirá pagar as contas no próximo mês, que passou 0,8% em dezembro de 2014 para 2% em novembro e 4,6% em dezembro de 2015. Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, a proporção passou de 5,4% em dezembro de 2014 para 9,5% em novembro e 8,3% em dezembro de 2015. Com isso, a proporção total de famílias que não terão condições de pagar as contas atingiu 7,3% em dezembro, o maior valor desde setembro de 2009.

 

Fonte: SBVC

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Mudança de comportamento – Consumidor assume novos cortes de despesas

A crise da economia brasileira levou os consumidores a adotarem um novo comportamento em 2016. Se em 2015 reduzir compras e buscar promoções era a prioridade, neste ano, a substituição de marcas e produtos ganha força. Esse movimento, porém, não chega a categorias de produtos de alto valor agregado. Adriano Araújo, diretor da Dunnhumby, diz que há um movimento de racionalização do consumo que atinge todas as classes sociais, mas a compra de alguns itens de alto valor agregado se mantém nas classes A, B e C. “Os produtos premium e as embalagens maiores se mantêm como tendências de consumo para 2016”, afirma o diretor.

Categorias
A Dunnhumby monitora o comportamento de 22 milhões de consumidores que frequentam redes do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Raia Drogasil e Marisa, entre outras. De acordo com a última pesquisa da consultoria, 38% dos consumidores já substituem produtos de limpeza por marcas mais baratas; 30% fazem o mesmo com itens de higiene e perfumaria. Nas categorias de molhos, condimentos e massas, 29% dos brasileiros realizam essa troca. Já em categorias de produtos de alto valor agregado, as vendas ainda crescem dois dígitos e a substituição de marcas é muito pequena. No caso de cervejas, segundo a Dunnhumby, o índice de substituição é de 19%. (Valor)

 

Fonte: Giro News

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Estoque encalhado aumenta promoções de janeiro no comércio

Pra quem tá com alguma folga no orçamento, agora pode ser a melhor hora de comprar. Janeiro é um mês tradicional de descontos, que estão ainda maiores com a economia em marcha lenta.

Vai dizer que você passou o fim de ano fora de casa de vergonha do seu microondas velhinho? Tava com medo da visita notar que a sua geladeira tá escorada no toco de madeira e com a porta toda amarelada? É difícil, mas se por um acaso você tiver com uma folguinha no salário pra assumir uma parcela ou outra, de repente é um momento legal pra pensar em programar o próximo feriado numa casa cheia de coisa nova.

“Apesar de todos os aumentos de preço inclusive, da depreciação do câmbio que afeta muito esses itens, tiveram aumentos muito pequenos ao longo de 2015 e em alguns casos mesmo reduções de preços”, conta o economista Paulo Picchetti.

O momento agora é bom porque janeiro é o mês do ‘ão’: saldão, liquidação, 14 vezes sem juros no cartão. Se for em 18 parcelas, a última a loja até paga pra você.

“Tem uns três, quatro meses que tô pesquisando. Comprei a TV e agora vou no liquidificador”, conta uma mulher.

Economia é o tipo de coisa que a gente sempre tem que priorizar, mesmo que seja pra enfrentar loja lotada. E isso é lição que a gente ensina pros filhos. E falando em educação, se tem uma coisa que pode frear a nossa vontade de comprar coisa nova pra casa é lista de material escolar. E nesse quesito, analisando os preços de 2015 pra cá, subiram abaixo da inflação. Mas mesmo assim, subiram.

No geral, subiu 7,32%. Mas tem comerciante reduzindo a margem, tipo a lojona de São Paulo que, na média, reajustou tudo em pouco mais de 5%. Pra quem compra sentir menos a facada, é cada tática que você não tem noção. Tipo vir pra loja lotada com o único objetivo de não comprar absolutamente nada.

Jornal Nacional: Hoje foi dia só de anotar? Por que o senhor faz isso?
Eduardo Lopes: Pra comprar mais barato, onde é que tem os melhores preços. Preciso de grande quantidade, então eu faço assim

Tá certo, tem que rodar bastante pra encontrar preço melhor. No caso da Valdirene, é rodar coisa de 1.400 quilômetros.

Jornal Nacional: De onde você é?
Valdirene Santos, atendente de consultório: Vitória da Conquista. Eu venho passar férias aqui, aproveito e compro material dela, que eu acho o preço bem em conta.

E se o preção continuar, faz um mutirão com outras mães bem-humoradas pra comprar no atacado. Elas garantem, é só vantagem. Cada uma vai pegando uma coisa e depois é hora de uma ir pra fila enquanto as outras duas continuam pegando as coisas. Fica mais rápido, mais fácil e mais barato pra todo mundo.

 

Fonte: G1

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Comércio paulistano fecha 2015 com queda de 8% nas vendas

A retração no varejo persistiu no Natal, que registrou o pior resultado do Plano Real, de acordo com balanço da ACSP

O ano é novo, mas isso não significa renovação de estoques para o comércio. Como já era esperado, as vendas do varejo paulistano mantiveram a trajetória de queda e encerraram 2015 com saldo negativo de 8% – o pior desde o Plano Real.

Os dados são do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), divulgado nesta segunda-feira (04/01). Em 2014, o setor fechou em alta de 1,7%.

Desta forma, nem o Natal salvou os resultados: apesar da alta de 20,8% nas vendas a prazo, e de 42% nas vendas à vista em dezembro ante novembro, ambos os resultados ficaram muito aquém da média dos três anos anteriores – de 22,2% e 53%, respectivamente, na comparação mensal.

No caso das vendas a prazo, o resultado já era esperado em razão da alta dos juros, da desaceleração do crédito para a pessoa física e da queda na confiança do consumidor puxada pela insegurança no emprego, diz Emílio Alfieri, economista da ACSP.

“Já nas vendas à vista, o consumidor acabou usando a segunda parcela do 13º salário. Mas isso não foi suficiente para reverter a queda no mês”, afirma.

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Na comparação de dezembro de 2015 com igual período de 2014, a queda média foi ainda mais significativa e ficou em 14,5% – o pior resultado desde o início do Plano Real.

De um lado, a queda na massa salarial de 2,2%, segundo o IBGE, e de outro, a alta do dólar em mais de 48%, que influenciou o custo de itens como os de vestuário, por exemplo, colaboraram para o resultado.

“Tudo isso impactou até a compra de presentes de menor valor”, completa Alfieri.

Para 2016, a expectativa é que o ritmo de queda nas vendas seja menor ao longo do ano. Ainda assim, os resultados do varejo continuarão no vermelho, segundo Marcel Solimeo, economista-chefe e diretor do Instituto de Economia Gastão Vidigal/ACSP

 

Fonte: Diário do Comércio.

 

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Correria de Natal: Consumidores deixam compras para última hora e fluxo cresce 50%

Nem mesmo o cenário econômico retraído foi capaz de frear o consumidor de ir às compras de Natal na última hora. Nesta semana, os soteropolitanos lotaram as lojas dos shoppings e do comércio de rua da capital baiana. De duas semanas para cá, o fluxo nas lojas  cresceu 50%.  Na noite de segunda-feira, por exemplo, o engarrafamento para entrar no Shopping Barra chegou até as proximidades do Instituto Médico-Legal, nos Barris.

O aumento no fluxo foi percebido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL). “Isso é uma característica do brasileiro: deixar tudo para a ‘Hora H’. Mesmo que com o bolso  apertado, o Natal ainda tem esse lado que envolve o sentimento”, explica o presidente Frutos Dias Neto.

Segundo levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) 19,6 milhões de pessoas devem comprar os presentes apenas na semana do Natal.

Neste ano,  o gasto médio do presente diminuiu de R$ 125,22 em 2014 para R$ 106,94 em 2015, o que representa uma queda de 22% com a inflação acumulada no período. Neto revela ainda que espera um crescimento de 5% nas vendas em comparação ao mesmo período do ano passado. “Se abatermos a inflação (na casa dos 10%), porém, há uma queda real de 5%”.

O aumento no movimento dos corredores dos shoppings trouxe um ar de esperança aos lojistas, depois de um ano de quedas consecutivas no volume de vendas do varejo. “Aqui não tem crise, está todo mundo comprando. Vai dar para conseguir tirar comissão bem boa”, comemora a vendedora da loja Opção do Shopping Barra, Jacilene Coutinho.

Para o gerente da loja Hering, localizada no mesmo shopping,  Henrique Menezes, o varejo passou por dificuldades durante o ano, por conta da cautela do consumidor em gastar. “Ganha a venda quem oferecer mais por menos”.

A estratégia para comprar barato é pesquisar… e muito. Foi o que fez a empresária Joana D’arc Cristo, principalmente porque reduziu o limite dos presentes dos  filhos em cerca de 85% – se ano passado cada um teve R$ 7 mil para gastar, este ano a cota fechou em R$ 1 mil – sem direito a negociações. “Ano passado eles fizeram a festa, mas este tive que dar uma segurada. Eles até tentaram me convencer a comprar um iPhone, mas já barrei”, decreta a mãe de Fernando, Giselle e Graziele.

A atendente Jose Almeida, por exemplo,  bateu muita perna para encontrar a ‘Barbie Luzes’ que prometeu para a filha, pela metade do preço. “Semana passada, a boneca custava R$ 119,90. Foi um alívio voltar hoje (ontem) e conseguir comprar ela por R$ 69,90”.

Lojas de rua
No Centro de Salvador, as lojas da Avenida Sete também apostam nos dias que antecedem o Natal para esquentar as vendas. “Vai ser a nossa salvação, principalmente porque o consumidor não quer presente, mas lembrancinha”, aposta a proprietária da loja Estilo 5, Ione Sampaio, que vende qualquer peça por R$ 10.

Na loja Shopping 10, onde o valor dos produtos varia entre R$ 5 e R$ 35, o fluxo nos últimos dias já aumentou 30%. O preço médio em compras está em R$ 300, como afirma a gerente de estoque da loja, Silmara Araújo.

“A gente não sabe ainda se vai dar para reverter as perdas, mas, com certeza, vamos fechar o ano melhor”, considera. “Mesmo com a recessão, as pessoas ainda fazem um esforço para comprar”, acrescenta ela.

Esforço que a aposentada Dilma Ribeiro tem feito já há alguns meses, a fim de comprar o presente dos familiares sem se endividar. Juntou um extra ao décimo terceiro e destinou R$ 6 mil só para os gastos de fim de ano.

“De lembrancinha em lembrancinha, o dinheiro já foi todo. Comprei à vista, porque não gosto de começar o ano devendo”, confessa a aposentada, que saiu de uma das lojas da Avenida Sete com mais de dez presentes.

Fonte: Correio 24 horas

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Para vender rápido, ação promocional ganha força

A estratégia não é nova e nem sempre criativa, mas vende. Promoções como “leve três, pague dois” e ofertas de prêmios para quem comprar um determinado produto ganham força em tempos de crise. Com estoques altos e vendas fracas no varejo, a ordem é intensificar as ações de marketing que efetivamente tragam resultado – e no curto prazo.

“O consumidor está cortando gastos. As empresas precisam de ações que façam ele tirar o dinheiro do bolso e comprar”, afirma o sócio-presidente da agência Bullet, Fernando Figueiredo. Um apelo emocional pode ajudar nessa hora. A Bullet criou uma promoção para a Ford que sorteou uma viagem com tudo pago para clientes fazerem o test drive do novo Focus Fastback no circuito de rua de Mônaco e na exuberante rodovia Atlantic Road, na Noruega. Para participar, os clientes deveriam primeiro fazer o teste na concessionária.

“O número de visitas às concessionárias caiu ainda mais do que as vendas de carro. As montadoras precisam levar o cliente para a loja”, disse Figueiredo. A Ford triplicou o número de test drives feitos no período da promoção, conta Oswaldo Ramos, gerente geral de marketing da marca. “O test drive é o grande apelo para vender. Quanto mais gente dirige o carro, maior a conversão de vendas”, explicou.
Dentro de supermercados e redes de eletrodomésticos, as marcas travam uma batalha à parte para chamar a atenção do consumidor. A Camil, marca criada em 1963, fez nos últimos meses sua primeira promoção no País. A empresa contratou o ator Mateus Solano para divulgar um concurso do “melhor arroz com feijão” do País, que dará prêmio de R$ 100 mil ao vencedor, além de “fama” nas redes sociais.

Até então, a marca não precisava de promoções porque o brasileiro dificilmente deixa de comprar seu produto. Mesmo na crise, as vendas de arroz e feijão continuaram a crescer este ano – respectivamente, 4% e 8%, segundo dados de outubro da Nielsen. “Nós, como marca premium, temos o desafio de ganhar e até manter participação de mercado”, afirmou a diretora de marketing da Camil, Andréa Martins. Segundo ela, a promoção gera engajamento entre os clientes e “protege” a marca da migração para concorrentes mais baratos. A ação teve 12 mil inscritos e deu 1,5 ponto porcentual de participação de mercado para a Camil no Nordeste, segundo Andréa.

Na mesma linha defensiva, o supermercado Extra se aliou a fornecedores. Entre setembro e dezembro deste ano, a rede promoveu “semanas de oferta” de fabricantes como Pepsico, Nestlé, Sadia, P&G e Unilever. A rede de supermercados fez um corredor especial com as ofertas do parceiro e divulgou a promoção em jornais, na televisão e por meio de mala direta. “Negociamos com a indústria descontos expressivos para dar um ganho real para o consumidor em marcas que ele deseja. Nós e a indústria ganhamos com a alta das vendas”, disse o gerente de marketing do Extra, Eandres Aguiar. Uma oferta “leve três pague dois” do sabão em pó Omo, por exemplo, trouxe incremento de 70% nas vendas naquela semana. E as vendas do Ariel líquido de 2 litros, da P&G, mais que dobraram.

Pontos. Dentro das promoções, há também oferta de pontos de programas de fidelidade. Os varejistas da rede Dotz deram pontos extras para os clientes que comprassem 500 produtos selecionados em oito ações nacionais feitas no ano. “O ponto é um atrativo para o cliente e ajuda o varejo a vender mais”, disse Roberto Chade, presidente da Dotz. Segundo a empresa, os parceiros venderam 1,6% mais durante os dias de promoção.

O ponto também é usado para a indústria conseguir um espaço melhor no próprio varejo. De acordo com Emerson Moreira, presidente da LTM, rede de fidelidade focada no pequeno varejista, a indústria investiu 30% mais neste ano na concessão de recompensas ao lojista. “As marcas querem mais exposição nas gôndolas. Como o consumo não cresce, a disputa hoje é por market share.”

Fonte: Estadão

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