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63% dos brasileiros querem gastar menos no Natal

No Natal de 2015, o brasileiro deverá mudar radicalmente seus hábitos de consumo, gastando menos do que na mesma data do ano passado. Neste ano, 63% dos entrevistados ouvidos pela Deloitte em sua pesquisa anual sobre os hábitos de consumo no Natal afirmaram que pretendem desembolsar menos do que no ano anterior.

A previsão da consultoria, com o levantamento, é de que R$ 1,5 bilhão a menos serão gastos com presentes – no total, serão movimentados aproximadamente R$ 53 bilhões neste Natal.

Além disso, a pesquisa concluiu que o consumidor deve eleger as lojas virtuais como o principal “local” de compras, além de buscar antecipar para a Black Friday a aquisição de eletroeletrônicos para aproveitar os descontos oferecidos na data

Classes sociais

O corte nos gastos é generalizado e atinge todas as classes sociais. A redução, entretanto, é mais acentuada nos estratos de menor renda: 72% nas classes D/E, 64% na classe C e 56% nas classes A/B.

“A perspectiva do consumidor mudou neste ano. A pesquisa mostra claramente que todas as classes sociais estão sentindo o impacto da economia, inclusive as classes A e B”, afirma Reynaldo Saad, responsável técnico pela pesquisa.

 

Fonte: Estadão

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Black Friday Legal: mais de 600 varejistas ganham “selo de confiança”

A Black Friday é o maior evento para consumistas ao redor do mundo, inicialmente ele só era “comemorado” nos Estados Unidos, mas a popularidade passou a ser tão grande que se espalhou ao redor do mundo. Infelizmente aqui no Brasil faz poucos anos que as promoções relacionadas chegaram, e por isso ainda há muitas varejistas que oferecem produtos pela “metade do dobro”. Só que isso certamente está mudando.

De acordo com informações divulgadas pelo Camara-e.net e Sebrae, cerca de 631 lojas já estão pré-aprovadas pela iniciativa Black Friday Legal. A novidade foi idealizada pela Câmara Brasileira de Comércio Digital para incentivar as companhias a oferecerem promoções de verdade durante o evento de consumistas.

Dessa forma os compradores poderão adquirir produtos com mais tranquilidade nessas lojas, sabendo que as promoções são reais. As varejistas que passaram no programa receberam o selo de Black Friday Legal, e os consumidores poderão visualizar a autenticidade do site assim que começarem a temporada de compras. Mais lojas devem participar da iniciativa, já que a inscrição para ganhar o selo termina apenas nesta segunda-feira (23/11).

É claro que não basta se inscrever no programa para ganhar o selo, as empresas precisam seguir alguns requisitos, é necessário que representantes participem de palestras, e claro, oferecerão promoções reais. A Black Friday ocorrerá nesta próxima sexta-feira (27/11).

Fonte: Varejista

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Qual será o saldo da crise em 2017?

Muito se especula sobre quando de fato enxergaremos o final dessa crise. Os principais indicadores de mercado, como taxas de juros, inflação, desemprego desenham um cenário de certezas e inseguranças para todos, seja para quem produz, para quem vende ou para quem consome.

Mas e aí? Dá para ficar somente pensando em crise, esperando que um dia o mercado se resolva?

É melhor que não. Embora seja cada vez mais difícil esboçar um cenário de médio e longo prazo, principalmente por conta da tempestade econômico-política que estamos enfrentando, os especialistas de alguns mercados esboçam uma retomada do mercado apenas a partir de 2017.

E não para por aí, alguns esboçam uma década perdida até que a gente volte aos mesmos patamares.

Mas então, o que fazer?

Falando principalmente sobre consumo, eu acredito que devido à crise, estamos passando por um período de transformação. Ao final desse ciclo, eu acredito que teremos um novo cenário, onde indústria, varejo e consumidores estarão mais maduros. E isso será bom.

É fato que o consumo ainda depende, e muito de bancos e instituições financeiras. Não é somente o consumidor que está receoso e comprando menos. A restrição que há hoje ao crédito está literalmente parando o mercado de produtos que exijam um poder maior de compra, como eletroeletrônicos, automóveis e imóveis.

Porém, acredito que mesmo que a disponibilidade de crédito seja retomada, o cenário fará com que o consumidor esteja um pouco mais serene em suas decisões de compra. Fatores como desemprego ou alta taxa de juros ainda irão afastar o consumidor de compras a longo prazo.

Se é verdade que nos últimos anos muita gente cresceu fomentada por uma bolha de consumo, com pleno emprego, crédito fácil e subsídio do governo, o mercado aos poucos vai se ajustar aos novos tempos.

Temos que entender que o cenário que se desenha ao final de 2016 é o cenário do “novo normal” da economia, e que a partir daí todas nossas estratégias de vendas, crescimento e expansão, deverão ser baseadas neste.

2016 será desde já um ano difícil, mas as empresas que souberem se adequar às novas demandas, sairão não somente prontas, mas fortalecidas para um novo crescimento.

 

Fonte: Administradores

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Pesquisa aponta aumento no índice de perdas no varejo brasileiro

Segmento de Micro, Pequenas e Médias Empresas foi o que apresentou o maior índice. Inadimplência é a principal causadora das perdas.

O Instituto Brasileiro de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) divulgou, na semana passada, os resultados preliminares do relatório anual “15ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro”, elaborado pela entidade em parceria com o Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), e a Academia de Varejo. A edição traz os resultados referentes a 2014.

De acordo com o levantamento, naquele ano, as perdas nas atividades de comercialização de bens associadas a roubos, furtos e problemas operacionais foram de 2,89% do faturamento líquido das empresas varejistas brasileiras. Em relação a 2013, o índice aumentou, passando de 2,31% para 2,89%. E, na comparação com dados internacionais, é substancialmente maior do que os índices registrados na América do Norte (1,49%), Europa (1,27%), América Latina (1,60%) e Ásia/Pacífico (1,16%).

Dois fatores explicam esse resultado, segundo o presidente do Conselho do Ibevar/Provar, Cláudio Felisoni de Angelo. O primeiro é um melhor dimensionamento das perdas por parte das empresas varejistas, e o segundo está relacionado ao aumento das vendas não acompanhado de medidas preventivas adequadas.

“Essa tendência, particularmente a partir de 2011, decorre dos sinais pouco alentadores da economia, que levaram os varejistas a olhar o seu negócio do balcão para dentro e preocupar-se mais com a segurança e com o que está acontecendo na empresa. Esses indicadores mostram um número significativamente maior no Brasil, e as explicações são muitas: dizem respeito à própria operação do varejo; ao ambiente em que esta operação acontece, ou seja, a economia de um modo geral; e a aspectos culturais que impactam o negócio”, analisa Felisoni de Angelo.

O estudo abrangeu um total de 3.157 estabelecimentos – 80% deles localizados nas regiões sul e sudeste – dos segmentos de supermercados, farmácias e drogarias, material de construção e Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs). A pesquisa no segmento MPMEs foi realizada pelo Sebrae, com 185 empresas dos ramos de alimentação, autopeças/pneus, construção, farmácias, informática, papelarias e livrarias, móveis, óticas, outros especializados, perfumaria e cosméticos, serviços, supermercados, hortifrútis, lojas de conveniência e vestuário/calçado/moda, e anexada ao relatório. O total de empresas que participaram do levantamento representa um faturamento bruto estimado em R$ 131,3 bilhões, pouco menos de 10% das vendas totais de bens no Brasil.

Por setor, o de MPMEs foi o que registrou o maior índice de perdas, com 4,44%, seguido pelos segmentos de supermercados (2,98%), material de construção (1,72%) e farmácias e drogarias (0,38%). Entre as causas das perdas, no segmento MPMEs, a inadimplência aparece em primeiro lugar (0,54%), seguida por produtos danificados (0,35%); outros (0,30%); assaltos (0,22%); e problemas com cheques (0,17%). No segmento de supermercados, 33,35% das perdas ocorreram por quebra operacional; 16,59% por erros de inventário; e 16,03% por furto externo.

No ramo de material de construção, erros operacionais também aparecem como os maiores responsáveis por perdas, com 26%, seguidos de quebras operacionais (22%) e furto interno (21%). E, nas farmácias e drogarias, quebras operacionais, com 25%, foram as maiores causas das perdas registradas. Em segundo lugar vêm erros operacionais (19%) e, em terceiro, com 15% cada um, furto interno, furto externo e outros fatores não listados.

“Essa pesquisa é importante porque ajuda a orientar a ação dos varejistas. Embora as medidas possam não ser tão precisas e até influenciadas pelo próprio questionário, ela tem um caráter pedagógico porque ‘ilumina’ determinado setor e determinadas áreas com problemas, e as empresas passam a olhá-los com mais atenção”, destaca o executivo.

Fonte: Executivos Financeiros

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Como as varejistas têm se saído na crise?

Inflação alta, juros elevados, redução da renda disponível, PIB em queda e crescimento do desemprego. As variáveis macroeconômicas não têm contribuído para o bom desempenho das empresas ligadas ao varejo de moda. Apesar do cenário recessivo, algumas companhias têm obtido resultados satisfatórios. Analisei as ações de Arezzo (ARZZ3), Grendene (GRND3), Lojas Renner (LREN3), Marisa (AMAR3), Guararapes (GUAR3) e Hering (HGTX3).
As ações das empresas ligadas ao mercado doméstico eram a opção preferida dos investidores nos últimos anos em decorrência do cenário macroeconômico benévolo: inflação controlada, juros baixos, queda do desemprego e elevação da renda. Contudo, a situação se reverteu acentuadamente nos últimos 18 meses. Logo, foi natural que os investidores passassem a mostrar receio de continuarem posicionados nessas ações.
O sentimento para o setor é negativo.
Reportagens têm destacado o aumento do estoque das varejistas. Em um cenário recessivo, a administração de estoques deve ser acompanhada de perto. A produção deve acompanhar o ritmo das vendas a fim de evitar o acúmulo de estoque, o que pode drenar o capital de giro, alocando recursos em um ativo ocioso. E com Selic a 14,25% ao ano, buscar recursos no mercado pode ser fatal.
Das empresas listadas em bolsa analisadas, apenas Grendene e Hering apresentaram crescimento do prazo médio de estoque comparando­-se os 12 meses encerrados em setembro de 2015 com o mesmo período de 2014. O crescimento do prazo nas duas empresas ficou ao redor de 14%. Marisa e Guararapes tiveram crescimentos modestos na duração do estoque, enquanto Arezzo e Lojas Renner, queda no indicador.
O diretor da Grendene na teleconferência de resultados informou que houve uma antecipação da produção referente ao quarto trimestre, o que explicaria o aumento do número de dias do estoque em setembro. Logo, no geral, não se pode dizer que as empresas estejam excessivamente estocadas.
Um erro cometido em certas análises é comparar a conta de estoques de 2015 com a de 2014. Como na maior parte das empresas, com exceção de Marisa, houve acréscimo na conta, alguns agentes falaram apressadamente que as empresas estavam superestocadas. Mas como a maior parte das empresas apresentou incremento das vendas entre os 12 meses encerrados em setembro de 2015 na comparação com o mesmo período de 2014, os estoques aumentarem era uma conclusão natural.
Das seis empresas, quatro apresentaram incremento da receita no período: Lojas Renner (18,9%), Guararapes (18,2%), Arezzo (10,3%) e Grendene (3,4%). Marisa teve receita praticamente estável ( -­0,4%) e apenas Hering apresentou decréscimo de 5,9% no faturamento. Logo, o correto é observar o prazo médio dos estoques e não simplesmente olhar a conta de estoques localizada no ativo.
É verdade que muitas vezes a redução de estoques se dá com a concessão de descontos, o que reduz as margens. Contudo, tendo em vista o cenário desafiador, pode­-se dizer que as empresas estão sabendo administrar com sapiência seus estoques.
Além disso, o retorno sobre o patrimônio tem se mantido elevado apesar da queda em comparação a um ano atrás, em decorrência principalmente dos descontos e da inflação de custos: Lojas Renner (28,4% em setembro/15 versus 31,4% em setembro de 2014), Arezzo (20,1% em setembro/15 versus 22% em setembro de 2014) e Hering (27,9% em setembro/15 versus 32,6% em setembro de 2014). Grendene fez ainda melhor aumentando a rentabilidade no período de 20,7% para 23,2%, beneficiando­-se da melhora do retorno de suas exportações. Apenas Marisa teve retorno negativo de 0,8% e Guararapes, redução acentuada do retorno no período de 17,3% para 12,3%.
Apesar dos números em geral satisfatórios, as ações do setor não têm tido bom desempenho nos últimos 12 meses. Apenas os papéis de Renner e de Grendene tiveram valorização, de 29,4% e 5,6%, respectivamente. O comportamento dos investidores pode estar contaminado pelo sentimento negativo em relação ao setor. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a queda no varejo no país deve ser de 5%.
Contudo, como comentado acima, as varejistas listadas têm apresentado, em regra, crescimento do faturamento e retornos atraentes.
A queda de 50,8% das ações de Marisa pode estar relacionada ao retorno pífio e à estabilidade da receita. Já o declínio de 44% de Guararapes pode refletir o decréscimo do retorno sobre o patrimônio e o prazo médio elevado dos estoques de 156 dias, bem superior ao das concorrentes. Já a depreciação de 17% das ações de Arezzo pode estar mais afeita ao sentimento negativo em relação ao setor. No caso de Hering, o resultado pode não ter sido brilhante, mas justifica uma queda de 33% das ações em 12 meses? O retorno sobre o patrimônio em setembro de 2015 chegou a 27,9%.

 

Fonte: Valor Econômico

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Varejo aumenta cautela e reduz planos de expansão para 2016

Grandes redes de varejo estão mais cautelosas com seus planos de investimento em novas lojas para o próximo ano e anunciaram redução das aberturas pela frente. A alta de custos e a incerteza sobre o comportamento dos consumidores têm feito as companhias segurarem projetos, o que também leva ao adiamento de inaugurações de shoppings.

Varejistas como Riachuelo, Magazine Luiza, Cia. Hering e Via Varejo devem abrir em 2016 menos lojas do que abriram este ano. Mesmo a Lojas Renner, que tem um plano para quase dobrar o número de lojas de sua principal marca em oito anos, falou em cautela para 2016, embora acredite que haverá oportunidades.

A Riachuelo reduziu o plano de inaugurações, que era de 80 lojas para os anos de 2015 e 2016, para apenas 43. Assim, após a conclusão de 28 aberturas este ano, sobrarão apenas 15 para o ano que vem. Para o Magazine Luiza, que abre 30 lojas novas este ano, 2016 servirá para “tirar o pé” do acelerador, segundo o diretor superintendente, Marcelo Silva. Na Cia. Hering, expansão não será o foco para o próximo ano, disse o diretor de finanças e de relação com investidores da empresa, Frederico Oldani.

Mesmo sem dar números, a Via Varejo, dona das Casas Bahia e do Pontofrio, afirmou que deve revisar o seu plano de abrir 210 lojas entre 2014 e 2016. “Estamos mais cautelosos, diante do ambiente desafiador”, disse o diretor de Relações com Investidores e Planejamento Estratégico, Marcelo Rizzi de Oliveira.

Os desafios nos planos de expansão são explicados pela combinação de aumento de custos com itens como energia, reformas e mão de obra, o que eleva a taxa de retorno necessária para que o investimento seja viável. Essa pressão ocorre justamente num momento em que há queda no tráfego de clientes nas lojas. O fluxo de pessoas no varejo registra retração de 6,1% no terceiro trimestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da empresa de monitoramento Virtual Gate.

Nos shoppings, essa equação envolve a busca de equilíbrio entre custos de aluguel e as vendas potenciais, algo desafiador em especial em centros de compras novos e com menor taxa de ocupação.

Embora tenha dito que será preciso cautela diante da aceleração da economia brasileira, o presidente da Renner vê oportunidades mesmo em shoppings com ocupação menor. Em empreendimentos mais novos, pode acontecer de o aluguel cobrado ser um pouco reduzido para ajudar a atravessar o momento de dificuldade.

“Nos shoppings com vacância entre 30% a 40%, temos conseguido vendas dentro do orçado, o que mostra que esses shoppings podem representar uma oportunidade para nós”, declarou José Galló, da Renner. “Ainda assim, vamos ter que equilibrar essa oportunidade com uma cautela, é isso que vai definir o número de lojas para o ano que vem”, afirmou.

Adiamentos

A menor disposição dos varejistas em comprometer recursos para o próximo ano tem feito algumas companhias de shoppings adiarem lançamentos.

A Iguatemi postergou a abertura de dois outlets. Um empreendimento em Santa Catarina foi adiado para outubro de 2017, frente previsão anterior de outubro de 2016, enquanto a abertura de outro em Nova Lima, em Minas Gerais, deve acontecer em 2019, na comparação com a expectativa anterior de outubro de 2017.

“Os lojistas têm a preocupação de passar o primeiro semestre de 2016 sem investimentos para entender como vai ser esse momento de ‘vale’ do Brasil, portanto estamos alterando algumas datas desses empreendimentos para que eles comecem os investimentos num momento mais interessante da economia”, disse o diretor presidente da companhia, Carlos Jereissati.

A BR Malls postergou de 2017 para 2018 a previsão de inauguração do Catuaí Shopping Cascavel e das expansões em outros dois empreendimentos, o NorteShopping e o Independência. “Os três casos têm especificidades, mas, dada a desaceleração da economia, não temos nenhuma pressa de acelerar os projetos”, afirmou o diretor presidente, Carlos Medeiros.

Fonte: Isto é Dinheiro

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Consumidores desconhecem preços em queda na segunda quinzena do mês

A inflação voltou a incomodar em 2015 e, junto com ela, voltaram à pauta das famílias os cortes no orçamento. Ou seja: planejamento financeiro virou assunto recorrente após alguns anos de grande oferta de crédito. Apesar disso, o consumidor ainda está comprando no pior momento quando se fala em preço.

Na segunda quinzena do mês, a partir do dia 17, os preços caem. E o consumidor, que deveria aproveitar esse movimento predominante em todos os setores do varejo, costuma ir menos ao ponto de venda. De acordo com uma pesquisa em escala nacional feita a pedido do iG pela Virtual Gate, empresa especializada em monitoramento e contagem do fluxo de pessoas, a média da queda de clientes nas lojas nos últimos 12 meses foi de 11,3%. As exceções ficam por conta apenas de novembro e dezembro, reflexo de 13º salário, Black Friday e Natal.

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Para Caio Camargo, diretor de Relações Institucionais da empresa, o consumidor ainda não percebeu que é vantagem comprar na segunda metade do mês, ainda predominando bastante a compra por impulso. “Do lado do consumidor é aquela coisa: ‘eu sei que tenho hoje e não sei quanto ou se vou ter amanhã’”, pondera, acrescentando que essa mudança afeta mais fortemente o trabalhador que ganha menos e, portanto, tem a maior parcela do salário sendo consumida logo após receber.

Já do lado do comerciante, Camargo explica que a queda no fluxo de vendas é devido ao menor número de opções ofertadas, o que força o varejo a baixar o preço. “Tem de tentar dar um estímulo para o consumidor, senão a queda seria muito maior do que essa média de 11,3%”, diz.

A tendência de queda de preços e fluxo de clientes é observada em todos os setores do varejo. Um dos melhores exemplos é o segmento de produtos de farmácia, cosméticos, higiene e beleza, que tem queda média de 30% a partir do dia 17 de cada mês.

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Fonte: Economia IG

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Fluxo de pessoas no varejo cai 5,5%

Queda foi registrada no mês de outubro em relação ao mesmo período do ano passado

O mês de outubro registrou queda de 5,5% no fluxo de pessoas no varejo, em comparação com o mesmo mês do ano passado. A análise é da Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de tráfego de pessoas em lojas de varejo.

No acumulado do ano, os dados apontam queda de 6,5%. Em comparação com setembro, porém, o mês de outubro registrou crescimento de 8,7%. A pesquisa foi realizada com mais de 1200 lojas.

Regiões

A análise aponta que houve queda de 11,5% na média da região Norte. As regiões Sudeste e Sul possuem as menores reduções na comparação de outubro de 2015 com o mesmo período de 2014, com 3% e 3,4%, respectivamente. O Nordeste aparece com queda de 6,2% e o Centro-Oeste, com 5,2%.

Fonte: Supermercado Moderno

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Será que é possível escapar do modelo de estímulo ao consumo?

Certa vez, em um Congresso de Comunicação, tive a chance de ouvir um profissional do mercado contar sobre as dificuldades de se conectar aos seus consumidores, como se não falassem a mesma língua e não tivessem os mesmos interesses. Então, percebi que era tempo de buscar pistas, um caminho para compreender os hábitos, os costumes e formas de pensar dos consumidores. Nessa situação, conclui que a gente precisa se encontrar com as pessoas, conversar, observar, questionar, tentar entender como vivem e pensam para que toda e qualquer ação traga algum retorno positivo.

Foi quando passei a me apaixonar pelas vacas magras! Sim… Elas marcam um tempo em que as marcas são involuntariamente impulsionadas a fazer tudo isso: a se reinventar para alcançar o consumidor, a se desconstruir para se reconstruir de maneira mais inovadora e, assim, manter a sua força.

No Brasil, não há um processo contínuo de crescimento econômico. Somente um eterno movimento cíclico de altos e baixos, tempestades e bonanças

Aqui, a coisa é com muita emoção, e isso deixa qualquer um de cabelo em pé. Assim, em tempos difíceis como o atual, é a hora de apertar os cintos. Não tem jeito.

Mas, e aí? Como passaremos de um modelo econômico focado no estímulo ao consumo para o momento atual em que o mandamento é segurar a onda? Pararemos todos de comprar? Afinal, segundo os economistas a regra é comprar só aquilo que se precisa (que grande dilema, hein!). A esta altura do campeonato, o que realmente é necessário?

É aí que aparece um dos “x” dessa questão: a régua que o seu consumidor usa pode ser muito diferente da sua. Nossas escolhas estão imbricadas no jogo social do qual participamos ativamente. Como definimos o que é supérfluo e o que é necessário? Classe, idade, gênero, trajetória e posições sociais são variantes determinantes na nossa escala de desejos de consumo e na hierarquização do que é necessário ou não.

O consumo excessivo de produtos e serviços costura todas as relações sociais. Não é raro observar a presença de um discurso negativo sobre o consumo, sempre apontando-o como a grande causa de todos os problemas atuais (sejam econômicos ou ambientais), mas esses especialistas esquecem que só é possível consumir algo que foi produzido. Esses são fenômenos siameses, como duas faces de uma folha em branco: inseparáveis.

Mas, em vez de refletir sobre isso, insistimos em culpar sempre os consumidores, seja pelo excesso do consumo ou pelos prejuízos ambientais… E fica a pergunta: será que a solução para esse impasse está em incentivar a diminuição do consumo do outro?

Afinal, como construir um discurso legítimo, que convença milhares de brasileiros que só agora, depois de séculos, puderam comprar o primeiro carro, de que o legal é andar de bicicleta?

Se olhássemos para a sociedade apenas por este prisma, não existiriam motivos para festejar quando a economia batesse recordes de produção ou de crescimento, nem para protestar quando o consumo das famílias aumentasse. Precisamos avaliar os fenômenos com o mesmo peso e a mesma medida, pois são duas pontas do mesmo fenômeno social.

Não é difícil afirmar que empresas que olham mais para dentro do que para fora estão com os dias contatos. E por que algumas dão tão certo? A resposta é clara: empresas de sucesso são aquelas que ajudam o seu público alvo, que sabem onde aperta o calo do seu consumidor, que criam modelos de negócio apoiados no estilo dele, tornando-se necessárias, criando desejos aliados aos hábitos desse consumidor.

Vivemos um modelo de sociedade cujo ato de consumir tem significados eternos. Consumir é muito mais do que uma simples relação de compra e venda, de débito e crédito. Ao comprar, criamos significados, acessamos novos universos, construímos nossa identidade e marcamos nossa diferença. E mais, produzimos novas formas de viver e ver o mundo. Encontramos um lugar no mundo. Compro, logo existo!

 

Fonte: Draft

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Segmento de serviços cresce nos Shopping Centers

Muito mais que um local para compras, os shopping centers têm se tornado também grandes centrais de serviços. Salões de cabelereiros, chaveiros, casas de câmbio, postos da Polícia Federal e INSS são alguns das operações que podem ser encontradas dentro de malls brasileiros.

Toda essa comodidade tem trazido um desempenho positivo para o segmento de conveniência/serviços, que cresceu 7,3% em 2015, segundo o monitoramento de mercado do mês de setembro, realizado pela empresa de pesquisa Ipsos sob encomenda Abrasce. De acordo com o Perfil do Frequentador de Shopping Center, elaborado pela GfK para a entidade, 12% dos frequentadores têm a busca por serviços como principal motivo de visitas ao empreendimento.

“Com a variedade de serviços nos shoppings, o frequentador pode resolver a vida em uma só visita. Os serviços são estratégicos para o mall por gerar fluxo de pessoas, que, uma vez no shopping, podem fazer uso de outras operações, como lojas, alimentação, lazer e entretenimento”, avalia Glauco Humai, presidente da Abrasce.

 

Fonte: Abrasce

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