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Desemprego em alta reduz confiança de varejistas para o Natal

A apenas três meses do Natal, a época do ano mais esperada pelos varejistas, os dados da Pesquisa Mensal de Emprego divulgados, nesta quinta-feira, dia 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam a preocupação da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). ”Os números continuam muito ruins. O desemprego segue em alta pelo oitavo mês consecutivo e, infelizmente, este ano não estamos vislumbrando um Natal com boas vendas. O consumo está freado”, comenta Honório Pinheiro, presidente da CNDL.

Atingindo o patamar de 7,6%, depois de bater 7,5% em julho, a taxa de desemprego apresentada foi a maior para o mês desde 2009. Outro índice preocupante foi o rendimento médio real habitual, que apresentou queda de 3,5%, na comparação com agosto do ano passado. “Os números refletem o cenário ruim que estamos vivenciando e os reflexos da inflação alta. Hoje temos menos trabalhadores empregados e ainda por cima com salários menores, em termos reais”, explica.

Para Pinheiro, os varejistas devem se preparar para um Natal fraco e atípico. “O Natal é a grande festa para o varejo. Estamos apenas três meses da data, época que muitas empresas já pensam nas contratações temporárias. Esse ano está bem diferente, acredito que além das vendas fracas, haverá uma grande queda em relação a essas novas vagas. Diante desse cenário, essa é a hora que o varejista precisa ser criativo e buscar diferentes alternativas de vendas”, alerta o presidente da CNDL.

Fonte: Economiasc

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Vendas do Dia das Crianças podem ter pior resultado em 12 anos, diz CNC

Data deve movimentar R$ 4,3 bilhões este ano.
Crédito mais caro prejudica resultados, segundo a entidade

O volume de vendas voltadas para o próximo Dia das Crianças deve ter seu pior resultado em 12 anos, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). A expectativa é que as vendas tenham queda real de 2,8% este ano, na comparação com 2014.

Ao todo, a data – que é a quarta mais importante do calendário do varejo brasileiro – deve movimentar R$ 4,3 bilhões este ano.

De acordo com a CNC, a manutenção do ritmo de consumo visto nos últimos anos é prejudicada pela contração do mercado de trabalho e principalmente pelo encarecimento do crédito.

“Cálculos da CNC baseados em dados do Banco Central relativos às condições de crédito revelam que as prestações decorrentes dos empréstimos e financiamentos contraídos pelos consumidores estão, em média, 7,7% mais caras que há um ano”, diz a entidade em nota.

Na divisão por segmentos, o de artigos de uso pessoal e doméstico deverá ser o único a apurar alta nas vendas (+4,6%). Principal responsável pela venda de brinquedos e eletroeletrônicos, esse ramo deverá responder por 37,5% do faturamento do varejo com a data em 2015.

A previsão da entidade é que os outros ramos influenciados pela data, como hipermercados (-2,8%), vestuário (-3,2%) e livrarias (-12,3%), registrem recuos em relação ao ano passado.

Fonte: G1

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Termômetro do Varejo aponta alta nas vendas de material de construção em agosto

O Termômetro do Varejo é o índice que analisa, mensalmente, a atividade econômica no comércio da capital gaúcha para os segmentos de material de construção, vestuário e calçados

Os dados mais recentes do Termômetro do Varejo, índice mensal do Sindilojas Porto Alegre, apresentam um aumento de 0,4% nas vendas do setor de material de construção em agosto, se comparado com o mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2015, o setor registrou um aumento de 0,2% nas vendas.

Por outro lado, o segmento de vestuário e calçados teve uma queda de 1,5% em comparação com o que foi vendido em agosto de 2014. No acumulado de 2015, o resultado também apontou redução, tendo queda de 1,8%.

O Termômetro do Varejo é o índice que analisa, mensalmente, a atividade econômica no comércio da capital gaúcha para os segmentos de material de construção, vestuário e calçados. O conteúdo completo da pesquisa está disponível para os associados ao Sindicato. O material inclui informações da Pesquisa Mensal do Comércio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Fonte: Administradores

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Reflexo da economia – Ruptura cresce nos Supermercados brasileiros

Segundo dados da NeoGrid, a ruptura aumentou cerca de 29% em julho de 2015, comparado ao mês anterior. Para o diretor de relacionamento do varejo e indústria da NeoGrid, Robson Munhoz, a alteração na ruptura pode estar relacionada a fatores como a insegurança dos varejistas diante do momento de instabilidade econômica do país. “Com receio de uma possível retração nas vendas, o varejo passou a se preocupar ainda mais com os excessos de estoque e a diminuir os pedidos para a indústria – e um dos reflexos desse comportamento é a falta de produtos nas prateleiras”, afirma.

Principais Causas
O levantamento indica que a principal causa para a falta de produtos nas prateleiras está relacionada à falha logística (58,51%). Nos outros 40,81% dos casos, as falhas foram referentes à execução de loja, mais especificamente por dois fatores: gôndola desabastecida (o produto estava disponível no estoque físico da loja, mas a prateleira não foi reabastecida) e estoque virtual (o número de produtos que consta no sistema de informações da loja é diferente da quantidade que, fisicamente, está disponível para venda ao consumidor).

 

Fonte: Giro News

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Marcas econômicas e Premium despontam com a crise

Revés ou oportunidade? Produtos mais baratos e sofisticados se destacam em meio à recessão

Uma pesquisa divulgada pela dunnhumby, multinacional inglesa líder em ciência do consumidor, mostra que as marcas que estão se saindo melhor em meio à crise são as que buscam se diferenciar no segmento Premium, e aquelas que vendem por preços bem mais baixos.

O estudo feito pela empresa que atende grandes nomes do varejo nacional e internacional, entre eles Tesco, Pão de Açúcar e Macy’s, prova que são as marcas e produtos que se encontram bem no meio do espectro de valor que tendem a perder espaço no mercado.

Mas o que uma marca precisa ter para se destacar dentro de sua própria categoria no cenário atual? Para entender como a crise vem afetando os hábitos de consumo da população brasileira, o trabalho analisou o comportamento de 700 consumidores na hora de comprar, levando em consideração seis categorias de produtos. Confira a seguir quais são os atributos decisivos na composição da cesta do brasileiros hoje em dia:

Diferenciação e fidelidade
Mais da metade dos brasileiros (66%) passaram a visitar mais supermercados em busca do melhor preço. No total, 80% dos entrevistados começaram a economizar em alguns produtos para manter o padrão no que é mais importante para eles. Segundo a pesquisa, os consumidores que elegem determinada categoria como importante são os que mantêm seus gastos em marcas premium. Já os que não têm preferência acabam migrando para produtos mais baratos, fazendo com que as marcas com menor diferenciação e fidelidade percam mais com o movimento.

Substituir para economizar
As categorias em que os consumidores estão mais dispostos a trocar de marca para economizar são as de produtos de limpeza, higiene e perfumaria, massas e molhos e condimentos. Por outro lado, aquelas que os consumidores deixam de comprar são as fabricantes de doces, sobremesas, salgadinhos e congelados (hambúrguer, pratos congelados, lasanha, etc.). Na verdade, salgadinhos e doces são os primeiros a serem riscados da lista para 30% dos entrevistados.

Mais baratos são os mais procurados
Qualidade supera a quantidade? Bem, quando se fala em produtos de limpeza hoje em dia, os mais baratos agora são os mais procurados: 38% dos consumidores ouvidos afirmaram optar por marcas mais em conta. Na categoria de cuidados com cabelos, 27% dos entrevistados admitiram ter trocado a marca de shampoo ou condicionador por uma mais barata. Entre as mais consumidas, por exemplo, estão a Monange – no extremo mais baixo de preço da categoria – e a marca Aussie, no outro extremo de valor.

Cervejas premium e artesanais ganham maior fatia do mercado
Apesar da perda de volume da categoria como um todo, os segmentos que se dão melhor na crise são os de cervejas premium e artesanais. Das categorias pesquisadas, cervejas apresentou o maior índice de fidelidade às marcas. Se forçados a economizar, 81% dos entrevistados disseram que manteriam a marca e diminuiriam o consumo, em vez de migrar para marcas mais baratas.

Oportunidade para o varejo
As vendas em supermercados também vêm crescendo bastante, na medida em que consumidores diminuem o consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes e passam a beber mais em casa para economizar. 56% dos entrevistados afirmam que diminuíram o consumo em bares e restaurantes com a crise e 40% disseram que passaram a tomar mais cerveja em casa para economizar.

 

Fonte: No Varejo

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Tecnologia possibilita ao varejista identificar as melhores oportunidades de venda

Chamadas “horas quentes” são os momentos com maior fluxo de pessoas na loja

Todo varejista sabe qual o período de maior faturamento da sua loja. Mas, e quando, de fato, existem as melhores oportunidades de vendas, ou seja, as “horas quentes”? De acordo com Caio Camargo, diretor de Relações Institucionais da Virtual Gate, empresa especializada na contagem de fluxo de pessoas em lojas, o horário de maior número de vendas não é necessariamente o das melhores oportunidades. “O conceito de horas quentes não se baseia em vendas ou cupons emitidos, mas sim no volume de pessoas que entram no ponto-de-venda a cada hora”, explica.

A Virtual Gate analisa diariamente o fluxo de mais de 3.500 pontos. A tecnologia utilizada pela empresa possibilita ao varejista, entre outras coisas, identificar o momento com mais possibilidades de venda. “Por meio desta informação, é possível preparar de maneira adequada a equipe de vendas, com um número satisfatório de vendedores para atender adequadamente ao cliente. Pequenos ajustes como esse podem trazer resultados positivos em vendas acima de 10%”, comenta.

Outro ponto importante do conhecimento da “hora quente” é o correto dimensionamento da operação de checkout da loja. “Um dos principais motivos de ruptura no varejo é a fila no caixa. Por outro lado, manter profissionais ociosos nesta área da loja, pode significar prejuízo. Se houver um profundo conhecimento por parte do lojista de suas horas de maior fluxo, essas adequações são possíveis”, destaca. Camargo avalia ainda que esse conhecimento é importante também para outras ações. “Entendendo a real demanda por meio do fluxo de consumidores, ou seja, suas “horas quentes”, o varejista pode criar uma série de novos insights na gestão do negócio”, completa.

Sobre a Virtual Gate – Fundada em 2002, a Virtual Gate fornece soluções para o aumento de faturamento dos varejistas por meio de tecnologia que permite a gestão do fluxo do consumidor e da taxa de conversão.

A Virtual Gate atende algumas das maiores empresas do País e grandes redes varejistas, além de oferecer soluções de valor agregado para médias e pequenas empresas de todo o Brasil, com clientes em todas as regiões. A empresa conta com alguns cases de sucesso em seu portfólio como: C&A, Pernambucanas, TendTudo, Casa Show, Nike, Livraria Cultura, Lojas Americanas, Farm, Paquetá, Calvin Klein, Loungerie, L’Occitane, Sephora, entre outros.

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Crise não reduz expectativas para a Black Friday

A internet é o principal aliado do consumidor para comprar e pesquisar preços. Uma pesquisa realizada com 20 mil pessoas pelo site comparador de preços Zoom revela que, embora os consumidores estejam mais receosos com o cenário econômico atual, a maioria das pessoas (71%) pretende comprar na Black Friday se encontrar bons descontos. O estudo apontou que cada vez mais essa data ganha força no Brasil, pois 64% das pessoas afirmam realmente ter encontrado descontos significativos nos produtos.

Para os entrevistados, a Black Friday tem uma relevância ainda maior no comércio eletrônico, pois a grande maioria (85%) acredita encontrar descontos melhores nas lojas online do que no varejo físico. Além disso, a confiança dos consumidores no e-commerce também aumentou e 84% dos respondentes afirmam ter segurança sobre o recebimento do produto comprado dentro do prazo acordado com a loja.

“A Black Friday ganhou muita maturidade na edição passada e isso fez com que a confiança dos brasileiros sobre a relevância das promoções crescesse expressivamente”, analisa Thiago Flores, diretor executivo do Zoom. “Para o Varejo, o evento desse ano tem ainda mais peso, já que será a oportunidade dos lojistas liquidarem seus estoques, uma vez que o ritmo de crescimento do e-commerce desacelerou no primeiro semestre desse ano”, acrescenta.

Avanço moderado

Apesar de otimistas para a data, os consumidores estão cautelosos por se tratar de um ano em que o País enfrenta uma recessão. Por conta disso, 66% dos entrevistados avaliarão se irão gastar menos por conta da crise dependendo dos descontos que encontrarem, já 30% deles pretendem efetivamente pisar no freio nas compras e apenas 4% afirmam não terem a intenção de diminuir os gastos esse ano.

O atual cenário de alta do dólar e dos juros faz com que os consumidores passem a pesquisar ainda mais os preços e 91% dos entrevistados disseram que utilizam comparadores de preços e produtos para facilitar essa tarefa. Apesar de mais precavidos, a maioria aposta nas promoções da Black Friday, sendo que 49% tem a expectativa de encontrar melhores ofertas no evento do que nas liquidações fora de época que o varejo tem realizado para combater a crise. Outra perspectiva otimista para o evento é de que 64% das pessoas gostariam de antecipar suas compras de Natal.

Por tudo isso, a expectativa de tíquete-médio para a data continua a mesma do ano passado, pois 57% dos respondentes da pesquisa do Zoom têm intenção de gastar mais de R$ 1.000 e 27% pretendem investir de R$ 500 a R$ 1.000. Os produtos mais desejados são celulares/smartphones (57%), TVs (43%), eletrodomésticos (33%), eletroportáteis (29%) e notebooks (27%).

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Transparência nos preços muda o mercado e o varejo

O tema tem sido recorrente, porém, à medida em que a prática de transparência nos preços se expande o desenho do futuro do varejo se modifica.

Por transparência nos preços entende-se todo o processo iniciado pela atuação dos “pure players” no comércio eletrônico de viabilizar a comparação direta dos preços oferecidos com aqueles praticados no mercado, incluindo os concorrentes diretos.

O que foi algo desenvolvido como um instrumento de acesso à informação e em muitos casos se transformou em negócio ou empresa, hoje é um aplicativo disponível para ser usado no próprio processo de compra ou como mais um instrumento na evolução do empoderamento do consumidor.

As consequências desse processo são dramáticas, pois leva a um acirramento da concorrência sem precedentes e a uma pressão sobre a rentabilidade que é a principal razão pelo fato de que as empresas que atuam no comércio eletrônico têm enorme dificuldade em melhorar sua rentabilidade e até mesmo líderes globais, como Amazon, apesar de seu volume de transações e faturamento, continuem com prejuízo.

O desempenho da maioria das empresas ou unidades de e-commerce no varejo brasileiro, com raras exceções, também é a constatação de que esse processo transforma o varejo, e não necessariamente para melhor, em termos de desempenho e rentabilidade.

O que era uma estratégia de rápido ganho de participação de mercado em faturamento está se transformando num instrumento de seleção natural da espécie com desaparecimento de empresas e negócios e precipitando um completo e profundo redesenho do setor.

E o processo poderá ser ainda mais agudo à medida que se leve para as lojas físicas o ambiente digital, com o oferecimento das mesmas alternativas por imposição do consumidor, disseminando a prática e tornando-a a forma habitual e básica do novo varejo.

Se nas lojas físicas sempre existe a possibilidade maior de agregar outros elementos envolvendo experiências, serviços, educação, relacionamento e outros, viabilizando a prática de preços com melhor rentabilidade, no ambiente digital essas alternativas são menos usuais, o que faz aumentar a pressão sobre a rentabilidade.

Esta é uma razão pela qual a própria Amazon passou a oferecer serviços pessoais e domiciliares como forma de buscar um mix de oferta que seja menos diretamente comparável e possa permitir uma melhoria de rentabilidade e isso será cada vez mais presente como forma de buscar diferenciação no ambiente digital sem o que ficarão poucos e altamente competitivos players nesse mercado.

Mas o avanço do empoderamento do consumidor e diferentes estratégias de preços já vêm há muito tempo impactando modelos de negócio e desempenho de diversos setores.

O outro vetor da mesma equação é a gestão dinâmica de preços como uma estratégia iniciada pelas companhias aéreas que faz com que num mesmo voo existam muitos preços diferentes sendo pagos pelo mesmo serviço com sutis diferenças, quando existem.

Dentro de uma mesma classe de serviço, primeira, business ou turística, mas especialmente nessa última, o prazo da compra, a posição do assento, a fila na aeronave, os programas de milhagem, as promoções e muitos outros fatores são elementos dessa equação.

Todos esses aspectos e muitos outros compõem o Yeld Management ou Revenue Management, modelo de gestão de preços apoiado num conjunto de técnicas estatísticas e matemáticas que levam em consideração comportamento de compras, previsão, antecedência, demanda e outros elementos em busca da maximização do retorno para a empresa que vende o produto ou presta o serviço.

No extremo, essas práticas simplesmente tentam administrar a equação de oferta e demanda buscando melhorar a rentabilidade do negócio, dispondo para isso instrumentos e tecnologia cada vez mais avançados e, supostamente, mais inteligentes em benefício da empresa.

Na realidade, o uso que tem sido feito desses instrumentos tecnológicos em primeiro lugar cria muito complexidade na operação em maior escala do varejo e cria um ambiente irreversivelmente mais competitive, na tentativa de equilibrar a estratégia de transparência dos preços.

Quando o resultado de todas essas técnicas, práticas e tecnologia é disponibilizado em tempo real ao alcance de um click do consumidor, permitindo que ele compare o que é oferecido por diferentes opções, nesse ambiente de transparência no preços que se dissemina no mercado, de fato estamos vivenciando o início de uma nova e desafiante era para o varejo global.

Fonte: Mercado e Consumo

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Cartão de crédito: mais de 350% de juros ao ano

A taxa média de juros do cartão de crédito chegou a 350,79% ao ano, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac)

Ao mês, a taxa do cartão está em 13,37%, aumento de 0,34 ponto percentual em relação a julho. No cheque especial, a taxa média ficou em 218,17% ao ano (10,14% ao mês), com elevação de 0,04 ponto percentual na comparação com julho. A taxa média geral de juros para pessoa física teve um aumento de 0,08 ponto percentual entre julho e agosto, chegando a 128,78% ao ano – 7,14% ao mês. Além do cartão de crédito  e cheque especial, a pesquisa leva em consideração o crédito para automóveis, o financiamento pessoal em bancos, o crédito em financeiras e os juros do comércio.

Para pessoa jurídica, a taxa média geral de juros subiu 0,03 ponto percentual e ficou em 61,77% em agosto – (4,09% ao mês). São consideradas as taxas para cheque especial, desconto de duplicatas e crédito para capital de giro. A maior deles é do cheque especial, 6,99% ao mês.

A Anefac atribuiu o aumento dos juros ao cenário econômico instável, que aumenta o risco de inadimplência. “Este cenário se baseia no fato dos índices de inflação mais elevados, aumento de impostos e juros maiores reduzirem a renda das famílias. Agregado a isto o baixo crescimento econômico, o que deve promover no crescimento dos índices de desemprego”, ressalta a nota da entidade.

A associação lembra ainda que a elevação da Contribuição Social sobre o lucro líquido (CSLL) para os bancos deve compor novos aumentos nos juros. A medida que aumenta o tributo de 15% para 20% entrou em vigor no início de setembro.

Fonte: Consumidor Moderno

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“Crise? Isso não chegou às redes de farmácias”

O Brasil está em recessão, perdeu o grau de investimento e a confiança na economia e na chefe do governo é uma das mais baixas da história. Os níveis de consumo estão deprimentes.

Em meio a esse completo caos, há um grupo de empresas que ainda passa ileso por tantas más notícias. As redes de farmácias estão crescendo acima dos dois dígitos, mesmo com um cenário econômico tão desfavorável – e prognósticos nada animadores.

O faturamento das 28 empresas reunidas pela Abrafarma, associação do setor, cresceu 12% nos últimos 12 meses terminados em junho, atingindo os R$ 34 bilhões. No primeiro semestre deste ano, a receita do grupo foi 17% maior em comparação com o mesmo período de 2014.

“Quem cresce 16% ao ano, como é o caso da Pague Menos, não está em crise”, afirma Francisco Deusmar Queirós, presidente da rede com 800 lojas espalhadas pelo país – e um faturamento da ordem de R$ 5 bilhões anuais.

Em um momento em que as projeções pessimistas se estendem até 2017, Deusmar afirma que a Pague Menos “vai muito bem, obrigado”. Para o ano que vem, a expectativa da rede é crescer mais ainda, entre 17% e 18%. “E essa ainda é uma projeção pessimista. A média de expansão anual da empresa foi de 22% nos últimos 15 anos.”

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista com Deusmar Queirós.

Como está o varejo de medicamentos neste contexto recessivo?

O setor de medicamentos é o último a entrar na crise e o primeiro a sair. O varejo de remédios vai muito bem, principalmente para as grandes redes. A Pague Menos fechou o primeiro semestre deste ano com faturamento 16% maior, na comparação com igual período do ano passado. O lucro cresceu igualmente, no período. Então, não temos do que reclamar.

Os indicadores da economia estão bastante ruins neste ano em quase todos os setores. O varejo de medicamentos é uma exceção?

Os negócios, na verdade, não estão ruins para o Brasil como um todo, não. Isso é ditadura de economistas, dizer que tudo está ruim. Algumas regiões do país estão indo bem, algumas empresas estão indo bem, algumas pessoas estão indo bem. Você sabia que há filas de espera de sete meses para comprar carro de luxo?

UMA DAS 800 FARMÁCIAS DA REDE PAGUE MENOS

Nossa empresa é de 1981. Atravessamos muitos planos econômicos: Bresser, Cruzado, Cruzado Novo, Verão, Collor, dos que eu me lembro. Nós já sofremos e, agora, estamos no céu, mas passamos pelo purgatório. Estudos mostram que, nos últimos 50 anos, o Brasil só registrou PIB abaixo de zero três vezes. Essa é a quarta vez. E todas elas não demoraram mais do que três anos. Daqui a um ano e meio estará tudo resolvido.

O que mudou no processo de gestão da Pague Menos por conta da crise?

Nada, não mudou nada. Na Pague Menos não tem crise. Pelo amor de Deus, quem cresce 16% ao ano não está em crise. No próximo ano, a expectativa da empresa é crescer mais, entre 17% e 18%. E ainda estou sendo pessimista, pois a média de crescimento dos últimos 15 anos foi de 22% ao ano.

A rede Pague Menos vai continuar investindo em abertura de lojas mesmo na recessão, mesmo com o orçamento cada vez mais apertado para o consumidor?

Sim, vamos. Nós temos hoje 800 lojas e devemos fechar 2017 com 1.000. Você pode me cobrar isso. A Pague Menos é a única rede de farmácias que está presente em todas as unidades da federação. Costuma-se dizer que o cearense é o judeu brasileiro. Eu saí pelo mundo abrindo lojas. Nosso faturamento é da ordem de R$ 5 bilhões. A venda de medicamentos representa 70% desse valor.

Algumas empresas do setor informam que estão indo bem porque a receita está dividida entre a venda de remédios e de outros produtos, como linhas de higiene e beleza, que possibilitam uma margem de lucro maior. Esse não é o caso da Pague Menos?

Eu até gostaria que fosse meio a meio porque a linha de  não-medicamentos dá uma margem de lucro maior do que a de medicamentos, mas não é bem assim. Mas eu vendo também nas farmácias biscoitos, sorvetes, chocolates, refrigerantes, sandálias havaianas, bola de futebol. O que não vendo é o genérico do Viagra, pois não funciona, mas de resto…

A farmácia do futuro deverá ter clínicas médicas acopladas. Este foi um dos principais assuntos discutidos nesta semana no evento da Abrafarma, que reúne 28 redes de farmácias. A Pague Menos está preparada para prestar esse serviço?

Nós já temos 120 clínicas instaladas em 120 farmácias da rede, e vamos terminar o ano com 250 Clinic Farm. Esse é um modelo que funciona no mundo todo, no Canadá, nos Estados Unidos. O Minute Clinic da CVS (rede de farmácia norte-americana) já opera há anos com esse serviço.

DEUSMAR: “TEMOS 120 CLÍNICAS INSTALADAS EM FARMÁCIAS”

A população brasileira também quer esse serviço no Brasil. Na verdade, eu me adiantei implantando isso em algumas clínicas, pois eu parto do princípio que não precisa ver para crer. Eu creio para ver. Faço para, depois, ver o resultado. Se não der, eu mudo para outra coisa. Não tenho parceria com clínicas. É o meu farmacêutico que dá o primeiro atendimento.

Nós vamos revolucionar na prestação de serviço para o cliente, como já fizemos. Em 1989, começamos a receber o pagamento de conta de água e luz nas farmácias. O Banco Central anunciou que queria desafogar as agências e criou a figura do correspondente bancário, 21 anos depois. A partir disso, lotéricas e supermercados começaram a receber as contas.

Como funcionam essas clínicas?

O farmacêutico que estava atrás do balcão fica, agora, em uma sala de 2,5 metros por 3 metros, e dá o atendimento para o cliente. Conversa com ele, mede a pressão, faz teste de glicose, e por aí vai. Ainda não fazemos exames laboratoriais porque isso ainda não é permitido.

É por isso que estamos pressionando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para regulamentar a legislação o mais rapidamente possível. O que nós podemos fazer, o quanto nós podemos cobrar, enfim, como podemos fazer a prestação desse serviço para a população.

A Pague Menos está capacitando os farmacêuticos para atuarem nessas clínicas?

Um grupo da área de RH faz o treinamento dos funcionários. No ano passado, foram 298 mil horas de treinamento e este ano mais de 300 mil horas, incluindo treinamento de farmacêuticos.

Quais os principais desafios dos varejistas hoje?

Ainda é a regulamentação da lei que autoriza o farmacêutico a acompanhar o tratamento do paciente e aplicar vacinas.

Atualmente, falando de empresas estrangeiras, apenas a norte-americana CVS está no Brasil. Consultores de varejo afirmam que outras estão de olho no mercado brasileiro e poderão entrar quando a economia melhorar. Como o senhor vê a vinda delas?

A CVS tem cerca de 8.000 lojas nos Estados Unidos e 50 no Brasil, por meio da rede Onofre. Na verdade, considero que eles nem chegaram ainda aqui. Deus queira que outras redes venham com força, pois elas sabem fazer conta. É bom que venham para aumentar o nosso mercado.Mas não será fácil a adaptação para elas, não vamos dar moleza para elas, não. Essas redes estrangeiras possuem lojas de 2.000 metros quadrados, as lojas no Brasil são de 300 metros quadrados.

Existem muitas pequenas farmácias no país que, muito provavelmente, estão, neste momento, perdendo mercado para as grandes redes, que estão crescendo. Que dicas o senhor daria para elas enfrentarem da melhor forma este momento?

Inove. Aquela história de fazer a coisa do mesmo jeito durante 30 anos não dá mais certo. Tenha uma liderança muito forte para atravessar este momento de incerteza e de turbulência. Acredite na revolução digital, que está aí firme e forte. Fique atento à questão de produtividade. Faça mais com menos. Aí o pequeno dono de farmácia vai se sair bem neste período de crise.

Alguns consultores de varejo acreditam que, com essa crise, a tendência é de os pequenos lojistas de farmácias sumirem do mercado.

Existem grandes redes de supermercados no país, como Walmart, Carrefour, Cassino, Cencosud, e os pequenos supermercados continuam existindo, estão aí. O mesmo acontece no setor do varejo de medicamentos.

A rede de supermercados espanhola Dia tem operado no Brasil com modelo de lojas próprias e franquias. A Pague Menos já pensou em abrir franquia?

Não, no nosso setor isso é muito perigoso. Se alguém morre em um franqueado da Pague Menos, vão dizer que a pessoa morreu na rede. E se o farmacêutico aplicar uma injeção e o paciente sofrer um choque anafilático? Aí eu estou frito. E se a loja vender um abortivo? As nossas lojas precisam estar sob o nosso comando. O Boticário pode abrir franquia porque trabalha com produtos de beleza. No caso de venda de remédio é diferente.

O seu setor está indo bem, como o sr disse. Mas qual é a sua perspectiva para a economia?

Gostaria que a imprensa começasse a falar bem do Brasil. É um absurdo como a imprensa só destaca as notícias ruins. Os jornalistas precisam achar notícias boas. Há muita bandalheira no país, claro, há meia dúzia de corruptos que roubou a Petrobras e participou do Mensalão. Mas existem pessoas boas, empresários, empresas que estão fazendo um trabalho muito bom para o país crescer. Nós temos de ajudar o país. Não é brigando e criticando que vamos resolver o problema do Brasil. Vejo um futuro bom pela frente. Vamos atravessar um período ruim ainda em 2016 e 2017 e, depois, vamos embora.

Como estão as negociações de preços com as indústrias, até porque muitos medicamentos utilizam insumos importados. As indústrias têm repassado a alta do dólar para os preços?

As indústrias não se manifestaram ainda em relação a isso. Estão sendo parceiras. É verdade que eu compro grandes volumes e não sei como está essa questão no caso dos pequenos comerciantes. Sou diretor da Abrafarma e, por enquanto, não soube de dificuldade de negociação por conta da alta do dólar com qualquer rede.

A abertura de capital da Pague Menos está pronta?

Está pronta desde 2012, só que o mundo não quer comprar o Brasil. Isso não é só comigo, o mundo não quer comprar de ninguém no Brasil.

O nome da sua rede é Pague Menos. Os preços das suas farmácias fazem jus ao nome?

Sim, os nossos preços são mais baratos, por isso nós crescemos. A nossa ideia é cobrar menos e vender muitas unidades. Nós temos os melhores preços das farmácias do Brasil, vendemos com descontos, que variam de acordo com a concorrência, com a cidade, com a tributação do Estado.

Vender remédio dá dinheiro no Brasil?

Os preços são controlados, há um teto de preços, mas nós, inteligentemente, fazemos um preço que encanta as pessoas. Estou na Forbes, sou o 45º homem mais rico do Brasil, vendendo Melhoral e Cibalena (medicamentos para dor de cabeça).

Fonte: Diário do Comércio

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